Clube Atlético Mineiro na sua maior essência


Galo sofre mas se classifica paras quartas da Sula

Foto: Pedro Souza – Clube Atlético Mineiro

Tá, chegou a hora de esquecer tudo e apenas abraçar a loucura. A quarta-feira (19) do torcedor atleticano foi desenhada a dedo pelos deuses do futebol, uma maravilha do início ao fim. Começamos com a recepção do Fred no Aeroporto da Pampulha e terminamos com a classificação alvinegra para as quartas de final da Sula, após um empate sofrido por 2×2 contra o Red Bull Bragantino, com belíssima festa da torcida, apesar do horário que ferra com a vida do torcedor CLT.

De fato, o Galo jogou muito mal, não soube segurar o resultado, deixou o Bragantino ficar muito tempo com a bola e sofreu até para controlar isso. Mas, no fim, foi aquele sofrimento no limite, que em nenhum momento nos deixou de fora da competição, mesmo ficando atrás do placar duas vezes, e, no final, trouxe o resultado esperado: a classificação!

Apesar de ser hater assumida do falso atacante Reinier e ainda não entender o motivo que faz o Franco ser sempre titular, Eduardo Dominguez mandou a campo o time que, para ele, faz sentido e que já vem sendo utilizado há algumas partidas seguidas.

Do apito inicial até o gol de empate do Maycon, (obrigado, Corinthians), no início da segunda etapa, o Galo praticou uma das piores partidas do ano e, se bobear, até da vida.

O elenco alvinegro deixou o adversário gostar do jogo, criar as maiores e melhores chances de perigo e colocou o Everson para trabalhar em vários lances, consagrando e mostrando mais uma vez o quão grandioso debaixo das traves é o LeBron James de Vespasiano.

Com uma partida em que todo mundo estava muito abaixo do esperado, errando lances bestas e absurdos, o primeiro gol do energético saiu no último minuto dos acréscimos da primeira etapa, fazendo o time do Barba ir para o vestiário sob reclamações e algumas poucas vaias.

A volta do segundo tempo trouxe aquele Atlético pós-Copa que estamos acostumados a ver, fazendo uma pressão absurda no adversário e mostrando que, na nossa casa, somos nós, e apenas nós, que mandamos.

Após muito pressionar, o empate veio num balaço de fora da área do líder Maycon, deixando o time alvinegro com a vantagem no agregado e a classificação de volta às nossas mãos.

Esperava-se que, com o abafa absurdo dos mais de 30 mil atleticanos na Arena, o Galo fosse terminar de “girar a faca” e matar o jogo o mais rápido possível. Só que o time abaixou as linhas novamente, deixou o Bragantino voltar a gostar da partida e levamos o segundo gol numa falha de marcação, com a lei do ex se fazendo presente com Eduardo Sasha.

Nessa hora, as orações e pedidos eram para que o Everson catasse ao menos dois chutes do time paulista e que, do nosso lado, todo mundo estivesse com o pé calibrado na marca da cal. Mas é nessas horas que a essência do “se não for sofrido, não é Galo” entra em campo e, também nos minutos finais dos acréscimos, Tomás Cuello mostrou que sabe ser decisivo e, numa roubada de bola, fez o gol do empate, o gol da classificação alvinegra para as quartas de final.

Foto: Pedro Souza – Clube Atlético Mineiro

No fim das contas, não existe jogo feio, feio é não se classificar para as quartas de final de uma competição internacional em pleno 2026.. O triunfo em Bragança Paulista nos deu margem para esse empate e, apesar dos sustos e de flertar com o perigo, o Galo soube jogar com o regulamento debaixo dos braços e carimbar nossa vaga para a próxima fase.

Confesso que, dessa vez, preciso entrar na fila para pedir desculpas para o Cuello, peça importantíssima na ida e na volta, mas novamente os destaques da noite vão para Everson Felipe Marques.

O que esse cara faz no Galo desde 2020 é fora da curva. Muito bom debaixo das traves, sempre muito seguro, seja jogando com as mãos ou com os pés. Obrigada, Jorge Sampaoli, por ter trazido esse cara para o gigantesco das Alterosas.

Ainda não sou fã do trabalho do Barba, mas é preciso reconhecer o que esse homem está fazendo com o nosso elenco. Nem sempre temos a partida dos sonhos, como foi domingo contra o Grêmio, mas estamos invictos desde o término da Copa do Mundo e o time agora está sabendo sofrer.

O treinador entendeu o que consegue tirar de cada um, sabe que a SAF é mentirosa e o Bracks é lento para contratar e, no fim, ele vai trabalhando com o que tem, da forma que cada jogo pede, que cada adversário demanda.

Se jogar mal assim em todo mata-mata, mas no fim acabar classificado, eu super assino esse contrato e nos encontraremos em Barranquilla, em mais uma final.

E, no fim, a noite fica maravilhosa e a adrenalina vai às alturas quando o jogo vai para esse lado do sofrimento e termina com um final feliz para a Massa Alvinegra.

Ainda sem saber se enfrentará o Santos ou Maraca na próxima fase, o gigantesco das Alterosas volta a campo neste sábado (22), às 18h30, contra o Internacional, lá no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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