Cruzeiro supera a eliminação na Libertadores, vira sobre o Flamengo no fim e chega embalado para mais um clássico decisivo na Copa do Brasil
Que noite inesquecível, nação azul!
No último sábado, 22 de agosto de 2026, o Mineirão foi palco de uma verdadeira demonstração de raça e superação com a emocionante vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Flamengo.
A virada épica veio no finalzinho, coroando a pressão celeste: Gerson levantou na segunda trave, Villalba ajeitou de cabeça e Matheus Pereira completou para o fundo das redes, fazendo o Mineirão vir abaixo!
Três dias depois da eliminação na Libertadores, o Cruzeiro deu a volta por cima, espantou a desconfiança e recuperou a confiança da torcida com uma atuação de gala. Agora focar na próxima batalha: Copa do Brasil no clássico.

O jogo
O jogo começou a mil por hora, com as duas equipes se propondo a buscar o ataque desde o apito inicial. Logo no primeiro tempo, criamos boas oportunidades com investidas de Kaio Jorge e João Costa, mas o time carioca acabou abrindo o placar aos 22 minutos, quando Arrascaeta achou um belo passe para Pedro na entrada da área, e o atacante cruzou forte para vencer a nossa defesa.
E aí veio aquela sensação que o torcedor conhece bem: a preocupação aumenta, a cobrança aparece e o coração aperta. Afinal, depois de tudo o que aconteceu na Libertadores, sair novamente atrás poderia fazer o time sentir ainda mais o golpe. Mas a camisa do Cruzeiro pesa, e a nossa alma guerreira não abaixa a cabeça!
Fomos para o intervalo com aquela angústia no peito, mas a postura do time mudou completamente na segunda etapa. O técnico Arthur Jorge ajustou a equipe, passamos a sufocar o adversário e a dominar as ações no campo de ataque e mostrar quem manda em casa.
A recompensa pela entrega veio aos 12 minutos do segundo tempo, em uma jogada espetacular em que Matheus Pereira tabelou com Arroyo, e o nosso ponta invadiu a área para soltar uma bomba cruzada indefensável. Naquele momento, senti que o jogo poderia mudar de vez. E mudou.
O empate devolveu confiança ao time e energia às arquibancadas. O Cabuloso continuou pressionando, enquanto o Flamengo tentava encontrar espaços nos contra-ataques. Nossa defesa precisou trabalhar, mas a equipe não deixou de acreditar. E quando parecia que o empate seria o resultado final, veio o momento que explica por que futebol é tão apaixonante.
Com o jogo intenso e de pressão a perna já pesava e o relógio se aproximava do fim, a mística da raça azul falou mais alto aos 44 minutos: Gerson levantou a bola na segunda trave, Villalba ajeitou de cabeça e Matheus Pereira completou de primeira para o fundo das redes, decretando a virada épica e explosiva que lavou a nossa alma após os dias difíceis da eliminação na Libertadores. Foi uma atuação de gala, com alma, superação e a certeza de que a nossa Raposa está pronta para voar alto no Brasileirão!

Como torcedora, foi impossível não sentir aquele misto de alívio, orgulho e emoção. Depois de uma semana pesada, a Raposa encontrou justamente contra o Flamengo a resposta que a torcida precisava. Não foi apenas uma vitória. Foi uma demonstração de que a equipe consegue reagir mesmo quando tudo parece jogar contra.
A eliminação da Libertadores ainda dói, claro. Não existe vitória que apague completamente uma frustração tão recente. Mas o futebol também é feito de recomeços, e o Cruzeiro mostrou que sabe transformar dor em combustível. Foi uma noite de alma, entrega e superação. Uma noite em que o Cabuloso voltou a fazer o Mineirão acreditar.
Próximo jogo
Agora não tem para onde correr: é hora de mais um capítulo! Depois de uma sequência intensa de jogos, o Cruzeiro volta a campo na próxima terça-feira (25), às 21h, para encarar o Atlético-MG, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. E se tem clássico, já sabemos: não existe favoritismo, não existe jogo fácil e muito menos espaço para vacilar.
É o tipo de confronto que mexe com a cidade, paralisa o torcedor e exige concentração do primeiro ao último minuto. A Raposa chega para esse duelo buscando fazer valer a força do Mineirão e construir uma vantagem importante para a decisão.
Do outro lado, o rival vem pronto para complicar ainda mais a vida celeste. É clássico, é mata-mata e é Copa do Brasil! Agora é colocar o coração na ponta da chuteira, deixar tudo em campo e lutar por cada bola.
Porque quando o Cabuloso entra em campo, a gente sabe: é sofrer, acreditar e torcer até o fim!
Por Mury Kathellen
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