Clássico sempre será guerra!


Galo entra em campo pelo primeiro duelo das quartas de final

Foto: Pedro Souza – Clube Atlético Mineiro

Chegamos na semana em que os dias demoram uma vida para passar, que a ansiedade aumenta a cada segundo e que os ares de Belo Horizonte têm um cheiro diferente, cheiro de clássico à vista.

E se um clássico nunca é apenas um jogo, quem dirá um mata-mata, valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil, uma reedição da temporada passada.

Nesta terça-feira (25), o Gigantesco das Alterosas vai até o estádio da Minas Arena para o jogo de ida da Copa do Brasil, contra o time da Lagoa, às 21h. E nada mais importa do que um grandioso resultado, um placar que nos deixa vivos para o jogo de volta, na nossa casa.

Teremos neste duelo a chance da revanche pela eliminação no ano passado, de tirar do adversário a oportunidade de seguir lutando por esse troféu. A chance de aumentar nossa hegemonia e deixar um grande lado das terras mineiras com um sorriso de orelha a orelha, contando vantagem e sempre querendo voltar nesse assunto.

Em jogos como esse, dificilmente se tem um grande favorito, até porque clássico sempre é um jogo à parte, uma partida fora do previsto e que quase sempre é decidida num detalhe, na falta de atenção, naquela dividida em que se acredita até o fim, mas não podemos negar que, por alguns pontos, uns pequenos detalhes, deixa o lado que veste azul com uma pitada a mais de obrigação para classificar, e a folha salarial de elenco é um deles.

Vindo de uma boa sequência pós-Copa, o Galo precisa realizar aquele jogo protocolar dentro da nossa segunda casa. Não precisa se afobar e nem sair todo desesperado, tem que ter inteligência para realizar uma partida em que o importante é sair vivo de lá, seja com a vantagem de um triunfo ou até mesmo o empate para ser resolvido diante da nossa torcida.

A falta do Lyanco é extremamente sentida, principalmente porque grande parte da torcida berrava a plenos pulmões desde o ano passado que esse time carece de zagueiros, e o Paulo Bracks achou de bom tom não ir atrás. A escalação do Barba ainda segue sendo mistério, e tenho quase certeza de que a torcida ora todos os dias para que tenhamos mudanças significativas no meio-campo, precisamos de Fred e Castaño nesse time titular, não podemos ter um setor tão importante assim com o Alan Franco fazendo parte dele, e muito menos o Reinier sendo nossa esperança de gols no ataque.

Confesso que estou bastante curiosa em qual será nossa escalação, até porque o Barba tem conhecimento das peças que tem no elenco e sabe muitíssimo bem o quão valioso é esse duelo.

Entre dúvidas e segredos, a escalação não deve fugir muito de:

Everson; Natanael, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon (Kevin Castaño), Fred e Bernard; Cuello e Cassierra (Reinier).

O time sabe a importância desse jogo, sejam os que estavam em 2025 e até mesmo os que acabaram de chegar. Temos muita coisa em jogo nesse duelo, não dá para aguentar outra eliminação vergonhosa igual à passada, com um 4×0 no agregado e o adversário passeando dentro de campo.

Apesar de ser apaixonada nesse tal de futebol, eu confesso que não sou tão fã assim de um pré-clássico. Fica sempre a sensação de que a ansiedade fará meu coração parar de bater a qualquer momento, a boca seca a cada segundo em que a mente transita entre a importância desse duelo, a falta de fome e a sensação de que, a qualquer momento, o estômago não vai aguentar nem um pouco d’água.

Em jogos dessa grandeza, eu sempre gosto de deixar meu lado sensitiva falar, e apesar de estar quase tendo uma sensação iminente de morte, estou disposta a abraçar a loucura, dar as mãos à insanidade e acreditar que vamos viver o inacreditável, vamos presenciar o milagre com os nossos próprios olhos.

Temos time e chance de realizar um bom jogo, o primeiro duelo pelo Brasileirão mostrou muito bem isso. Dá para ganhar, dá para acreditar e dá para levar um bom resultado para a Arena.

A torcida mais uma vez estará presente fazendo aquela festa que só um lado de Belo Horizonte sabe fazer, cantando e calando o outro lado durante todos os 90’.

Que o elenco alvinegro faça o jogo da vida, que entrem em campo entendendo a importância de um clássico, que briguem por cada bola, por cada dividida, que estejam no seu maior ápice de inteligência e aproveitem as chances criadas, que ajudem o companheiro do lado que estiver passando por um sufoco.

Que joguem pela torcida, sempre honrando esse escudo e todo o legado que essa partida representa, contra eles sempre tem que ser guerra!

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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