Reencontro de gigantes!


França e Marrocos reeditam semifinal de 2022 em quartas de final marcadas por polêmicas extracampo

A Copa do Mundo está chegando à sua reta final. Pelas quartas de final, os Bleus e os Leões do Atlas reeditam o duelo que decidiu a semifinal do Mundial de 2022. Na ocasião, a França levou a melhor e saiu vitoriosa por 2 a 0. Agora, a parada é outra. Invictas e com campanhas consistentes, as equipes medem forças às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.

A partida terá transmissão ao vivo pela Globo (TV aberta), SBT (TV aberta), SporTV (TV fechada), GE TV e CazéTV (streaming).

No último treino, realizado nesta quarta-feira (8), a novidade foi o retorno de Tchouaméni, que estará à disposição de Deschamps para a partida. O volante havia sentido o músculo adutor e ficou de fora do duelo contra o Paraguai pelas oitavas de final. Outro que volta a compor o elenco é o atacante Thuram, recuperado de uma lesão na panturrilha.

Para o confronto, Doué, que entrou e sofreu o pênalti que garantiu a classificação francesa, pode ganhar a titularidade na vaga de Barcola. Sendo assim, os Bleus devem ir a campo com: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Koné (Tchouaméni) e Rabiot; Dembélé, Olise e Barcola (Doué); Mbappé.

Reprodução

A partida também traz sua dose de polêmica. A “bola da vez” é o árbitro escolhido: o argentino Facundo Tello. A decisão gerou debate diante da possibilidade de um novo embate entre franceses e argentinos em uma eventual final, além do histórico de marcações questionáveis da arbitragem no torneio.

Outra polêmica extracampo envolve Mbappé e uma senadora paraguaia,  Celeste Amarilla. Destilando racismo e xenofobia, além de crer na impunidade, a parlamentar declarou:

“Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, e concluiu com: “Um camaronês colonizado, fingindo ser durão, francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio. Ele estava nervoso e apavorado durante toda a partida, assim como todo o seu time”.

Mbappé reagiu e respondeu:

“A senhora não representa o Paraguai — um país que transbordou paixão e honra ao longo da competição. Devido à sua imprudência e ao seu racismo descarado, o mundo inteiro já esqueceu a trajetória histórica e o esforço de seus jogadores nesta Copa do Mundo, concentrando-se, em vez disso, em uma mulher incompetente que projeta a pior imagem possível de seu país. Jamais permitirei que pessoas como ela tenham a liberdade de espalhar seu ódio e racismo pelo mundo”.

Ao invés de se calar, Amarilla seguiu seu show de horrores, alegando que teria sofrido violência de gênero e que o camisa 10 lhe devia desculpas. Não bastasse isso, ainda falou em tom de ameaça citando que até mesmo Ronaldinho Gaúcho já havia sido preso no Paraguai.

A Federação Francesa e o governo paraguaio condenaram as declarações. Resta saber se algo será feito.

Por Mariana Alves

Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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