Ninguém odeia mais o Galo que a própria SAF


Partida péssima resulta em derrota e perda do Hepta

Eu vou falar o quê, se essa campanha do Galo no Mineiro representa exatamente o que é essa SAF?! Do mesmo jeito que não vai cair um morango debaixo de uma árvore de limão, não dá para esperar grandes coisas de um elenco medíocre e pipoqueiro.

Divulgação/Internet 

Eu até queria falar da fraca arbitragem, que não expulsou o “ex-virgem de título” que achou de bom tom dar uma cotovelada no Ruan; ou de um lateral deles lá, de bigode, que nem sei o nome, que num intervalo de 15 minutos fez três faltas para três cartões amarelos, mas levou só um. Mas o problema é bem maior que uma federação horrível.

Não é a fraca FMF que diz aos quatro cantos que o time não precisa de zagueiro e eu sou obrigada a ver Tressoldi e Victor Hugo de titulares; não é a péssima federação que não contrata meio-campista e eu sou obrigada a ver Bernard e Igor Gomes disputarem quem é o pior em campo, quem maltrata mais a bola. Não é culpa da “vendida” FMF que meu ataque passou tão nulo que tivemos apenas dois chutes a gol em uma final de campeonato, ou apenas 3 vitórias em quase 12 partidas disputadas.

A verdadeira torcida, a que não se vendeu, grita, berra e verbaliza o quão fraco é esse time e que a necessidade de reforços é urgente. Não dá para ter um “menos ruim” em campo e um péssimo na reserva. Está tudo errado nesse time e a perda dos últimos títulos disputados escancara isso; só falta quem, infelizmente, é dono desse time entender isso e tirar a mão do bolso. Estamos cansados de promessas vazias e de um “Galo hipotético” que vai voltar a brigar e conquistar títulos. Cansados desses caras aparecerem só na fase boa, só quando tudo parece estar bem.

Diferente de quem arrotava por aí que estadual não valia nada e era apenas “rural”, eu gosto muito de ver esse time levantar todas as taças que disputa. Mas, no fundo, essa pífia campanha neste campeonato — que é nivelado por baixo — e o vice-campeonato têm tudo para escancarar uma crise. Ou o time vai ser igual ao Afogados lá de 2020, ou vai ficar cada vez mais claro que este elenco vai brigar ponto após ponto no Z4.

Tivemos uma final muito ruim de se ver e um gol que já era “pedra cantada”: falha de marcação e gol de quem bebe líquidos um tanto quanto estranhos. Presenciamos 90 minutos – mais acréscimos – de um Galo que não sabe o que é criar, que sofre MUITO em uma simples criação e se afoba no último passe, na finalização. Passamos o campeonato sem testar as peças novas, sem ver a estreia de Tomás ou uma partida de titularidade do Minda e do Cassierra, e aí chega numa final de jogo único e não dá para pedir que os mesmos tirem um coelho da cartola.

Concordo com quem acha que o “El Barba” errou na escalação do Bernard, na presença do Igor Gomes em campo ou até na demora da entrada do cansado Scarpa, mas é que quem faz milagre é só Deus; querer que o Domínguez tire leite de pedra em tão pouco tempo é querer demais. A culpa de tudo o que vem se tornando o Clube Atlético Mineiro passa pelas mãos da família Menin, da falsa e vendida organizada “pulga”, do sonso e sumido Sérgio Coelho e do mentiroso Paulo Bracks — além desse medroso e covarde elenco, com ressalvas a Everson Felipe, o “The Good Victor” e o Cissé.

No meio de todo esse caos em campo, que foi de um péssimo futebol até uma pancadaria generalizada — que, com todo respeito, foi o ponto alto desse jogo —, o grande destaque vai para a massa atleticana. Mais uma vez, deu um SHOW de bancada e escancarou o quão fraco de gogó é o outro lado, que é tão fraquinho em festa que chega a dar dó. Pagaram caro no ingresso, foram obrigados a ver uma “inhaca” em campo e ainda viram Renan Lodi querendo bater boca com o maior patrimônio deste clube. Se o time tivesse de raça pelo menos 1% do que essa torcida representa na bancada, não estaríamos vivendo tudo isso de ruim.

Aos queridos da Lagoa que estavam sumidos desde 2019: comemorem bastante um título que foi ganho por vocês, e não “de tabela” por times alheios. A gente sempre soube que era pura arrogância quando diziam que o rural não era nada, e agora estão comemorando como se fosse uma Copa do Mundo. Ao “amigo” que enfim entendeu o que é ganhar um título: calma, você ainda continua não sendo nada, não é pai de ninguém e Belo Horizonte conhece você apenas como o namorado de uma certa YouTuber — ou então aquele que bebe certos líquidos encontrados no banheiro…

Após seis anos, voltamos a sentir como é ruim não ganhar o Mineiro, mas todo mundo sabe quem continua sendo dono deste “país”! Esperamos voltar ano que vem sem essa corja de donos e atletas medíocres. Belo Horizonte está vivendo um “Ano Novo”, porque são tantos foguetes guardados que chega a ser loucura…

Infelizmente o time entra em campo já nesta quarta-feira (11), diante do Internacional, às 19h, na Arena MRV, precisando vencer pelo Brasileirão.

O Galo me adoece!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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