Acabou o jejum!


Esquadrão vence o Remo por 2 a 1 na Fonte Nova e volta para o G4

Depois de tanto tempo olhando para esse maldito jejum contra o Remo, finalmente podemos respirar fundo e dizer: acabou!! O Bahia fez o dever de casa na Arena Fonte Nova, bateu o time paraense por 2 a 1 e ainda terminou a noite dentro do G4 do Brasileirão.

Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Não foi aquela partida para cardíaco, porque o Bahia gosta de testar a nossa pressão até o último segundo, né? Mas o que importa é que o apito final veio, os três pontos ficaram em Salvador e o Tricolor chegou ao incrível número de 11 partidas consecutivas sem perder no Brasileirão.

O jogo

Rogério Ceni apostou em uma formação diferente para enfrentar o Remo. Marcos Victor, David Duarte e Kanu formaram um trio de zagueiros, enquanto Luciano Juba ganhou mais liberdade para avançar ao meio-campo. A mudança deu ao Bahia uma boa dinâmica desde o início e o Esquadrão começou mandando no jogo, com mais de 60% de posse de bola na primeira etapa, circulando bem e criando as principais oportunidades. 

Rodrigo Nestor foi um dos responsáveis por levar perigo ao gol de Marcelo Rangel, obrigando o goleiro do Remo a trabalhar em duas finalizações perigosas, mas quem abriu o caminho para a festa Tricolor foi Jean Lucas. Aos 19’, Kike Olivera recebeu pelo lado direito e mostrou novamente toda a sua importância para o time. Em uma jogada rápida e muito bem construída, o uruguaio encontrou Jean Lucas em boa posição, e o meio-campista bateu rasteiro e forte para colocar a bola no fundo da rede. 

E que partida do Kike Olivera! O uruguaio foi muito participativo, buscou o jogo, incomodou a defesa paraense e ainda entregou a assistência para o primeiro gol. É aquele jogador que pode até não aparecer o tempo inteiro nas estatísticas, mas quando participa da jogada, faz diferença. Pelos lados, o Bahia também conseguia criar perigo, com os pontas sendo constantemente acionados, enquanto Luciano Juba levou risco em uma cobrança de falta. O Tricolor controlou bem a primeira etapa e foi para o intervalo com a vantagem no placar.

Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Na volta para o segundo tempo, o Bahia teve oportunidades para ampliar e deixar a partida mais tranquila, mas a bola insistia em não entrar. Pulga recebeu um cruzamento perfeito de Kike Olivera e, sem goleiro, acabou mandando para cima. Kike e Alejo Véliz também chegaram com perigo, mas o segundo gol não saía. Aí veio aquele velho drama que todo torcedor do Bahia conhece bem: quando o time não aproveita as chances que aparecem, o adversário começa a acreditar.

O Remo cresceu na partida, ganhou confiança e passou a chegar com mais frequência ao ataque. Vitor Bueno assustou em finalizações de fora da área e fez a torcida Tricolor começar a olhar para o relógio, esperando ansiosamente pelo apito final. 

Ceni então mexeu na equipe e colocou experiência em campo. Ademir, Caio Alexandre e Everton Ribeiro entraram para ajudar o Bahia a controlar a posse de bola e dar mais velocidade às jogadas. Quando a torcida já começava a contar os minutos para o fim, veio o lance que praticamente selou a noite. 

Aos 43’, Alejo Véliz foi derrubado por Matheus Felipe dentro da área, a arbitragem marcou pênalti para o Bahia. Luciano Juba assumiu a responsabilidade, foi para a cobrança e bateu com categoria para ampliar o placar. A Fonte Nova respirou. A torcida respirou. Eu respirei. Parecia que finalmente teríamos alguns minutos de tranquilidade, mas, sendo Bahia, claro que ainda tinha emoção reservada para os acréscimos.

Já nos minutos finais, o Remo conseguiu chegar novamente à área tricolor e a jogada terminou em pênalti para a equipe paraense. Everton Ribeiro tentou fazer a cobertura defensiva e, dentro da área, acabou chegando atrasado na disputa, atingindo o adversário e cometendo a falta marcada pela arbitragem. O lance foi daqueles que fazem o torcedor imediatamente colocar a mão na cabeça, porque o Bahia tinha acabado de abrir dois gols de vantagem e, de repente, estava diante de mais um momento de tensão. Vitor Bueno foi para a cobrança e converteu, diminuindo o placar para 2 a 1. Pronto. 

O que parecia encaminhado virou sofrimento novamente. Os minutos finais pareceram durar uma eternidade, cada bola levantada pelo Remo dava aquele frio na barriga e a torcida só queria ouvir o apito final. Mas dessa vez não teve drama maior. ACABOU! 2 a 1 Bahea, o jejum caiu, o G-4 virou realidade e o Esquadrão chegou ao seu 11º jogo consecutivo sem perder no Brasileirão. Foi sofrido? Foi. Poderia ter sido mais tranquilo? Com certeza. Mas, no fim das contas, o que fica é aquele sentimento maravilhoso de olhar para a tabela, respirar fundo e pensar: Hoje deu Bahea! 

Próximo desafio

O Bahia já tem outro compromisso daqueles que fazem o coração acelerar. No próximo domingo (20), o Tricolor enfrentará o Athletico Paranaense, na Arena da Baixada, em um duelo direto entre equipes que estão no G4.

É confronto de gente grande. É jogo de seis pontos. É mais uma oportunidade para o Esquadrão mostrar que não chegou até aqui por acaso.

Thamires Barbosa Araújo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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