O futebol às vezes não tem piedade


A Colômbia cai nos pênaltis, mas sai de cabeça erguida

Suíça e Colômbia protagonizaram um confronto equilibrado pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, nesta terça-feira (7), no BC Place, em Vancouver, no Canadá. Sem conseguir balançar as redes durante os 90 minutos, as seleções empataram por 0 a 0 e decidiram a classificação nas cobranças de pênaltis. Nas penalidades, a equipe suíça foi mais eficiente e venceu por 4 a 3, garantindo vaga nas quartas de final.

Foto: RTP
 

Acabou.

É difícil encontrar palavras quando um sonho termina assim.

Depois de uma campanha que fez um país inteiro acreditar, a Colômbia despede-se da Copa do Mundo de 2026. Não foi por falta de entrega. Não foi por falta de coragem. Foi da forma mais cruel que o futebol conhece: nas cobranças de pênaltis.

E talvez seja por isso que doa tanto.

Durante cento e vinte minutos, os Colombianos lutaram por cada bola, correram até ao limite e mostraram, mais uma vez, porque chegaram entre as dezesseis melhores seleções do mundo. Diante de uma Suíça organizada e igualmente determinada, a Colômbia nunca deixou de acreditar que a classificação era possível.

Mas o futebol, às vezes, não tem piedade.

Quando a decisão vai para a marca da cal, já não existe favorito. Existe apenas um lado que sorri e outro que aprende a conviver com uma dor que demora a passar.

Infelizmente, desta vez, o sorriso não foi colombiano.

O apito final trouxe lágrimas. Trouxe silêncio. Trouxe aquela sensação de que esta geração ainda tinha muito para mostrar.

Mas também trouxe orgulho.

Orgulho por uma campanha que devolveu esperança a milhões de pessoas.

Orgulho por uma seleção que terminou a fase de grupos na liderança, que voltou a encantar o mundo com a camisa amarela e que fez um povo inteiro sonhar novamente com voos ainda maiores.

Foto: Divulgação

Confirmou que o presente e o futuro da Colômbia são brilhantes.

E cada jogador que vestiu esta camisa honrou o escudo até ao último segundo.

Hoje não é dia de apontar culpados.

É dia de agradecer.

Obrigado por cada jogo. Obrigado por cada emoção. Obrigado por fazerem o coração colombiano bater mais forte durante este Mundial.

O sonho acaba aqui. Mas a história desta equipa está longe de terminar.

Porque algumas eliminações não apagam o caminho percorrido.

Elas apenas adiam o destino.

Até 2030, Colômbia.

Que a dor de hoje seja a força de amanhã.

O futebol nem sempre é apenas alegrias. Mas a esperança de um país inteiro nunca deixará de vestir amarelo.

Por Clara Bordignon

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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