Cabo Verde luta até o último segundo da prorrogação, mas não consegue superar a Argentina
Não existe outra palavra para descrever a campanha de Cabo Verde nesta Copa do Mundo: resiliência. Os Tubarões Azuis lutaram, suaram “sangue” e deixaram o coração na ponta das chuteiras. Caíram, mas caíram atirando.
Resistência. Orgulho. HISTÓRICO!

Nesta sexta-feira (3), em Miami, os africanos enfrentaram a poderosa Argentina, atual campeã mundial. Quem esperava uma goleada dos hermanos, errou feio. O duelo foi eletrizante: 1 a 1 no tempo normal e um suado 3 a 2 para a Argentina após a prorrogação.
Luta. Guerreiros. HISTÓRICO!
Cabo Verde, estreante humilde em Copas, encarou a “Scaloneta” sem medo. Messi brilhou, mas foi parado por um gigante de 40 anos: o goleiro Vozinha. Ele não tremeu diante dos atuais campeões mundiais e, por alguns momentos, ofuscou o brilho do camisa 10 albiceleste.
Superação. Tenacidade. HISTÓRICO!
Quando Messi abriu o placar, parecia que a porteira seria aberta. Só parecia. A Argentina sofreu para furar o bloqueio cabo-verdiano. Vozinha e sua defesa operaram milagres para manter vivo o sonho da classificação.

No segundo tempo, veio a redenção. Cabo Verde marcou o primeiro gol sofrido pela Argentina nesta Copa. Deroy Duarte recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, vencendo Dibu Martínez. O empate explodiu em festa em Praia, no arquipélago de Cabo Verde, e também aos milhares de torcedores pelo mundo.
Com a igualdade, o técnico Bubista fechou o time. A Albiceleste pressionava, mas parava em uma verdadeira muralha azul.
O drama avançou para a prorrogação. Logo no início, Lisandro Martínez colocou a Argentina na frente. Mas, Cabo Verde não desistiu. Nos 30 minutos extras, Sidny Cabral avançou pela lateral e, na entrada da área, chutou. O que parecia ser um cruzamento, foi no cantinho das redes de Dibu. GOLAÇO! O empate enlouqueceu a torcida cabo-verdiana no estádio, e foi comemorado no Brasil como se fosse um gol da nossa própria Seleção.
O destino, porém, foi cruel. No segundo tempo da prorrogação, Messi cobrou falta, Cuti Romero desviou e a bola ainda bateu em Dylan Borges antes de entrar. Argentinos novamente à frente, 3 a 2.
Mesmo exausta, a equipe africana pressionou até o apito final. A caminhada na Copa terminava ali, mas de forma lendária.
Superação. Fé. HISTÓRICO!
Cabo Verde provou que não foi à Copa a passeio. A seleção do pequeno arquipélago africano, que eliminou Camarões e Líbia nas eliminatórias, carimbou seu nome na história do futebol mundial.
Os Tubarões Azuis saem da competição de cabeça erguida e coroados pelo esforço. A Copa do Mundo segue para a Argentina, mas para Cabo Verde, este é apenas o primeiro capítulo de um futuro brilhante.
Obrigado, Tubarões. O seu povo e o Brasil se orgulham de vocês!
Por Viviane Mendes
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