Com atuação de gala de Matheus Pereira, Cruzeiro goleia o adversário por 4 a 0 pela Libertadores e confirma classificação diante da Toca 3 lotada
O Cruzeiro deu um verdadeiro espetáculo no Mineirão ao vencer o Barcelona por 4 a 0, em duelo decisivo pela fase de grupos da Libertadores nesta quinta-feira (28). Empurrado por mais de 55 mil torcedores, o time celeste dominou a partida do início ao fim, confirmou a classificação às oitavas de final e mostrou ao continente que sua tradição copeira segue mais viva do que nunca.
Com gols de Matheus Pereira, Christian e Sinisterra, além de uma atuação coletiva impecável, a Raposa transformou a pressão em festa e fez da noite uma das apresentações mais marcantes da temporada.

Primeiro tempo
Não houve tempo para estudos. O Cruzeiro entrou em campo com a missão de ganhar e não depender de ninguém, sufocando a saída de bola do Barcelona. O cronômetro mal tinha completado quatro minutos quando o grito de gol rasgou a garganta da torcida.
Tudo começou nos pés de Fabrício Bruno, que com a visão de um armador, encontrou Fagner livre no corredor direito. O lateral avançou com autoridade e desferiu um cruzamento preciso, encontrando a cabeça de Matheus Pereira. O maestro, nosso gelado não perdoou: um peixinho certeiro, sem chances para o goleiro Contreras. 1 a 0 Raposa, e o Mineirão virou um caldeirão azul.
O Barcelona não se deu por vencido. Após o susto inicial, os visitantes tentaram colocar os nervos no lugar. Villalba foi a principal arma, arriscando chutes e tentando jogadas aéreas, mas a defesa celeste, liderada pela segurança de Fabrício Bruno, estava em uma noite inspirada.
Houve momentos de tensão: Matheus Pereira caiu na área e pediu pênalti, mas o VAR mandou seguir. Aos 30, o Cruzeiro quase ampliou com uma cabeçada de Kaiki, que passou raspando o travessão. O jogo era lá e cá, com o Barcelona tentando trocar passes no meio-campo e o Cruzeiro respondendo em transições velozes.
A reta final do primeiro tempo guardou o momento mais dramático da noite. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, a torcida explodiu novamente com o que seria o segundo gol de Kaio Jorge. Seria o golpe de misericórdia para garantir a tranquilidade.
Porém, o silêncio do VAR foi agonizante. Após três minutos de revisão, a arbitragem detectou uma posição irregular de Sinisterra no início da jogada. Gol anulado. O balde de água fria, contudo, não diminuiu a festa: ao soar do apito final aos 52 minutos, o Cruzeiro desceu para o vestiário com a vantagem mínima, mas com a vaga nas oitavas momentaneamente garantida sob o braço.
O Cruzeiro foi para o intervalo jogando como o Gigante que a sua história exige. Com esse resultado, você acredita que o time deve manter a pressão ou fechar a casinha para garantir a classificação no segundo tempo?

Segundo tempo
Se o primeiro tempo foi de tensão e domínio, o segundo tempo na Toca 3 foi uma verdadeira obra de arte para o futebol. O Cruzeiro não apenas voltou do vestiário, ele voltou para atropelar, transformando uma vantagem magra em uma goleada histórica que ecoará por anos na memória da Nação Azul.
O juiz mal havia apitado o reinício e o Cabuloso já mostrava que não daria tempo para o adversário respirar. Aos seis minutos, o Maestro apareceu novamente: Matheus Pereira, com a visão de quem enxerga o jogo em câmera lenta, serviu Christian com um passe de cabeça açucarado. O meia não pensou duas vezes e soltou a bomba para ampliar: 2 a 0.
Mas a Raposa estava faminta. Apenas quatro minutos depois, o Mineirão veio abaixo com uma jogada de pura explosão. Kaio Jorge arrancou pela direita, deixou a marcação para trás e, com a generosidade dos grandes, serviu Sinisterra. O atacante, livre, só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes: 3 a 0, e a classificação para as oitavas já estava carimbada com letras garrafais.
Mesmo com a goleada construída, o ritmo seguiu frenético. O Barcelona, entregue, assistia a um Cruzeiro que mantinha a postura agressiva mesmo após as substituições. E o destino reservou o melhor para o final, para brindar os mais de 55 mil torcedores presentes.
Matheus Pereira, o dono da noite, decidiu que o placar merecia uma moldura. Após uma recuperação de bola de Villalba, a bola cruzou a área e encontrou o camisa 10. Em um movimento plástico, de pura técnica e ousadia, Matheus Pereira emendou um voleio de placar (descrito por muitos como uma bicicleta magistral) para fechar a conta. Um gol para ser revisto mil vezes, 4 a 0 e classificação garantida para a próxima fase.
Os minutos finais foram de “olá” e festa completa. O Barcelona, preocupado apenas em evitar um prejuízo maior, se fechou, enquanto o Cruzeiro trocava passes sob os gritos de uma torcida que esperou sete anos para ver o time novamente entre os 16 melhores do continente.
Ao apito final, o que se viu foi a celebração de um time que resgatou sua essência copeira. O Cruzeiro avançou como segundo do Grupo D, mas com a autoridade de quem avisa a toda a América: Rei voltou. Uma atuação de gala que transforma a esperança em certeza para a fase de mata-mata.
Depois dessa exibição de luxo, quem você gostaria de ver no caminho do Cruzeiro nas oitavas de final? O Mineirão provou hoje que, quando joga assim, o time é imparável!
Próximo jogo
O próximo jogo do Cruzeiro será contra o Fluminense FC, pelo Campeonato Brasileiro Série A, no domingo, dia 31 de maio, às 20h30, no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), em Belo Horizonte.
Por Mury Kathellen
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