Estados Unidos e Bósnia disputam vaga histórica na Copa do Mundo


Duelo em Santa Clara coloca frente a frente os donos da casa e a grande surpresa do torneio

Na noite desta quarta-feira (1), Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina se enfrentam em jogo válido pelos 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026. A partida acontece no gramado do Levi’s Stadium, às 21h (horário de Brasília), com transmissão exclusiva CazéTV.

Esta decisão eliminatória promete entregar absolutamente tudo dentro de campo. Os americanos carregam o peso de serem os  queridinhos da torcida local, servindo o primeiro mata-mata em seu próprio território desde 1994. Do outro lado, a Bósnia chega super leve e com a vibe de quem já ganhou muito ao alcançar a fase eliminatória pela primeira vez na sua história desportiva.

Foto: Reprodução: San Jose Earthquakes/X

Retrospecto das equipes
Se formos olhar o retrospecto do confronto, os Estados Unidos sempre foram os maiorais. Sem nunca conhecerem o gosto do flop contra a Bósnia, os Yanks somam duas vitórias e um empate em três amistosos disputados até hoje. O primeiro encontro deles, em 2013, foi de 4 a 3 com direito a hat-trick de Jozy Altidore. Depois, as equipes empataram por 0 a 0 em 2018 e fecharam o último duelo em 2021 com uma vitória americana magra por 1 a 0. Mas o mata-mata da Copa do Mundo é outra pegada, e o favoritismo precisa ser provado quando a bola rolar.

Estados Unidos: Os queridinhos da casa buscam o topo
Os donos da casa fizeram bonito no Grupo D, vencendo o Paraguai por 4 a 1 e a Austrália por 2 a 0 com muita autoridade. No último jogo, com o time todo reserva, uma derrota por 3 a 2 para a Turquia, mas nada que tirasse o brilho da liderança do grupo. O confronto vale a chance de afastar de vez o fantasma contra seleções europeias em Copas do Mundo, já que os EUA vêm de uma sequência amarga de 13 jogos sem vencer equipes da UEFA. A estratégia do técnico Mauricio Pochettino é apostar no seu esquema queridinho, o 4-2-3-1, amassando o adversário com posse de bola e transições velozes.

Para o duelo, Christian Pulišić, recuperado de dores na panturrilha, retorna ao time titular ao lado de Weston McKennie e Folarin Balogun para entregar uma performance impecável no ataque. O único desfalque confirmado por lesão é Cristian Roldan. Dessa forma, a provável escalação americana tem: Freese; Freeman, Richards, Ream e Robinson; Tillman, Tyler Adams, Dest, Christian Pulišic e McKennie; Balogun.

Foto: Divulgação: BiH Football Federation

Bósnia e Herzegovina: A zebra das eliminatórias que quer servir entretenimento
A Bósnia carimbou sua vaga histórica no sufoco após bater o Catar por 3 a 1 na última rodada, avançando como uma das melhores terceiras colocadas. Este é simplesmente o momento mais importante do futebol do país, que nunca havia passado da fase de grupos. Eles não têm nada a perder e querem provar que o bloco defensivo no 4-4-2 consegue neutralizar as estrelas da casa. A grande arma deles é a lenda Edin Džeko, que aos 40 anos segue sendo uma referência, além do garoto prodígio Esmir Bajraktarević — que nasceu nos EUA e agora tenta eliminar o país onde cresceu.

Como desfalque importante, o lateral-direito Amar Dedić está fora por lesão, abrindo espaço para Arjan Malić tentar segurar o rojão na defesa. A boa notícia é o retorno do excelente zagueiro Tarik Muharemović após cumprir suspensão. Desta forma, a provável escalação da Bósnia tem: Vasilj; Malic, Katic, Muharemovic e Kolasinac; Bajraktarevic, Šunjic, Memic, Alajbegovic e Bašic; Demirovic e Dzeko.

Que vença o futebol!
O espetáculo promete parar o Levi’s Stadium, trazendo uma energia incrível vinda de duas torcidas apaixonadas. De um lado, a força do país-coanfitrião mostrando seu soccer; do outro, a linda união da comunidade bósnia que quer ver seu país brilhar ainda mais no cenário mundial. Muita sorte para ambas as seleções nesta noite que já é histórica para o esporte. Que os jogadores consigam dar o seu melhor dentro de campo, servindo uma partida limpa, cheia de jogadas bonitas, emoção até o último minuto e, claro, muito entretenimento para nós que amamos futebol.

No fim das contas, o mata-mata perdoa poucos, mas consagra os persistentes e corajosos. Que vença o melhor, que o futebol seja celebrado em grande estilo e que a equipe classificada siga firme rumo ao topo do mundo!

Por Adrielle Almeida 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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