Em estreia pelo Grupo B, seleção catari tenta mostrar evolução diante de uma Suíça invicta nas Eliminatórias

Depois de muito contexto, apresentações e expectativas, chegou a hora de a bola rolar para Catar e Suíça na Copa do Mundo. As seleções se enfrentam neste sábado (13), às 16h, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo B, que também conta com Canadá e Bósnia e Herzegovina. A partida terá transmissão da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.
De um lado, está uma Suíça que chega ao Mundial querendo mais do que apenas cumprir seu papel tradicional de seleção organizada e difícil de enfrentar. A equipe comandada por Murat Yakin fez uma campanha invicta nas Eliminatórias Europeias, com 14 gols marcados e apenas dois sofridos, e tenta transformar regularidade em ambição. A missão é clara: superar a barreira das oitavas e voltar a alcançar uma fase que não disputa desde 1954.
A Nati, como também é conhecida a seleção suíça, mantém uma base experiente, acostumada a grandes competições e liderada por nomes como Granit Xhaka e Ricardo Rodríguez. Xhaka, capitão e termômetro da equipe, vai para sua quarta Copa do Mundo e carrega boa parte da responsabilidade técnica e emocional do time. A Suíça talvez não chegue cercada de grande oba-oba, mas é justamente esse tipo de seleção que costuma incomodar quando o torneio começa a afunilar.

Do outro lado, o Catar tenta escrever um capítulo diferente daquele visto em 2022. Na última Copa, como país-sede, a seleção foi eliminada ainda na fase de grupos, sem vencer. Agora, a história muda de lugar: a equipe chega ao Mundial com vaga conquistada em campo, pelas Eliminatórias Asiáticas, e tenta provar que a participação anterior não foi apenas um evento isolado ligado ao fato de jogar em casa.
Sob o comando de Julen Lopetegui, o Catar busca consolidar um projeto de futebol que mistura investimento, estrutura e manutenção de uma base que atua junta há bastante tempo. Nomes como Akram Afif, Boualem Khoukhi, Pedro Miguel e Mohammed Muntari seguem como referências, enquanto o elenco também conta com atletas naturalizados e jogadores formados dentro do próprio futebol local. Não é uma seleção favorita, mas também já não cabe tratá-la como uma equipe totalmente desconhecida dentro do cenário internacional.
A estreia, porém, não será simples. A Suíça chega como adversária mais consolidada, mais experiente e com uma defesa historicamente forte. Já o Catar entra em campo tentando equilibrar organização e coragem para buscar sua primeira vitória em Copas do Mundo. Em um grupo que ainda terá Canadá e Bósnia, começar pontuando pode fazer enorme diferença para qualquer pretensão de classificação.
Segundo a ESPN, o Catar deve começar com Mahmoud Abunada; Homam Al-Amin, Pedro Miguel, Boualem Khoukhi e Lucas Mendes; Issa Laye, Ahmed Fathy, Akram Afif e Abdulaziz Hatem; Edmilson Junior e Youssef Abdulrazzaq. Já a Suíça deve formar com Gregor Kobel; Silvan Widmer, Nico Elvedi, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Michel Aebischer, Remo Freuler, Granit Xhaka e Dan Ndoye; Johan Manzambi e Zeki Amdouni.
No fim das contas, o confronto coloca frente a frente duas missões bem diferentes. O Catar quer afirmar sua evolução e mostrar que pode competir para além dos estereótipos construídos ao redor do país e da Copa de 2022. A Suíça quer confirmar que sua regularidade pode render voos maiores. É estreia, é Copa do Mundo, e é justamente nesses jogos que qualquer roteiro pronto pode começar a desandar.
Por Laura Assis Ferreira
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