Internacional recebe o Flamengo depois de derrota por goleada
Na noite desta sexta-feira (22), as Gurias Coloradas enfrentam as Malvadonas no SESC Protásio Alves, em Porto Alegre, em partida válida pela 12ª rodada do Brasileirão A1. A bola rola às 21h30 e o confronto tem transmissão com imagens anunciada pelo SporTV. O Inter precisa entrar centrado e entendendo a importância deste jogo depois de sofrer uma goleada humilhante por 3×0 em Feira de Santana, ante o Bahia.

A derrota para as Mulheres de Aço fez o time cair apenas uma posição na tabela, mas expôs problemas muito maiores. Como pode um grupo que vinha de uma série de cinco jogos invicto tomar uma goleada tão apática como essa? Qual o problema que fez isso acontecer de maneira tão abrupta, principalmente diante de um grupo não muito superior. Existem respostas lógicas, mas nenhuma delas me agrada.
A verdade é que a sequência positivíssima do Internacional foi atingida enfrentando times inferiores tecnicamente ao futebol praticado pelas comandadas de Maurício Salgado. E, mesmo assim, as Gurias sofreram para empatar com o Mixto, atual 15º colocado, e apresentaram um futebol apenas um pouco superior ao jogado por Juventude e Botafogo, 14º e 16º colocados respectivamente, e conseguiram a vitória por pouco.
Vendo o retrospecto, podemos achar que o triunfo maiúsculo sobre o Cruzeiro, único integrante do G8 batido até agora, foi um misto de sorte e incompetência das adversárias, mas eu acho que existe mais aí. Ninguém pode me dizer que essas gurias jogaram mal contra as Cabulosas e contra as Sereias. Não importa o cenário no qual os outros times se encontravam, a bola desfilada pelo Colorado foi absurda – o que mostra que o problema não são as peças.
Mesmo sem a liderança de Julia Bianchi em campo, as Gurias encontraram apoio em jogadoras experientes como Darlene e Valéria Cantuário e na raça de Pirralhas como Bianca Martins e Aninha. O que vimos em Feira de Santana foi um time onde, destas, apenas a zagueira se apresentou para o jogo. Isso não pode acontecer.
Enquanto o Internacional era trucidado em campo pelas Mulheres de Aço, Maurício Salgado estava sentado, mudo, com os olhos fechados e a cabeça escorada na parede. O narrador Vinícius Pessoas, que cobriu o jogo pela web rádio Vibra Sports, ainda brincou que parecia que o treinador estava tirando um cochilo. E parecia mesmo! Se na época do Flamengo, o apelido dele era Coxinha, quem sabe em Porto Alegre podem chamá-lo de Cochila.
Para mim, como torcedora, é inaceitável assistir ao meu time ser pressionado e mastigado, mesmo com uma a mais, e ver que elas estão perdidas no meio-campo pela falta de direcionamento. É tênis, por acaso, que as atletas estão sozinhas, sem ninguém na casamata? Que eu saiba, é pra isso que serve a presença do treinador na beira do campo. Se Salgado não tem nada a dizer durante uma derrota por 3×0 depois de uma boa sequência, talvez não devesse estar dizendo nada em momento algum.
Independente do que eu acho, ele segue – nem tão – firme e – nem tão – forte sob o comando técnico e não tem Débora disponível para o próximo jogo, por conta do terceiro cartão amarelo. Nesse cenário, as 11 iniciais devem ser: Gabi Barbieri; Paulinha, Sorriso, Bianca Martins e Soll; Myka, Pati Llanos e Darlene; Aninha, Valéria Cantuário e Sole Jaimes.
É importante lembrar também que, se vencer, o Flamengo nos passa na tabela, já que no momento temos 20 pontos e elas têm 19. Esse jogo vale muito mais do que só a vitória. Vale a moral de vencer um rival nacional que acabou de nos tirar do Brasileirão Sub20 com direto a goleada e impedir que soframos duas derrotas seguidas.
E vamos, Inter, não podemos perder! E vamos, Inter, que temos que ganhar!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.