Ninguém explica a maldição entre o Barcelona, seus zagueiros e a Champions


Barcelona perde dentro de casa e se complica na Champions

Se burrice valesse título para clubes, o Barcelona iria liderar; e se fosse individual, ia faltar espaço para os nossos zagueiros empilharem. Chega a ser estressante o tanto que esse time consegue pipocar em mata-mata da UEFA. Podem passar anos, trocar elenco e treinador, que tudo continua igual.

Jogando em um Camp Nou lotado, o elenco Blaugrana conseguiu fazer a torcida ter o péssimo déjà-vu de ver um zagueiro expulso em um lance completamente estressante, perder por 2×0 para o Atlético de Madrid e ainda ser assaltado dentro da própria casa, na tarde desta quinta-feira (8), pela Champions.

Reprodução/Internet

Até gostaria de falar que esse vexame foi totalmente na conta do juiz, que viu o time de Madrid bater igual doido e não expulsar ninguém, deixar o Koke fazer as faltas que bem entender e sair de campo apenas com um amarelo. Gostaria de reclamar que o VAR, que expulsou o Cubarsí, não foi tão eficiente para ver um pênalti claríssimo para o Barcelona. Adoraria, e muito, que a culpa fosse só de quem apita, mas infelizmente nossos problemas são maiores.

Não existe um falso atacante perder uma enxurrada de gols como faz o camisa 14; pelo amor de Deus, Manchester United, vem buscar seu filho! Com todo amor e respeito ao Lewandowski, mas o “velho” precisa se aposentar urgentemente. Que partida nula e apagada! É inadmissível deixar o Yamal jogar sozinho; apesar de ser craque de bola, o dono da 10 não consegue fazer tudo sozinho. Precisa de alguém que pelo menos saiba chutar para o gol, já que se soltar da retranca do Simeone é difícil.

Sobre a expulsão do Cubarsí, talvez meu clubismo ainda esteja gritando demais, porque não consigo ver como lance para vermelho. Até tem o toque, mas o adversário se embaraça na própria perna; acho que é um lance muito discutível e que deu certa diferença na partida. Entre ser para expulsão ou não, o fato é que falta inteligência ao sistema defensivo do Barcelona, e isso vem passando de geração em geração, de temporada em temporada.

Se já está vendo que o adversário ganhou na corrida e está praticamente dentro da grande área, deixa o abençoado ir em direção ao gol e ora, reza ou qualquer coisa em que você acredita para a bola não estufar as redes. Na pior das hipóteses, o seu time corre atrás do placar, mas num 11×11, e não com um a menos e o outro lado com uma falta perigosa — ou, às vezes, até um pênalti. Como torcedora, é maravilhoso ver a vontade dos meninos de La Masia jogando, brigando insistentemente por cada bola, a vontade de deixar o Barcelona sempre no topo; mas é nesse excesso que vêm lances como esse, que fazem a torcida lembrar o tanto que já deixamos essa competição escapar por lerdeza de zagueiros. O karma.

O pior de tudo é que, mesmo desfalcado, o elenco do Flick fez um bom jogo. Lamine Yamal mostrou que não herdou a 10 à toa e quase fez chover dentro de campo; só faltou os companheiros ajudarem. Brincando de errar gols, o time de vermelho precisou de apenas duas chances para levar um belíssimo placar para o jogo de volta.

E se na ida o Simeone defendeu com os 11, na casa deles pode-se esperar até alguns familiares debaixo da trave; a primeira partida de futebol do mundo onde os donos da casa resolveram ficar dentro da sua própria área durante os 90 minutos.

O sentimento é de frustração, raiva e todas as outras palavras nada carinhosas e propícias a serem escritas aqui. Vamos enfrentar uma dificuldade absurda no Metropolitano, mas a vida de torcedor é acreditar sempre, e lá vamos nós sonhar com mais uma remontada; e orar pelo milagre na recuperação de Raphinha e De Jong, e por muita inteligência para o sistema defensivo.

O sofrimento dura até a próxima terça-feira (14). Enquanto isso, temos mais um clássico pela frente, desta vez contra o Espanyol, na nossa casa, neste sábado (11), às 11:30, pela La Liga.

Pero nunca dejaré de ser del Barça. La decepción es temporal, el amor por ti es eterno!!  

¡Visca El Barça!

Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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