Precisamos URGENTEMENTE de zagueiros e reforços


Galo leva o empate no fim em mais uma falha de marcação

Foto: Pedro Souza / Clube Atlético Mineiro

Nesse domingo (10) o Atlético empatou por 1×1 contra o Botafogo é frustrante, estressante e mostra que precisamos de reforços; não dá para seguir com o mesmo elenco fracassado que carrega o vice de 2024 e 2025. Além de termos um elenco muito limitado — mas que para a SAF é uma potência —, temos também muita peça que fede a ruindade e precisa urgentemente sair daqui.

É simplesmente incrível como o Galo consegue estragar qualquer final de semana do torcedor alvinegro. Um domingo de Dia das Mães, despedida do Hulk, Arena lotada e o time acha de bom tom levar o empate aos 44’ do segundo tempo, em mais uma falha de quem não merece vestir nossa camisa.

Até concordo com as críticas ao Barba, e ele já tem jogos suficientes para deixar de ser isento de qualquer reclamação. Assino embaixo das reclamações sobre não usar a base ou os poucos minutos do Ivan Roman, mas não é culpa do coitado se, toda vez que ele precisa usar o banco de reservas, o time morre dentro de campo; e o que temos quase sempre é um empate ou, às vezes, até a virada.

É estressante como esse time é instável. Na mesma semana, conseguimos presenciar dois tipos de Atlético dentro de campo: às vezes jogando o fino da bola e, em outras, parecendo que nunca pegou numa bola na vida. Mas o final é sempre o mesmo: passamos uma raiva fora do comum com esse elenco.

Na partida deste domingo (10), vimos um bom jogo do Galo com uma escalação que se aproxima do time titular, com exceções ao sistema defensivo. Vimos um time que soube controlar bem a partida e teve boas criações, mas mais uma vez abusou muito dos erros na finalização e no último passe — erros esses que os adversários dificilmente perdoam contra nós.

Se o Cuello fizesse todos os gols fáceis que ele brinca de perder, certamente já teria mais que mil gols na carreira, mas infelizmente é só mais um bagre que “habla espanhol” e é um cemitério de jogadas importantes. Nosso gol saiu dos pés do “Galalau” Cassierra, centroavante nato com faro de gol. Como é maravilhoso voltar a ter um camisa 9 no time que olha para frente antes de finalizar, e não fecha os olhos e chuta para onde o nariz está apontando.

Apesar das chances perdidas, tivemos um bom jogo atleticano até vir as primeiras alterações do Barba na etapa final e o time começar a se abdicar do jogo e levar o empate já nos minutos finais, em uma cobrança de lateral com falha de marcação do cansado Alonso, que prefere agarrar o adversário ao invés de disputar a bola no alto.

A torcida já está cansada de reclamar sempre dos mesmos atletas. Já passou da hora de Eduardo Domínguez começar a usar os meninos da base, que podem até ser “fracos de bola” — o que não é verdade —, mas pelo menos raça eles têm, e gol bobo como esse dificilmente levaríamos.

É simplesmente incrível como todo mundo que veio nessa fraca janela consegue dar outra cara ao Galo, do Maycon ao Alan Minda (que infelizmente teve um gol anulado no início da partida); mas é só entrar a “barca antiga” que a ruindade se instala e o time vira um “Deus nos acuda”.

No meio de toda essa irregularidade, lá se vão dois pontos importantes que nos distanciam da parte de cima da tabela e frustram a torcida, jogando um balde de água fria em quem acreditava que poderíamos ter uma boa sequência após vencer o clássico jogando o fino da bola.

Antes de a bola rolar, tivemos o adeus ao Hulk com diversas homenagens. Finalmente podemos virar essa página e voltar as atenções e preocupações aos nossos. E vale a pena frisar: a melhor parte dessa despedida foram os gritos da torcida aos Menins, mandando aquele sonoro “vai tomar…”, que vieram do fundo da alma.

Próximo jogo

Ainda estacionados naquela “meiuca” que não sabe se seca os adversários de cima ou os de baixo, Barba e seus pupilos voltam a campo nesta quarta-feira (13), diante do Ceará, pelo jogo de volta da Copa do Brasil, e jogamos pelo empate ou qualquer triunfo.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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