De virada veio o empate


Cruzeiro joga bem e consegue 1 ponto contra o líder

Na noite deste sábado (16), o Cabuloso viajou até São Paulo para enfrentar o líder do Campeonato Brasileiro Palmeiras, em um jogo de muitas chances e defesas o confronto terminou empatado em 1 a 1.

Foi um jogo de grande emoções para o torcedor, o time Mineiro teve várias chances de ampliar o placar, mas a noite chuvosa não trouxe a sorte para sair com a vitória. Importante que jogamos com o líder de igual para igual, em um jogo em que não baixamos a intensidade e nem perdemos o foco.

Foto: Marco Galvão/Cruzeiro

Primeiro tempo

O primeiro tempo em Barueri foi um daqueles capítulos de tirar o fôlego, onde a estratégia e a emoção se fundiram em 48 minutos de puro futebol brasileiro. Se você piscou, perdeu algum detalhe crucial dessa batalha entre o Alviverde e a Raposa.

A história começou a ser escrita logo cedo, quando o relógio ainda marcava os 10 minutos. Em uma saída de bola infeliz do Palmeiras, o Cruzeiro mostrou que não estava para brincadeira. Matheus Pereira, com a visão de jogo que lhe é peculiar, recuperou a posse e acionou o contra-ataque mortal. A bola passou por Christian até encontrar Arroyo, o camisa 99. Com a frieza dos grandes artilheiros, ele trouxe para dentro e soltou um chute cruzado, vencendo Carlos Miguel e inaugurando o placar.

O Palmeiras sentiu o golpe, mas não se entregou. Entre idas e vindas, e até um susto aos 18 minutos, quando um pênalti sobre Flaco López chegou a ser marcado e posteriormente anulado pelo assistente. Aos 19 minutos, a insistência deu resultado. Em uma jogada iniciada num escanteio curto, a bola sobrou na entrada da área para Felipe Anderson. O meia-atacante não pensou duas vezes: soltou uma verdadeira bomba de fora da área, estufando as redes e igualando tudo no placar.

A partir daí, o jogo ganhou contornos de drama. O Cruzeiro seguiu perigoso nas bolas longas, obrigando Carlos Miguel a trabalhar fora da área, enquanto o Palmeiras tentava a virada em contra-ataques com Maurício e Flaco López.

O clima esquentou de vez aos 37 minutos, quando um chute de Giay em direção ao banco de reservas mineiro gerou uma confusão generalizada, resultando em cartão amarelo para o técnico Artur Jorge. Pouco antes do intervalo, uma baixa importante para o Verdão, o autor do gol, Felipe Anderson, sentiu a coxa e precisou dar lugar a Lucas Evangelista.

Os minutos finais foram de pressão celeste. Matheus Pereira tentou em faltas e escanteios venenosos, mas a defesa palmeirense, liderada pelos desvios de Flaco López, segurou o 1 a 1 até o apito final da primeira etapa.

Que o segundo tempo o Cruzeiro mantenha a intensidade e a virada tão sonhada para o torcedor.

Segundo tempo

Foto: Marco Galvão/Cruzeiro

Se o primeiro tempo foi de gols, a etapa final em Barueri foi um teste para os corações mais fortes. Sob a chuva que apertou logo no início, Palmeiras e Cruzeiro protagonizaram um duelo de resistência, milagres e muita transpiração, mantendo o 1 a 1 até o último suspiro.

O jogo começou com o Cruzeiro tentando sufocar o Verdão, mas logo o Palmeiras retomou as rédeas. Aos 15 minutos, o estádio quase veio abaixo com um lance, após uma bola viva na pequena área decorrente de um escanteio, o zagueiro Gustavo Gómez arriscou uma bicicleta espetacular. O gol parecia certo, mas o goleiro Otávio operou um verdadeiro milagre, impedindo a virada alviverde.

O jogo se transformou em um autêntico tabuleiro de xadrez sob o gramado molhado. Aos 23 minutos, a Raposa teve a sua grande chance de retomar a liderança em um contra-ataque veloz, mas Arroyo acabou batendo cruzado para fora. O troco veio aos 28 minutos com Andreas Pereira, que aproveitou uma saída errada do Cruzeiro, girou na meia-lua, mas mandou por cima do travessão.

A ansiedade tomou conta dos jogadores, refletida nos cartões amarelos para Flaco López e para o goleiro Otávio, este último por retardar o jogo.

Nos minutos finais, o cansaço pesou, mas a intensidade não diminuiu. Aos 41 minutos, Flaco López recebeu um lançamento primoroso de Marlon Freitas, dominou sozinho na área, mas, no calor do momento e sem ângulo, acabou precipitando o chute para fora.

O árbitro concedeu generosos acréscimos, marcados por faltas táticas e cartões para Murilo e Lucas Silva. Na última tentativa, aos 50 minutos, Gustavo Gómez ainda subiu mais alto que todo mundo em um escanteio, mas a cabeçada saiu sem direção.

Quando o apito final ecoou, o sentimento era de um empate justo entre dois gigantes que entregaram tudo, apesar do placar inalterado.

Pensando em todo o jogo, o mais importante é que entramos ligados! O professor pediu pressão alta na saída de bola deles e foi exatamente assim que o gol saiu. O Matheus Pereira é gênio, né? Ele roubou a bola e já serviu o Arroyo. Eu estava logo atrás acompanhando a jogada e, quando vi o Arroyo trazendo pra dentro, já sabia que ia dar rede. A gente calou Barueri ali. Esse é o espírito da Raposa: ser fatal. O empate não é ruim, mas a gente mostrou que é superior em vários momentos. Mesmo com um jogo difícil mostramos que sabemos jogar de igual para igual.

Próximo jogo

O Cruzeiro já tem um novo desafio continental pela frente. Na próxima terça-feira (19), às 21h30, a Raposa encara o Boca Juniors, na histórica La Bombonera, em Buenos Aires, pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores. Em clima de decisão, o time celeste busca um resultado gigante fora de casa para seguir firme na luta pela classificação no Grupo D da competição.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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