Tricolor arranca empate em 2 a 2 contra o Vitória, após sofrer virada relâmpago
Na noite deste sábado (9), o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Vitória no Maracanã pela 15ª rodada do Brasileirão. O jogo, que deveria ser uma vitória tranquila, acabou se tornando (como sempre) um drama desnecessário. Esse aspecto de “dormir” no jogo tem sido o maior desafio para a sequência do time, que agora precisa recuperar a estabilidade emocional para não perder a chance de permanecer no G4.
Com esse resultado, a equipe acumula quatro jogos seguidos sem vencer, incluindo tropeços no Campeonato Brasileiro e na Libertadores. Com 27 pontos, o Fluminense permanece na terceira colocação, porém a pressão sobre o trabalho do técnico Zubeldía aumentou com as vaias e os gritos de “burro” que ecoaram no Maracanã. O clima de insatisfação reflete o cansaço de uma torcida que vê o time dominar os adversários, mas se complicar devido a falhas individuais.

Resumo do primeiro tempo:
A relação entre time e torcida vive uma crise instaurada há alguns jogos e a vitória nesta partida era imprescindível. O Fluminense começou pressionando a equipe baiana e criou chances com as finalizações de fora da área de Nonato e de Savarino. Aos 23´, os cariocas fizeram uma triangulação pelo lado direito e John Kennedy arriscou, mas a bola foi para fora. Pouco depois, o Vitória criou perigo com o chute de Baralhas, mas a bola passou por cima do gol de Fábio.
Aos 34´, o Tricolor fez outra troca de passes rápida pela direita e Nonato deixou para Savarino finalizar, mas ele teve seu chute travado pela defesa adversária. Na batida de escanteio cobrada pelo venezuelano, a bola foi desviada e sobrou nos pés de John Kennedy. O atacante ajeitou e marcou para explodir as arquibancadas do Maracanã.
A primeira etapa foi dominada pelo Tricolor, que demorou para marcar o primeiro da partida. Com trocas de passes rápidas e explorando o lado direito, a equipe conseguiu se impor e sair para o intervalo com a vitória parcial. Os adversários até buscaram uma reação nos minutos finais, mas sem grandes perigos para Fábio.
Resumo do segundo tempo:
Sem mudanças, a equipe comandada por Zubeldía retornou para o segundo tempo. Logo aos 5´, Acosta bagunçou a defesa do Leão e tocou para John Kennedy. O camisa 9 arriscou de letra e parou nas mãos do goleiro. Cinco minutos depois, outra chance tricolor. Savarino cruzou na área e Soteldo chutou colocado para uma bela defesa de Arcanjo.
Aos 12´, Ramon bateu o escanteio e Alisson agarrou o Luan Cândido na área, sem sequer olhar para a bola na disputa. Após a análise no VAR, o árbitro marcou corretamente o pênalti para os visitantes. Renato Kayser cobrou e empatou para o Vitória. Uma penalidade infantil cometido por um jogador incompetente destruiu a partida, que tudo indicava que seria tranquila.

O psicológico extremamente fraco da equipe tricolor resultou em um desligamento coletivo da equipe. Quatro minutos depois do empate, o Fluminense levou a virada. Renê recuou mal para Alisson, Renato Kayser recuperou e tocou para o camisa 91. O atacante superou com tranquilidade a marcação dos cariocas e finalizou no cantinho do gol de Fábio.
Zubeldía esperou levar a virada vexatória para mexer na equipe. Com as entradas de Hércules, Serna e Castillo nos lugares de Alisson, Soteldo e Nonato, o time esboçou certa melhora, mas ainda era pouco. A partir dos 30´, o confronto se tornou o jogo dos desesperados, deixando de lado qualquer tipo de tática. Sem paciência com a falta de raça dos jogadores e teimosia do técnico, a torcida cantou em coro “burro” para o Zubeldía, além de vaias para a equipe.
Aos 45´, o Fluminense recuperou a bola no campo defensivo e Riquelme tocou para John Kennedy. O atacante fez um lançamento perfeito para Serna, que mandou de cobertura para deixar tudo igual no Maracanã. Esse gol não anulou o segundo tempo vergonhoso da equipe, apenas mascarou o trabalho vencido de Zubeldía, que novamente se salvou nos últimos minutos.
Considerações finais:
Enquanto John Kennedy demonstrou ser o coração da equipe ao participar dos dois gols, Alisson e outros jogadores comprometeram o resultado com erros conceituais. Para Zubeldía, deve ser um sinal de alerta máximo. O treinador, que anteriormente considerou JK como uma opção para o segundo tempo visando “mudar o jogo”, agora se encontra à mercê do talento do atacante para salvar seu próprio emprego.
Durante a coletiva, o técnico tentou minimizar as vaias, afirmando que o torcedor “está no seu direito”. No entanto, a realidade é que o Fluminense parou de matar os jogos e se tornou uma equipe previsível e psicologicamente frágil ao sofrer o primeiro gol.
Próximo jogo:
O Fluminense volta a campo na próxima terça-feira (12), às 21h30, para encarar o Operário em casa pelo jogo de volta da 5ª fase da Copa do Brasil. Com empate de 0 a 0 no primeiro confronto, a decisão está totalmente em aberto. A torcida já deu o recado: o crédito para 2023 é eterno, mas a cobrança pelo presente é imediata.
Por Adrielle Almeida e Camila Souza
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