Benfica empata novamente, chega aos 11 empates e vê o Sporting CP reassumir o segundo lugar
Ai… que saco.
Mais um jogo, mais um empate, mais um capítulo desse trauma coletivo que virou a temporada do Benfica – desta vez contra o Braga, por 2 a 2, pela 33ª rodada da Liga Portugal. Já não é nem frustração normal — é trauma mesmo. O benfiquista vê um empate e já sabe: lá vem raiva, lá vem discussão, lá vem aquele sentimento de “perdi meu tempo”.

SÃO 11 EMPATES.
ONZE.
E não adianta vir falar de invencibilidade. Invicto pra quê? Isso não adiantou absolutamente nada. Invencibilidade sem vitória é só uma forma bonita de dizer que a gente não resolveu o que tinha que resolver.
O jogo desta segunda-feira (11), foi mais um desses jogos… raiva pura. Daqueles que tu termina e pensa: “por que eu faço isso comigo?”
E no meio disso tudo, o Sporting CP agradece e reassume o segundo lugar. Porque enquanto uns aproveitam… o Benfica insiste em tropeçar nas próprias pernas.
E aí entra a parte que ninguém mais consegue ignorar. Essa temporada é uma vergonha. E sim, a responsabilidade também é de quem manda.
Não dá pra aceitar um ano assim e fingir que tá tudo bem. Um clube como o Benfica não pode viver disso. Precisa haver consequência. Porque do jeito que tá… é difícil defender.
E como se não bastasse, ainda tem sempre ele.

João Pinheiro.
Não é novidade pra ninguém. Todo jogo é a mesma coisa. Sempre tem alguma decisão estranha, sempre tem algo que “passa batido”, sempre tem um lance duvidoso que, curiosamente, nunca cai pro nosso lado. Ou é coisa clara que não marca, ou é golo que arranja maneira de anular.
Coincidência? Já deixou de ser faz tempo.
No fim… o jogo se resume fácil: raiva e perda de tempo.
E o pior de tudo é a sensação. Saudades do Benfica que jogava à Benfica. Que entrava em campo pra meter medo… e não pra jogar com medo.
Porque hoje parece o contrário. Mas no meio dessa revolta toda… tem espaço pra um momento que merece respeito.
Uma despedida.
Pizzi anunciou a aposentadoria.
E independentemente de tudo, é impossível não reconhecer: um dos grandes nomes do Benfica nos últimos anos. Decisivo, importante, presente em muitos momentos que fizeram a gente feliz.
E ontem, Rafa Silva marcou e homenageou.
E foi mais do que justo.
Pizzi, obrigado por tudo. De verdade.
Agora… pra frente. Porque para o ano não é pedido. É exigência. Ganhar títulos. Ter raça. Ser Benfica de verdade.
Porque isso aqui… não pode se repetir.
Por Clara Bordignon
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