Galo tem clássico em meio a semana decisiva

É semana de clássico em Belo Horizonte! E apesar de sempre falar que o clima na capital mineira muda em semanas assim, me arrisco a dizer que esse clássico, para grande parte da torcida, é o que menos tem peso nessa temporada toda, por estar no meio de uma semana tão decisiva da semifinal da Copa do Brasil.
Na noite desta quinta-feira (29), às 19h30, o Clube Atlético Mineiro recebe o rival de azul na nossa casa, pelo Brasileirão. O duelo coloca frente a frente duas equipes que brigam na parte de cima da tabela, mas que vivem momentos diferentes em relação ao calendário, já que o lado da lagoa está de férias desde setembro.
O Galo chega para a partida após uma derrota amarga em terras cariocas, e agora é hora de virar a chavinha e tentar recuperar dentro de casa, os pontos que foram perdidos na rodada passada.
Na 6ª colocação, com 50 pontos, estamos a quatro de distância do G4, e uma vitória diante da massa diminuiria essa diferença e manteria o elenco do Barba firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão.
Por estarmos a poucos dias de uma semifinal da Copa do Brasil, Eduardo Domínguez terá a missão de encontrar o equilíbrio entre a importância de vencer um clássico e a necessidade de preservar jogadores fundamentais para o confronto decisivo contra o Grêmio.
E, por mais que seja difícil aceitar um time alternativo diante do nosso maior rival, precisamos entender que a temporada ainda reserva compromissos muito maiores e esse jogo não pode ser tratado com uma importância além do que deve tendo em frente uma semifinal de Copa do Brasil, dois jogos que podem nos levar de volta a sonhada libertadores.
Não é questão de entrar em campo para perder, muito menos de diminuir a importância da rivalidade, até porque clássico sempre é um jogo à parte. Mas é entender que temos um elenco que existem jogadores desgastados e que não podemos correr o risco de comprometer uma semifinal por falta de planejamento.
O Barba já mostrou que consegue mexer nas peças e manter o time competitivo. Agora, mais uma vez, precisará encontrar soluções para colocar em campo um Atlético organizado, concentrado e disposto a fazer valer o mando de campo.
Para esse duelo, o treinador não poderá contar com Vitor Hugo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, além dos jogadores que seguem no departamento médico, como o Fred, Thiago Borbas, Cassierra e Ruan Tressoldi estão entre as ausências, enquanto Cuello ainda é dúvida, juntamente com Everson Felipe que deve retomar a titularidade nesta quinta-feira.
Os escolhidos do Barba não devem passar de:
Everson; Alan Franco (Natanael), Vitão (Léo Duarte), Lyanco e Renan Lodi (Pascini); Castaño, Maycon (Alan Franco ou Cissé), Bernard, Victor Hugo e Preciado (Alan Minda ou Cuello); Reinier

Certamente teremos um jogo difícil, não só por ser um clássico mas também porque o adversário vem “mordido” pela eliminação e as várias provocações pós quartas de final da Copa do Brasil, e é nisso que o Galo tem que entrar ligeiro e fazer apenas o seu, jogar o simples, se impor dentro da nossa casa e ir em busca desses três pontos.
Independente do time que for entrar em campo, os últimos jogos deixam claro que o time do Barba é muito difícil a ser batido, esses caras brigam por cada bola até o último minuto.
E é importante frisar que a arena voltou a ser um fator importantíssimo para o Atlético, e é fundamental que essa força continue aparecendo nos momentos em que o time mais precisa. E é importante que a torcida tenha consciência do momento que estamos vivendo, óbvio que ninguém quer perder para o rival, ainda mais dentro de casa, mas não podemos tratar uma partida do Brasileirão como se fosse mais importante do que a possibilidade de disputar outra final nacional.
O ideal é vencer, conquistar os três pontos, deixar o rival para trás e terminar a noite com aquele sorriso de orelha a orelha. Mas, acima de tudo, precisamos sair desse confronto com o elenco inteiro e em boas condições para o que vem pela frente.
Que o time entre ligado desde o primeiro minuto, que esse sentimento de clássico “sem importância” seja apenas do lado da torcida, que o time entre entendendo a importância desse jogo e que o coletivo funcione sem que ninguém resolva entregar a paçoca com erros individuais, principalmente na defesa, que já custaram caro demais nesta temporada.
E, por favor, que os pezinhos estejam calibrados! Porque, se tem uma coisa que o Galo não pode continuar fazendo, é desperdiçar um caminhão de gols e depois precisar correr atrás do prejuízo.
Clássico é clássico, e a vontade de vencer sempre vai existir. Mas é preciso ter inteligência para entender que a temporada não termina nesta quinta-feira.
Sentimento, amor sincero ao alvinegro!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.