Bahia empata com o Corinthians e segue no G6


Tricolor reage após sair atrás do placar, cria as melhores oportunidades e soma apenas um ponto diante da torcida.

Mais uma vez o torcedor do Bahia deixou a Arena Fonte Nova com a sensação de que o resultado passou, e muito, pela atuação da arbitragem. Em uma partida marcada por decisões extremamente contestáveis de Ramon Abatti Abel, o Esquadrão ficou no empate por 1 a 1 com o Corinthians, teve três gols anulados e viu um jogo que poderia terminar em triunfo escapar entre interpretações difíceis de entender.

Com o resultado, o Tricolor chega aos 31 pontos e segue na sexta colocação.

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

O jogo

O Bahia começou a partida sofrendo um duro golpe. Logo aos 7’, Angileri avançou pela intermediária e arriscou de longe. Ronaldo ainda conseguiu espalmar, mas não evitou que a bola terminasse no fundo das redes.

Apesar da desvantagem, o Tricolor respondeu rapidamente e passou a controlar as ações da partida. Estreando diante da torcida, Alejo Veliz viveu uma tarde de frustração. O argentino balançou as redes duas vezes, mas em ambas a arbitragem anulou os lances. No primeiro, o impedimento foi assinalado pelo sistema de impedimento semiautomático. Pouco depois, o atacante voltou a marcar, mas o árbitro enxergou uma falta por “jogo perigoso” na origem da jogada, decisão que gerou revolta entre jogadores, comissão técnica e torcida.

Mesmo atrás no placar, o Bahia dominou territorialmente o confronto, explorando principalmente o lado esquerdo com Zé Guilherme e Erick Pulga. Alejo também era bastante procurado dentro da área e participava ativamente das principais jogadas ofensivas.

A insistência foi recompensada já nos acréscimos da primeira etapa. Após escanteio conquistado por Alejo, Rodrigo Nestor cobrou na medida e David Duarte apareceu para cabecear firme e deixar tudo igual antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Corinthians voltou a assustar logo nos primeiros minutos. Matheuzinho tentou surpreender Ronaldo com um chute de muito longe, quase da lateral do campo, mas o goleiro Tricolor conseguiu evitar a virada alvinegra.

Diferentemente do primeiro tempo, o Bahia encontrou mais dificuldades para criar oportunidades. A equipe já não conseguia chegar com a mesma intensidade pelos lados e via a defesa adversária fechar melhor os espaços.

Na tentativa de mudar o cenário, Rogério Ceni promoveu três alterações de uma só vez, colocando Luciano Juba, Willian José e Kauê Furquim nas vagas de Zé Guilherme, Alejo Veliz e Ademir.

Aos 28’, mais um capítulo da novela com a arbitragem. Willian José marcou para o Bahia, mas o gol foi novamente invalidado, desta vez por impedimento de Erick Pulga na construção da jogada.

Mesmo com as mudanças e a entrada de Everton Ribeiro na sequência, o Tricolor não conseguiu transformar a superioridade em chances claras. O Corinthians também pouco produziu ofensivamente, administrando o empate até o apito final.

No fim, ficou o gosto amargo de um empate que poderia ter sido um grande triunfo, especialmente pelas decisões da arbitragem ao longo dos 90 minutos.

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Falaê, Professor

Na entrevista coletiva, Rogério Ceni fez duras críticas à atuação do árbitro Ramon Abatti Abel e afirmou que a arbitragem interferiu diretamente no andamento da partida.

Para o treinador, o Bahia foi superior durante praticamente todo o primeiro tempo e merecia ter ido para o intervalo em vantagem. Ele também questionou a anulação do segundo gol de Alejo Veliz, marcado por um suposto jogo perigoso.

“No desempenho, não. Mas nos 22 primeiros minutos tivemos oito minutos de jogo parado por um rival que só dava chutão para frente. No lance que ele dá jogo perigoso, eu acho que não foi; para mim foi legal. O jogador do Corinthians abaixa a cabeça e não é tocado em nenhum momento. Para mim, o lance é legal.”

Ceni também afirmou que a condução da arbitragem favoreceu o comportamento do Corinthians durante a partida:

“Acho que ele estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar tempo no primeiro tempo. Foi uma arbitragem bem ruim. Ele reclamou no intervalo que os jogadores não ajudaram, mas eu digo o contrário: ele não ajudou os jogadores. Achei uma arbitragem bem fraca e permissiva em relação ao adversário.”

Próximo compromisso

O Bahia agora volta suas atenções para mais um confronto direto na parte de cima da tabela. Na quarta-feira (29), às 21h30, o Esquadrão enfrenta o Fluminense, no Maracanã, pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

Thamires Barbosa Araújo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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