A barreira vira Galo e o time vence antes da parada para a Copa
Voltar a vencer fora de casa já é bom, e fica ainda melhor quando sabemos que vamos passar quase dois meses sem ver o Clube Atlético Mineiro dentro das quatro linhas. Jogando na Cidade Maravilhosa, no último compromisso antes da pausa para a Copa do Mundo, os “filhos” de Eduardo Domínguez venceram o Vasco por 1 a 0 neste domingo (31), naquela tradicional retranca do Barbabol, e encerram esta primeira parte da competição na nona colocação.

Cheio de desfalques e sem critério algum na escolhas, o comandante alvinegro foi obrigado a mexer em praticamente todas os setores do time, com exceção da posição de Everson. Em meio a tantas mudanças, duas coisas ficaram extremamente notórias: se o time já não conta com um elenco titular confiável, o banco de reservas é simplesmente pavoroso.
Também é impressionante a falta de critério de Domínguez. Quem vai bem costuma acabar no banco de reservas, enquanto os jovens da base só recebem oportunidades nos minutos derradeiros do segundo tempo ou quando a equipe já está levando uma sapecada dentro de campo.
Tivemos 90 minutos, mais os acréscimos, de mais uma atuação ruim do Galo, com poucos lampejos e apenas algumas peças se destacando de forma positiva. Se não fosse Everson para salvar nossa pele jogo após jogo, muito provavelmente estaríamos frequentando a zona de rebaixamento e, quem sabe, até a lanterna da competição. O que esse homem faz debaixo das traves é digno de cinema.
Apesar do nervosismo e os vários passes errados, o Galo abriu o placar já aos 31’, com Victor Hugo, que não é o “The Good”, após cobrança de escanteio, em uma das poucas chances que o time atleticano criou durante todos os 90 minutos de bola rolando.
Com a vantagem no placar, fomos obrigados a presenciar longos e dolorosos minutos de Clube Atlético Mineiro fechado, com o Barba fazendo as piores alterações possíveis e levando um apavoro do Vasco, que só não empatou porque pararam nas defesas de Everson, ou na ruindade do pezinho também.
Por divino milagre, o Galo conseguiu segurar a vantagem mínima construída ainda no primeiro tempo, mesmo com Lyanco e seu filho Ivan Roman revezando quem fazia falta mais próximo da própria meta.
Após 7 longos anos sem saber o que era vencer em São Januário, finalmente podemos voltar a sorrir na Cidade Maravilhosa. No meio disso tudo, grande destaque para o nosso Cafunael que está voltando a jogar o seu auge com a bola nos pés e sendo fundamental nesse time de Eduardo Dominguez.
Acreditar em melhorias dessa SAF é quase o mesmo que acreditar em Papai Noel e fada do dente, mas já que ter fé é 0800, que possamos ter grandes esperanças em boas contratações para esse time titular do Atlético. Sabemos que na partida contra o Vasco tínhamos alguns desfalques por lesão e convocação, mas ainda temos um elenco muito fraquinho e muito dependente, principalmente do Maycon, ali no meio de campo. E sinceramente, apesar do joguinho mediano, não dá para seguir com Reinier como opção de salvação nesse time. Se quiser seguir vivo na Sula, tentar ao menos uma semi da Copa do Brasil e sonhar com boas colocações no Brasileirão, a família Menin vai ter que colocar a mão no bolso.
Que possamos ter uma pausa sossegada de Clube Atlético Mineiro, com os bastidores tranquilos e só com notícias boas, e que esses 50 dias possam passar o mais devagar possível, sem pressa.
Sentimento, amor sincero ao alvinegro!
Por Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.