Cruzeiro reage e arranca triunfo


Raposa busca virada no segundo tempo e garante triunfo importante fora de casa com golaço de Kaique Kenji

Na noite deste sábado (09), o Cruzeiro enfrentou o Bahia na Arena Fonte Nova, em Salvador, e conquistou uma vitória importante por 2 a 1 em um duelo marcado por equilíbrio, tensão e muita emoção até os minutos finais.

Após sair atrás no placar com gol de Luciano Juba, de pênalti, a equipe celeste mostrou poder de reação e virou a partida com gols de Kauã Moraes e Kaique Kenji. O grande destaque da noite ficou para o jovem atacante celeste, que marcou um belo gol na reta final e garantiu o triunfo da Raposa fora de casa.

Foto: Celo Gil/Cruzeiro

Primeiro tempo

O jogo entre o Bahia e Cruzeiro foi um verdadeiro teste para os corações dos torcedores, misturando a tensão de um jogo truncado com reviravoltas dramáticas que mudaram o panorama da partida em poucos minutos.

A bola rolou com o time baiano tentando impor seu ritmo em casa, mas foi o Cabuloso quem mostrou o primeiro perigo. Logo nos minutos iniciais, a equipe mineira levou perigo com Neizer Villarreal, que teve uma chance clara aos 7 minutos, mas viu a bola desviar para escanteio. O clima era de equilíbrio, com Sinisterra também desperdiçando uma oportunidade cara a cara com o goleiro aos 10 minutos.

O destino do primeiro tempo começou a ser escrito aos 23 minutos. Em um lance polêmico dentro da área, o árbitro Rodrigo Pereira assinalou pênalti de Fabrício Bruno em William José. A reclamação foi geral por parte dos jogadores celestes, Fabrício Bruno chegou a alegar que ele é quem havia sido atingido, mas a decisão foi mantida, e o zagueiro ainda acabou advertido com o cartão amarelo.

Aos 26 minutos, Luciano Juba assumiu a responsabilidade. Com frieza, ele bateu no canto direito, o goleiro Otávio até acertou o lado, mas a precisão de Juba foi maior. Bahia 1 a 0.

A Raposa não se abateu e partiu para buscar o empate. Aos 41 minutos, o grito de gol chegou a sair da garganta do torcedor mineiro quando Kauã Moraes finalizou com classe do lado esquerdo para empatar.

Os acréscimos foram longos e repletos de interrupções, incluindo o atendimento médico a Matheus Henrique após um choque forte. O Cruzeiro martelou até o fim, com Gerson tentando um chute de longe aos 51 minutos, mas sem sucesso.

Olha, esse empate em 1 a 1 no intervalo deixou o coração do torcedor acelerado, mas o placar acabou sendo justo pelo que as duas equipes apresentaram em campo. O Bahia foi eficiente com a cobrança de pênalti convertida por Luciano Juba, porém a desatenção defensiva aos 41 minutos custou caro, e o gol de Kauã Moraes serviu como alerta para não comemorar antes da hora.

O Cruzeiro terminou a primeira etapa sendo mais perigoso e pressionando bastante o adversário. Fica o sinal de atenção para a marcação pelas pontas, porque o Bahia encontrou espaços e o jogo seguia completamente aberto para o segundo tempo.

Segundo tempo

Foto: Celo Gil/Cruzeiro

O segundo tempo na Arena foi um daqueles capítulos que ficaram guardados na memória. Se o primeiro tempo terminou sob o signo do equilíbrio, a etapa final foi um verdadeiro teste de resistência e estratégia, onde o brilho individual acabou por decidir o destino do confronto.

A bola mal voltou a rolar e o Cruzeiro já mostrou que não estava para brincadeira. Logo no primeiro minuto, um calafrio percorreu a espinha da torcida baiana: Sinisterra balançou as redes, mas a assistente, assinalou o impedimento, mantendo o empate momentâneo.

O susto serviu para acordar as equipes, e o jogo virou uma batalha de xadrez, com o Cruzeiro pressionando e o Bahia tentando responder nos contra-ataques.

Aos 25 minutos, as peças começaram a ser trocadas. O técnico celeste lançou Wanderson no lugar de Sinisterra, renovando o fôlego ofensivo. Pouco depois, aos 32, a experiência de Lucas Silva entrou em campo para dar cadência ao meio-campo. Do lado do Bahia, a luta era para furar a defesa bem postada da Raposa, com Ademir tentando chutes fortes, mas parando nas mãos seguras do goleiro Otávio.

Quando o relógio marcava 40 minutos e o empate parecia destino certo, surgiu o momento que valeu o ingresso. Kaique Kenji, com a ousadia dos grandes, pedalou para cima da marcação, limpou o lance e disparou. Um verdadeiro golaço que colocou o Cruzeiro na frente e deixou a defesa do Bahia sem reação.

Nesse jogo, o Cruzeiro soube aproveitar os espaços deixados pelo adversário e contou também com falhas defensivas do Bahia. A marcação deu muita liberdade para Kaique Kenji, um jogador com a qualidade e velocidade dele não pode receber tanto espaço dentro da área. O VAR ainda acabou salvando a Raposa no início do segundo tempo, mas fica o alerta: não dá para depender disso em todos os jogos.

Próximo jogo

O próximo compromisso do Cruzeiro será decisivo pela Copa do Brasil.

A Raposa entra em campo na terça-feira, 12 de maio, às 21h30, para enfrentar o Goiás, no duelo de volta da quinta fase da competição nacional. Após o empate em 2 a 2 no jogo de ida, o time celeste busca a vitória para garantir a classificação diante da sua torcida em mais uma noite importante da temporada.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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