Paris Saint Germain supera o Arsenal nos pênaltis e levanta a Champions mais uma vez
Meus amigos, que partida digna de final de Champions! Como é maravilhoso ver a Orelhuda se encaminhando para Paris pela segunda temporada seguida. Após um duelo difícil no tempo regulamentar e na prorrogação diante do Arsenal, na tarde deste sábado (30), a partida terminou empatada em 1 a 1, e as penalidades máximas nos reservaram a glória, o título e a explosão da torcida parisiense, que mais uma vez deu aula de festa e bancada.
O time que era visto como “alérgico” a competição, chamado de pipoqueiro e que diziam que só vivia de “Francesão”, agora tomou gosto em ganhar a Champions. O Paris aprendeu a jogar a Liga dos Campeões do início ao fim e vai levar para casa o bicampeonato seguido!

Luis Enrique, que também gosta de ganhar esse título e agora já tem três no currículo, mandou a campo o que tinha de melhor e até surpreendeu com a titularidade de Dembélé, já que ele ainda era dúvida. Durante quase 15’ de bola rolando, o time francês caiu na marcação alta de Arteta e não praticou nada de jogo; não conseguiu descer em velocidade e nem quebrar a marcação adversária. Para piorar, as redes de Safonov foram balançadas aos 6’ em um baita golaço de Havertz.
Depois de um tempo, tivemos em campo aquele Arsenal que todo mundo esperava, totalmente na retranca e chamando o Paris para o jogo, mas faltava a qualidade no último passe. Faltava furar o bloqueio dos Gunners, que pareciam ter se multiplicado em campo e tiravam todas as bolas que chegavam na grande área. Chances não faltaram, acréscimos também não, mas a primeira etapa terminou com os torcedores vermelhos e azuis aflitos com a possível chance de bater na trave em uma final na qual éramos totalmente favoritos.
Voltamos para a etapa final e ali sim estava o Paris Saint-Germain que todo mundo esperava, colocando o adversário na roda e chegando cada vez mais ao ataque. O empate era questão de minutos, e ele veio junto com aquele apito sonoro que todo mundo ama, principalmente quando se tem Ousmane Dembélé do seu lado. Bola para um lado, goleiro para o outro e sinalizadores acessos nas arquibancadas de Budapeste. Era o empate do Paris, era o gol que fazia o time voltar para o jogo e seguir na busca pelo título, seguir em busca do bi e de mais uma grande temporada.
Como a igualdade no marcador não era tão favorável para nenhuma das duas equipes, o jogo passou a ficar mais aberto, mas com o PSG um pouco melhor dentro das quatro linhas. Nada que alterasse o marcador nem na prorrogação e nem quando Barcola teve duas chances de ouro para se consagrar na partida, mas errou ambas de forma inacreditável.
Sem alterações no placar, o ganhador ia ser decidido nas penalidades máximas, e acredito que os deuses do futebol começaram a sorrir para nós quando o Hakimi ganhou na moedinha nas duas vezes. Então, além de começar batendo, as cobranças foram feitas de frente para os Ultras, e não tinha incentivo melhor para os atletas parisienses do que realizar as batidas com o apoio da torcida ainda mais perto.
Gonçalo Ramos e Doué fizeram os deles. Vimos o Paris conquistar uma vantagem quando o adversário mandou a segunda cobrança para fora, mas nem deu tempo de comemorar muito, pois logo em seguida foi a vez de Nuno Mendes bater mal, fraco, e perder a chance de fazer um 3×1. As cobranças seguiram até chegar nas alternadas e, no duelo entre zagueiros, o nosso se saiu melhor. Beraldo, com extrema frieza, fez o dele. Já o Gabriel Magalhães, bom… esse viu de perto a festa dos Ultras quando sua batida chegou lá na bancada.

Mais uma vez somos campeões da Champions, mais uma vez Paris vai dormir, se é que realmente vão dormir, sob muita festa, que começou cedo e não tem hora para acabar. Venceu quem realmente se expôs para jogar uma final, quem buscou o jogo do início ao fim e fez uma campanha surreal, vindo dos playoffs e deixando para trás o gigante, ou ex-gigante, Bayern de Munique na semifinal.
Em um time com um grande coletivo, dos titulares ao banco de reservas que poderiam ser citados incansavelmente, o grande destaque nessa Champions e nos outros quatro títulos conquistados nesta temporada vai novamente para o Lucho. Como é gratificante ver o quão certo o Luis Enrique deu nesse time e os frutos que ele vem colhendo merecidamente. Poucas pessoas entendem dessa competição como esse homem, não à toa já tem 3 no currículo e com toda certeza vai brigar por várias outras.
Um time sem medalhões, sem marra, mas com muita qualidade com a bola nos pés, sabendo jogar de uma forma leve que chega a ser surreal, uma transição absurda que impressiona até os adversários. Grandes nomes achados e testados por esse grande técnico, que no apito final comemorou junto com a torcida como se fosse a primeira vez, igualzinho a um menino pequeno. Como é bom te ver feliz, Lucho, e, com toda certeza, a Xana também está fazendo festa onde quer que ela esteja!
Temporada encerrada, campeão de todos os títulos que disputou, TODOS, e mais uma vez dando o recado ao mundo de que acabou aquele PSG bobo que sempre batia na trave. Agora vão ter que respeitar e aceitar que o time agora é favorito em todos os jogos em que entra, contra qualquer adversário.
Não deu nem tempo de sentir saudades e ela já é nossa outra vez. Buscaremos mais, e já adianto que vai ser muito difícil tirar ela de nós!
Por Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.