DÁ A BENÇÃO PARA O PAI DE VOCÊS! É FINALISTA!


Espanha vence com facilidade a França e volta à final da Copa do Mundo

Já se passaram boas horas desde o fim da partida e a euforia não passa. A ficha ainda não caiu e, aos poucos, vai caindo o entendimento de que após 16 anos estamos de volta a uma final de Copa do Mundo, e a um triunfo de levar o título de volta à Espanha.

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Nesta terça-feira (14), Luis de la Fuente e todo o seu elenco tinham pela frente o jogo da vida. Uma partida importantíssima e o primeiro obstáculo rumo ao grande objetivo.

A semifinal contra a França era, até aqui, a partida mais difícil que tínhamos pela frente. Uma velha conhecida, carregando novamente o favoritismo e dada por muitos como finalista, apenas à espera de seu adversário.

Mas o futebol nunca foi decidido na palavra, nem em quem foi o mais votado pelos torcedores. Pouco importa quem é o seu camisa 10 ou os companheiros dele de ataque se você não tem eficiência na cara do gol. Lamine Yamal falou, Nico Williams confirmou, e o 2 a 0, somado ao verdadeiro vareio de bola, só reafirmou que a Espanha realmente não tem que temer os Bleus, e sim, eles que devem ter medo de nos enfrentar, seja pela Euro, pela Nations League ou por uma gigantesca Copa do Mundo.

A Fúria foi a campo com a base que deu certo nas quartas de final, mas com uma postura ainda mais agressiva, colocando o adversário na roda e sem deixá-lo ver a cor da bola. Rodri foi mais uma vez o dono do meio de campo, Cucurella fez a partida da vida, o sistema defensivo colocou todos os medalhões franceses no bolso e o ataque não deu paz à defesa adversária.

A Espanha dominou a partida do início ao apito final, deu aula de futebol e fez aquilo que a torcida tanto pedia: foi letal quando teve as oportunidades. Já o outro lado, além de não ver a cor da bola, bateu mais do que lutador de UFC e deu sorte que o árbitro e o VAR fizeram vista grossa ao não expulsarem Olise com cartão vermelho direto, nem Rabiot pelo segundo amarelo.

Após tanto pressionar, os momentos de glória enfim chegaram. Aos 22 minutos, Lamine Yamal foi derrubado dentro da grande área e, sem nenhuma dúvida, o árbitro assinalou a penalidade máxima. Oyarzabal foi para a cobrança e, com categoria, colocou Maignan para buscar a bola no fundo das redes.

Com a vantagem no placar, a La Roja continuou dominando a partida, criando as melhores chances e jogadas, enquanto Unai Simón assistia ao jogo sem sequer ser incomodado.

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Apesar das chances criadas, fomos para o intervalo com o placar mínimo. Faltavam apenas 45 minutos para voltarmos a sentir novamente a sensação de sermos finalistas de uma Copa do Mundo. Quarenta e cinco minutos nos separavam daquilo que não víamos há 16 anos, e foram os 45 minutos mais longos da minha vida.

Mesmo sendo superior e sem deixar o adversário ver a cor da bola, todo mundo sabe como o futebol é traiçoeiro. Qualquer deslize poderia colocar os franceses de volta no jogo.

Aos poucos, aquela palpitação de medo deu lugar à felicidade genuína. Deu lugar àquele sentimento inenarrável e único quando o seu time está garantindo uma classificação. O que era um placar mínimo virou 2 a 0 com uma belíssima jogada que começou com Dani Olmo e terminou com Pedro Porro estufando as redes.

Era o gol do alívio. O gol que reafirmava que realmente não temos por que temer a França, que o retrospecto favorável existe por um grande motivo: sabemos jogar contra eles, porque temos um grande coletivo e uma grande equipe.

Ainda tivemos tempo de presenciar um baita golaço do jovem Lamine Yamal, mas o VAR anulou o lance por impedimento. Um grande pecado. Também ouvimos, em Dallas, vários gritos de “Olé”, enquanto o elenco de Luis de la Fuente desperdiçaram algumas oportunidades de ampliar o marcador.

Em uma semifinal de um time só, a Espanha apenas esperou o apito final para comemorar, junto de sua torcida, essa tão sonhada e merecida classificação.

Os mesmos que diziam que o outro lado era o grande favorito agora vão dizer que a Espanha chega à final apresentando um “pobre futebol”. Mas quem assistiu, ao menos, as duas últimas partidas da Fúria sabe que a história não é bem assim e que, no fim das contas, o que garante classificação é a bola na rede, e não quem apresenta o futebol mais bonito dentro das quatro linhas.

Que baita partida da Fúria. Uma nova geração que vai em busca de repetir o feito daquele inesquecível time de 2010, algo que nenhuma outra geração conseguiu.

Agora, os espanhóis esperam o vencedor de Inglaterra x Argentina para conhecer o adversário da grande final. Seja quem for, já pode entrar em campo sabendo que a Fúria fará de tudo para sair com a taça nas mãos.

Nos vemos em Nova Jersey.

¡A LA FINAL!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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