Remo é prejudicado em lance decisivo, reage no fim e evita derrota para o Grêmio


Leão Azul volta a reclamar de decisões da arbitragem, em uma Série A marcada por episódios controversos, e busca empate diante do Grêmio no Mangueirão

O Mangueirão foi palco, na noite desta quarta-feira (7), de mais uma partida em que o Remo deixou o campo com a sensação de que poderia ter saído com um resultado melhor. 

 Silvio Garrido

O Leão Azul empatou pelo placar de 1 a 1 com o Grêmio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, em uma partida marcada por muita disputa, reação azulina e, novamente, reclamações contra a arbitragem.

A principal polêmica aconteceu logo aos nove minutos do primeiro tempo. Yago Pikachu cruzou pela direita e a bola tocou no braço de Kannemann dentro da área. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda mandou o jogo seguir e o lance sequer foi revisado pelo VAR. 

O episódio não aparece isolado na temporada azulina. Ao longo da Série A, o Remo já protagonizou diversas partidas marcadas por discussões envolvendo arbitragem e VAR. Contra o Atlético-MG, por exemplo, o clube chegou a protocolar uma representação formal na CBF alegando ter sido gravemente prejudicado por decisões do árbitro e da equipe do VAR no empate por 3 a 3. 

Outro episódio aconteceu diante do Athletico-PR, quando o Remo teve um pênalti anulado após revisão do VAR. Na partida contra o Palmeiras, também houve reclamações envolvendo decisões da arbitragem, enquanto contra o Santos, pela Copa do Brasil, a expulsão de Marllon após intervenção do VAR provocou forte contestação por parte do clube. 

A sequência alimenta a sensação existente entre jogadores, comissão técnica e torcida de que o Remo vem tendo de conviver com decisões controversas em uma temporada já extremamente complicada. Depois do jogo contra o Grêmio, o executivo de futebol Luís Vagner Vivian voltou a criticar a arbitragem e afirmou que, na avaliação do clube, o Remo tem sido mais prejudicado do que beneficiado ao longo da Série A. 

Dentro de campo, entretanto, o Remo precisou deixar a reclamação de lado e continuar buscando o resultado. A equipe criou oportunidades, mas acabou castigada nos acréscimos do primeiro tempo. Kannemann, justamente o jogador envolvido no lance do possível pênalti, apareceu na área para marcar de cabeça e colocar o Grêmio em vantagem.

 Silvio Garrido

O gol aumentou a pressão sobre o Leão, que precisava reagir diante de sua torcida. E foi exatamente o que aconteceu na segunda etapa. O Remo voltou mais agressivo, ocupou mais o campo ofensivo e passou a pressionar o adversário. A equipe terminou o jogo com o dobro de finalizações do Grêmio, mostrando uma postura mais ofensiva depois do intervalo. 

Marcelo Rangel também teve participação importante para manter o Remo vivo. O goleiro apareceu quando foi exigido e evitou que o Grêmio transformasse suas oportunidades em uma vantagem maior. O relógio avançava e a derrota parecia cada vez mais próxima, mas o time azulino continuou acreditando.

A insistência foi recompensada aos 43 minutos do segundo tempo. Patrick levantou a bola na área e David Braga apareceu para cabecear para as redes, levando o Mangueirão à explosão. O gol garantiu um ponto ao Remo e premiou a reação de uma equipe que não se entregou mesmo depois de sair atrás no placar.

O empate, porém, não resolve a situação delicada do clube na tabela. O Remo continua na zona de rebaixamento e precisa transformar a reação demonstrada contra o Grêmio em vitórias nas próximas rodadas. A margem para erros está cada vez menor.

Para a torcida azulina, fica também a sensação de que o Remo precisa enfrentar uma batalha que vai além dos adversários dentro de campo. A cada nova polêmica envolvendo arbitragem, cresce a cobrança por critérios mais claros e decisões mais equilibradas.

Contra o Grêmio, a reclamação ganhou ainda mais força porque o possível pênalti aconteceu no começo da partida e poderia ter mudado completamente o roteiro do confronto. O próprio comentarista Maurício Saraiva, da RBS TV, classificou o lance como um pênalti claro que não foi marcado pelo árbitro nem pelo VAR. 

No fim, o Remo saiu do Mangueirão com um ponto, mas também com a certeza de que poderia ter conquistado mais. O Leão reagiu, lutou até os minutos finais e evitou uma derrota que parecia encaminhada.

Agora, mais do que reclamar, o Remo precisa transformar a indignação em combustível. A Série A entra em sua reta decisiva, e o clube terá de lutar contra os adversários, contra a pressão da tabela e, na visão de seus dirigentes, também contra decisões de arbitragem que vêm deixando marcas durante a campanha. O Leão ainda está vivo, mas cada jogo daqui para frente será uma final.

Por Lorena Almeida

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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