Lanterna com 25 pontos, Leão Azul encara Massa Bruta neste domingo às 19h30 pressionado pela matemática e pela torcida

O Clube do Remo recebe o Red Bull Bragantino neste domingo(18), às 19h30, no Estádio Mangueirão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A 2026.
Com 25 pontos em 30 rodadas, o Leão Azul ocupa a 19ª colocação e amarga dez jogos sem vencer na competição. O último resultado foi o empate sem gols com o Vasco, em São Januário, que evitou a derrota mas manteve a distância para a salvação.
A matemática é impiedosa. Segundo projeção do Departamento de Matemática da UFMG, o Remo tem 97,7% de risco de rebaixamento para a Série B de 2027, sendo o segundo time mais ameaçado, atrás apenas da Chapecoense com 99,75%. A chance de permanência é de apenas 2,3%.

A rodada passada mostrou que a briga embaixo embolou. Corinthians e Mirassol perderam, Grêmio e Internacional empataram, mas o Remo não aproveitou para encurtar. O primeiro time fora do Z-4 é o Corinthians, com 32 pontos, sete a mais que o Leão.
Por isso, o técnico Thiago Carpini mudou o discurso. Em coletiva, ele tratou a partida como divisor de águas: “Não dá para pensar em 45, 44 pontos antes de ter a primeira vitória. A vitória talvez seja agora o divisor de águas”.
O adversário chega em momento oposto. O Bragantino, de Vagner Mancini, venceu o Cruzeiro por 4 a 2 na última rodada, quebrou um jejum de seis jogos sem vencer e subiu para a 9ª posição com 40 pontos.
No primeiro turno, em Bragança Paulista, o Massa Bruta venceu o Remo por 4 a 2. A revanche, agora com apoio do Mangueirão, vale mais que três pontos. Vale a sobrevivência.
Carpini terá um desfalque de peso: o goleiro Marcelo Rangel, suspenso após ser o destaque contra o Vasco. Ivan Quaresma e Ygor Vinhas brigam pela vaga. Em compensação, Galeano e Edson Fernando retornam.
A provável escalação do Clube do Remo é: Ivan Quaresma, Marcelinho, Marlon Mateus, Marllon e Zé Ivaldo, Zé Welison, Patrick, Zé Ricardo, David Braga, Galeano e Gabriel Taliari.
O Mangueirão lotado será o 12º jogador. O Remo precisa transformar o apoio em gols e transformar empates em vitórias. Empatar não basta mais. Se quiser desafiar os 97,7%, o Leão precisa rugir agora.
Por Lorena Almeida
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