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“LÁ VEM O MOLEDÃO, CHEIO DE PAIXÃO…”


Sob muita chuva, Coritiba e Athletico empatam em 3 a 3 em um jogo cheio de emoções

O clássico entre Coritiba e Athletico tinha tudo para ser ruim: alerta vermelho com risco de granizo, sexta-feira, 21h, chuva (muita chuva), raios e um campo que precisou suportar toda a água que vinha do céu. Sim, poderia ter sido pior, mas não foi. Mais um clássico para entrar na história! Mais uma vez, a dupla Athletiba fez acontecer.

O Athletico começou atacando e soube aproveitar os levantamentos de bola, já que ela pouco rolava no Couto Pereira. E foi assim que, aos 13 minutos, em cobrança de falta, eles abriram o placar. Luiz Gustavo cabeceou no cantinho, sem chances para o goleiro Pedro Morisco.

O Athletico era superior no jogo e conseguia ganhar as jogadas com facilidade. Aos 29 minutos, Arthur Dias, ampliou. Athletico 2×0.

Tudo pareceu perdido quando Breno Lopes, em uma estupidez, colocou a mão na boca e ativou a Lei Vini Jr. O árbitro foi até o VAR e o cartão vermelho foi confirmado. Sinceramente, o básico é entender e saber as regras e, de fato, ali, Breno Lopes prejudicou o Coritiba com um gesto. Não foi uma falta, uma briga… apenas um gesto proibido e uma expulsão. O jogador mais tarde, publicou um pedido de desculpas em suas redes sociais assumindo o erro.

Na sequência, eis que a estrela de Josué começou a brilhar. Em cobrança de falta espetacular, o 10 do Coritiba carimbou o travessão e, no rebote, quase que sem querer, Tiago Cóser diminuiu para o Coritiba.

Para o segundo tempo, Fernando Seabra fez quatro substituições de uma vez. Saíram os amarelados Lavega, Chermont e Pedro Rocha. Bruno Melo, sem cartão, também foi substituído. Entraram Rodrigo Rodrigues – que depois de muito tempo no DM, voltou a jogar -, Paulo Roberto, Richard e Rodrigo Moledo.

E foi aqui que a história começou a ser escrita.

O Athletico também fez mudanças no time e seguia atento ao jogo. Rodrigo Moledo tentou logo no início do segundo tempo, mas o rival também teve suas oportunidades. Uma delas terminou em pênalti, em jogada com Thiago Santos, que acabou errando o tempo da bola e chutando a canela do adversário. Pênalti bem cobrado por Viveros, e o Athletico ampliou o placar. 1×3.

Vocês achariam que ali o jogo já estava acabado. Mas não.

Em nenhum momento o Coritiba desistiu das jogadas. E meus amigos, o fim de jogo foi magnífico.

A estrela de Josué brilhou muito, mas não ofuscou Rodrigo Moledo, que brilhou junto com ele. Aos 46’, Josué, com seus cruzamentos perfeitos, em cobrança de escanteio, achou Moledo sozinho na área, que mandou de cabeça para diminuir o placar, 2×3.

A torcida que nunca abandona e o time da alma guerreira seguiram buscando o empate no Couto Pereira. Mesmo com um a menos, o Coxa não teve medo algum do rival. Pelo contrário: foi buscar. E conseguiu.

Aos 51 minutos, de novo com uma cobrança excepcional de um dos melhores camisas 10 desse Brasileirão. Josué, em cobrança de falta dentro da área, deixou a bola certeira para Moledo empatar a partida em mais um cabeceio.

Fim de jogo: Coritiba 3×3 Athletico.

Foto: JP Pacheco

O gosto amargo na boca do rival, o choro do técnico (como sempre) no fim da partida e um empate com gosto de vitória para o Coritiba, que foi guerreiro demais! O que esse time fez no Couto Pereira, na noite chuvosa desta sexta-feira, é para não pôr defeito algum. O impossível aconteceu. E foi graças ao Seabrismo e a um time que tem vergonha na cara e não desiste nunca!

Um ponto somado, e hoje o Coritiba ocupa a sétima colocação na tabela, que pode mudar até o fim da rodada dependendo dos demais placares.

O próximo jogo é contra o Vasco, fora de casa, no sábado, dia 19 de setembro, às 20h30.

VAMOS COXA!

PATRÍCIA MORO

Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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