Fluminense enfrenta decisão na altitude para salvar temporada


Com apenas um ponto, Tricolor encara o Bolívar pressionado por um resultado para evitar eliminação precoce e o risco de ficar sem calendário internacional

Nesta quinta-feira (30), Bolívar e Fluminense se enfrentam às 19h (horário de Brasília), em partida que define os rumos do Tricolor na temporada continental. O confronto, válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, terá como palco o Estádio Hernando Siles — 7º estádio de maior altitude no mundo —, em La Paz, na Bolívia.

A transmissão será exclusiva do Paramount+. No Rio de Janeiro, o clube organiza o evento “Guerreiros em Laranjeiras” na sede social, com telão na quadra lateral e show de pagode do cantor Sueco a partir das 18h para mobilizar a torcida.

A partida é de vida ou morte para as pretensões tricolores, que conquistou apenas um ponto em dois jogos. O risco é real: um novo tropeço pode deixar o Fluminense na lanterna do Grupo C, ameaçando inclusive a possível classificação para a Copa Sul-Americana e deixando o time sem competições internacionais no segundo semestre.

Tricolor finalizou os treinos no CT Carlos Castilho nesta quarta (29) — Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

Tabu de 76 anos na Bolívia

Historicamente, o retrospecto na Bolívia é um fantasma que persegue as Laranjeiras. A única vitória do Fluminense contra o Bolívar na altitude boliviana aconteceu em um amistoso em 1950, por 2 a 1, com gols de Silas. Esta é a única vitória da história do clube em solo boliviano, mostrando como é difícil jogar lá.

A última visita do Tricolor ao Estádio Hernando Siles foi na vitoriosa temporada de 2023, quando o Tricolor sofreu na altitude e acabou derrotado pelo The Strongest. Agora, a missão é aprender com os erros estratégicos do passado, controlar o ritmo de jogo e evitar o desgaste excessivo para não sucumbir novamente aos 3.600 metros de altitude.

Momento das equipes

Na história das competições da CONMEBOL, este será o primeiro confronto oficial entre as duas equipes. O Bolívar chega em um momento de transição após a demissão do técnico Flavio Robatto, mas recuperou o ânimo ao golear o Real Tomayapo por 6 a 0 no último domingo, com o interino Vladimir Soria comandando o time. Os bolivianos apostam tudo na pressão inicial para sufocar o time brasileiro.

Já o Fluminense, comandado por Luis Zubeldía, tenta levar para o continente a reação iniciada no Brasileirão após vencer a Chapecoense por 2 a 1. Zubeldía, que tem experiência em altitudes menores de sua época de LDU, acredita que ter paciência e chutar de longe pode ser a chave para sobreviver ao ar rarefeito e conquistar a primeira vitória nesta Libertadores.

Provável escalação e desfalques

A provável escalação do Fluminense tem: Fábio; Guga, Jemmes, Freytes e Arana; Bernal, Hércules e Savarino; Canobbio, Serna (Soteldo) e John Kennedy.

Seguem no departamento médico os atacantes Germán Cano e Matheus Reis, além do meia Luciano Acosta e dos volantes Martinelli e Nonato. Já Ganso permaneceu no Brasil por recomendações médicas.

Em fase artilheira, John Kennedy deve ser titular na altitude — Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

Horizonte de superação ou risco iminente

O cenário no Grupo C não permite mais vacilos. Uma vitória ou até um empate estratégico na Bolívia mantém o Tricolor vivo para decidir sua sorte nos jogos de volta no Maracanã. O grupo precisa dar uma resposta rápida para validar o trabalho da comissão técnica e tranquilizar os torcedores nas arquibancadas.

Caso o resultado positivo não venha, a situação na Libertadores pode se tornar irreversível antes mesmo do fim do turno. Com o Independiente Rivadavia disparado na liderança, o Fluminense pode se ver obrigado a vencer todas as partidas restantes, uma pressão que não deveríamos encarar tão cedo.

É hora de o Time de Guerreiros honrar sua alcunha. O Fluminense não pode se permitir ser apenas um espectador no torneio mais importante do continente. O peso da camisa e a necessidade de permanência no cenário internacional exigem uma postura de gigante em La Paz, sob o risco de uma eliminação precoce que comprometeria o ano tricolor.

Vamos ganhar, Nense!

Por Adrielle Almeida | 29/04/2026

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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