W.O. seria menos vergonhoso


Coritiba é atropelado pelo Vasco em São Januário

Vexame. Não existe outra palavra para descrever o que aconteceu na noite deste sábado (19), no Rio de Janeiro.

O Coritiba diz que viajou à Cidade Maravilhosa para enfrentar o Vasco pela 28ª rodada do Brasileirão, mas a verdade é que o time só esteve ali de corpo presente. Jogar futebol que é bom, nada. Se não tivessem entrado em campo, o W.O. teria sido menos vergonhoso…

O clube cruzmaltino não apenas venceu: atropelou e humilhou o Coxa. E o placar de 5 a 0 ainda saiu barato pelo que foi a partida. Se não fosse pela trave e pelas defesas de Pedro Morisco, o vexame seria histórico. O Coritiba sequer esboçou reação. Parecia time de várzea — com todo o respeito ao futebol varzeano. Sem Jacy, a defesa alviverde simplesmente não existiu. A marcação parecia seguir os protocolos da pandemia: ninguém chegava perto de ninguém.

Uma atuação bizarra.

JP Pacheco/Coritiba

Desde o primeiro minuto, o Vasco tomou as rédeas do jogo. Pressionou a área, se aproveitou da fragilidade do Coritiba e construiu ótimas jogadas. O Coxa até tentou segurar a pressão inicial, mas não resistiu à blitz carioca.

Aos 23 minutos, Colídio abriu o placar. Aos 43’, Bruno Duarte ampliou. O Coxa até criou raras chances — Cóser parou em Léo Jardim e Josué assustou na bola parada, o ponto forte alviverde na temporada —, mas, desta vez, nada funcionou.

Veio o segundo tempo e, com ele, a esperança de que a conversa de vestiário surtisse efeito. Não surtiu. O cenário só piorou. O Alviverde até ameaçou uma melhora nos primeiros minutos, quando Fernando Seabra sacou Fabinho, Tissi e Thiago Santos para as entradas de Paulo Roberto e dos estreantes Fabrício Bustos e Nícolas Fonseca. O Coxa ganhou mobilidade, mas o Vasco continuou em cima.

Aos 9 minutos, veio o golpe de misericórdia: pênalti de Fonseca em Lescano. O próprio Lescano cobrou e guardou o terceiro. Ali, o time desandou de vez. O quarto gol veio logo em seguida, aos 16’, com Andrés Gómez. A goleada já estava desenhada, mas cabia mais: dez minutos depois, Ramon Rique sacramentou o chocolate fazendo o quinto. Cinco a zero para o Vasco — fora o baile.

A Barreira virou baile…

E o Coritiba? Não viu a cor da bola. Aquele time que se destacava pela raça, pela entrega e que lutava pelos resultados, desapareceu. Todos sabiam que seria difícil encarar um Vasco em crescente, mesmo brigando na parte de baixo da tabela, mas ninguém imaginava um papelão desse tamanho. Aquele visitante indigesto que costumava impor respeito não assustou ninguém.

Agora, já são três jogos de jejum: uma derrota amarga em casa para o Mirassol, um empate guerreiro no clássico e, agora, esse passeio em São Januário. O sinal de alerta já acendeu. Nada está definido.

É verdade que os bons resultados anteriores mantêm o Coxa no top 10, mas é inadmissível se acomodar e achar que está tudo bem. O elenco é limitado e os atletas que costumam decidir não fazem milagre sozinhos.

O Coritiba terá agora 18 dias de “folga” na tabela. “Folga” para a torcida, porque o elenco precisa trabalhar — e muito. É hora de ir para o “cantinho do pensamento” e refletir sobre tudo o que deu errado para que não se repita.

Noite para esquecer? Jamais. É uma noite para ser lembrada todos os dias por Seabra e cia como lição.

O Coxa dá sequência ao seu “Campeonato Carioca à parte” no dia 08/10, contra o Fluminense, no Maracanã.

Seguimos. ACORDA, COXA!

Por Viviane Mendes, coxa-doida de coração.

Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se