O estressante Clube Atlético Mineiro longe de Belo Horizonte 


Galo perde mais uma fora de casa

Mais um fim de semana de estresse para o torcedor atleticano. Na noite deste domingo (24), Eduardo Dominguez e companhia desceram até as terras paulistas para o duelo contra o Corinthians, e como de costume em toda partida longe de casa, criamos milhões de chances e, no final, perdemos pelo placar mínimo, com gol do adversário aos 42’ do segundo tempo.

Pedro Souza – Clube Atlético Mineiro 

O bom de fazer a análise pós jogo de cabeça fria, é que os pedidos de um novo técnico começam a ficar mais em segundo plano e o desejo mesmo é só um pouco mais de inteligência, tanto para escalar o time, como nas alterações e principalmente nos nomes para configurar o banco de reservas.

Está todo mundo cansado de Vitor Hugo, o péssimo, Dudu, Reinier e Igor Gomes pegando o lugar da base. Não dá mais para aguentar 90 minutos de Alan Franco totalmente inútil dentro de campo, sendo um jogador a menos, e confesso que já não tenho mais palavras para xingar o Cuello, é triste saber que a existência dele nesta terra é jogando no meu time, e ainda sendo o “salvador”.

Com toda certeza desse mundo, os meninos da base tem mais raça e força de vontade que os ditos cujo aí de cima, só que não adianta me colocar um Cauã Santos aos 44’ do segundo tempo e achar que ele é Deus na terra que vai fazer o milagre de empatar a partida.

Sabemos que o elenco é curto e tem falsas promessas de reposição, mas se continuar batendo na mesma tecla de usar os mesmo cansados de sempre, vamos viver nesse eterno chove e não molha, fazendo cálculos para não sair e sonhando cada vez mais com o pelotão de cima.

Deixamos de ser um time ineficiente em criação de jogadas e passamos a ser um elenco burro no último passe, na hora de finalizar, de levantar a cabeça e ver qual companheiro está melhor posicionado para receber a bola.

De 20 chances criadas, só o Cuello perdeu 37, todas elas de formas inacreditáveis e que estava na cara que depois fariam falta. O time sem o Minda não é mais a mesma coisa, que ele tome muito whey, creatina, suplemento e afins para pegar um bom condicionamento porque não dá mais para ter ele no banco de reservas.

Passada a raiva de mais uma derrota, é totalmente perceptível que fizemos um bom jogo com boas oportunidades na primeira etapa, mas essa mania do Barba de chamar o adversário para cima nos últimos 45’ e se abdicar de jogar está nos saindo caro, muito caro.

Nossos números longe de casa são pavorosos, somente dois triunfos contra fracas equipes, o clássico e a goleada diante a Chapecoense. Fora isso, é sempre derrota – sendo quase todas jogando bem e perdendo várias oportunidades.

Além do placar ruim, precisamos falar da fraca e tendenciosa arbitragem do senhor Rafael Klein, que deixou o time de Itaquera bater mais que polícia e levantou só um amarelo para eles, enquanto o elenco atleticano levou cartão até no grito do Garro, que eu jurava que era jogador mas pareceu mais fazer parte da arbitragem.

O gol do adversário veio em mais uma grotesca falha de marcação. Não dá para deixar jogador alheio livre na grande área, e muito menos deixar que o Cuello seja o responsável por tentar impedir que a bola chegue a meta do Everson.

Derrota que joga um balde de água fria na torcida, nos impede de pular para a sexta colocação e continuamos sentindo a água bater nas partes baixas, por estar a 3 pontos da degola, mas também visualizando ainda a parte de cima, com 6 pontos de distância para o  G6.

Que o Barba pare de deixar no banco que vem fazendo boas partidas, como no caso do Alexsander e da base, e pelo amor de Deus, não dá mais para ter o Franco de titular, principalmente os 90 minutos e mais acréscimos.

Sem tempo para lamentações, temos o jogo da vida diante o Puerto Cabello, às 19h desta quarta-feira (27), na nossa casa. Um triunfo e o primeiro lugar é nosso, derrota ou empate nos dá a eliminação em um fraco grupo da Sula.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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