Vencer para voltar a semifinal


Espanha tem duelo decisivo contra a Bélgica por uma vaga na semifinal da Copa

Após mandar Robô e cia para casa, a seleção espanhola tem outro duro desafio pela frente: a temida geração belga. O confronto acontece às 16h nesta sexta-feira (10), valendo vaga entre as quatro melhores seleções desta Copa do Mundo.

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Muito mais do que uma classificação e momentos de glória, o duelo representa a oportunidade de colocar fim a um jejum que já dura 16 anos. Desde a campanha histórica de 2010, quando conquistou o primeiro título mundial de sua história, a Espanha nunca mais voltou a disputar uma semifinal de Copa do Mundo. Agora, essa nova geração quer ter a sensação de colocar seus nomes, ainda mais, na história da seleção.

O caminho até aqui foi de altos e baixos. Depois do empate sem gols na estreia diante de Cabo Verde, a equipe de Luis de la Fuente cresceu na competição, vencendo Arábia Saudita, Uruguai, Áustria e Portugal, chegando às quartas embalada por quatro partidas consecutivas sem sofrer gols.

Apesar dos resultados positivos, o desempenho ainda divide opiniões, com o sistema defensivo sendo o único ponto totalmente positivo, já que o meio-campo e o ataque seguem alternando em certos momentos e confrontos, além da quantidade absurda de gols perdidos.

No entanto, esses 50% de futebol apresentados pelos meninos da Fúria vêm dando certo até aqui e, se for assim que iremos chegar à final e levar o título de volta para a Espanha, não tem problema algum em seguir “comendo pelas beiradas”.

Com toda a delegação já desembarcada em Los Angeles, a tendência é que Luis de la Fuente mantenha a base da equipe que eliminou Portugal: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Pedri e Dani Olmo; Álex Baena, Lamine Yamal e Oyarzabal.

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O elenco sabe da dificuldade desta partida, que precisa entrar ligado durante todos os 90 minutos e que as chances criadas precisam ser aproveitadas. Não dá para brincar de errar cara a cara com o gol, porque nem sempre vão conseguir tirar “um coelho da cartola”, como aconteceu na última partida.

O escolhido da vez para falar com a imprensa foi Dani Olmo. Entre vários tópicos importantes, o dono da camisa 10 ressaltou a importância de cada partida e afirmou que a equipe encara todos os jogos como se fossem uma grande final:

“Encaramos cada jogo como se fosse uma final. O treinador sempre nos diz que o jogo mais importante é o próximo. Atingir essa marca (35 jogos invictos) nos deixa muito felizes, mas queremos prolongá-la o máximo possível, quem sabe até depois da final.”

Peça importante no esquema de Luis de la Fuente, o meio-campista também falou sobre o jogo diante da Bélgica, destacando a qualidade dos adversários:

“Estamos pensando única e exclusivamente na partida das quartas de final. Para chegar às semifinais, teremos que vencer uma grande equipe. A Bélgica é uma equipe muito completa. Eles têm um dos melhores goleiros do mundo, Courtois, e jogadores que podem mudar o jogo em todas as posições.”

Quase quatro décadas se passaram desde a última derrota espanhola para a Bélgica. A torcida espera que esse tabu siga vivo por mais uma noite e que, quando o árbitro apitar o fim da partida, a história se repita: vitória da La Roja, classificação garantida e mais um passo rumo ao tão sonhado bicampeonato mundial.

A partir desta fase, não existe margem para erro. São apenas três partidas separando a Espanha do sonho do bicampeonato mundial. Antes de pensar em uma possível semifinal, a missão é superar a Bélgica e encerrar um jejum que já dura 16 anos.

Se a La Roja conseguir repetir a consistência defensiva apresentada até aqui e encontrar um pouco mais de eficiência no ataque, o sonho de voltar entre as quatro melhores seleções do mundo estará mais vivo do que nunca.

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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