A dívida agora é em casa


Após respirar fora, o Inter volta ao Beira-Rio pressionado a transformar alívio em afirmação diante da Chapecoense

Fora de casa, o Colorado finalmente venceu no meio da semana. Na Vila Belmiro, derrotou o Santos por 2 a 1 e, enfim, conquistou seus primeiros três pontos — um elemento importante para o jogo que vem a seguir. No entardecer deste domingo (22), à beira do Guaíba, o Clube do Povo e sua gente recebem a Chapecoense às 18h30, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

Vencer o Santos fora de casa foi um respiro em meio ao furacão. A receita da “peixada” servida por Pezzolano foi contestada ao sair a escalação, mas, em meio à aparente desordem dos ingredientes, o uruguaio entregou um prato que colocou à mesa algo essencial: confiança.

Agora, em casa, diante do seu torcedor e sob os seus domínios, o Inter precisa se reencontrar. É necessário sair da fragilidade emocional que ainda ronda a equipe. O início de Brasileirão revela um time que frequentemente sai atrás no placar e que, ao longo das partidas, se estilhaça — técnica e fisicamente. A média de 1,4 gols sofridos por jogo expõe um meio-campo que não sustenta e uma defesa vulnerável, especialmente nas transições.

Para o duelo no Beira-Rio, Pezzolano deve retomar suas “medalhas de valor”. Paulinho retorna após cumprir suspensão na Vila Belmiro, enquanto Rodrigo Villagra, que treinou normalmente, também surge como reforço importante. Já os nomes preservados por opção devem reassumir seus lugares no XI inicial: Alan Patrick, Carbonero, Gabriel Mercado e Bernabei tendem a voltar à titularidade.

Após o retorno a Porto Alegre, o “Papa” contou com três dias de preparação. Entre trabalhos regenerativos e ajustes táticos, o treinador organiza suas peças e volta a escolher com mais critério os ingredientes de uma receita que busca, agora, sua primeira sequência positiva na temporada.

A provável escalação de Paulo Pezzolano tem: Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado (ou Victor Gabriel) e Matheus Bahia; Villagra, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Borré.

O Inter também contará com a força de sua gente. Há uma mobilização importante da torcida, e manter uma sequência positiva pode dar novo fôlego ao time. Vencer, especialmente diante de um adversário direto na parte baixa da tabela, significa mais do que três pontos — é a possibilidade de respirar fora da zona de rebaixamento e, finalmente, encontrar alguma paz.

Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Por Jéssica Salini

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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