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Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e conquista o tri carioca

O Maracanã voltou a ser palco de mais um Fla-Flu. Na noite deste domingo (8), o clássico terminou sem gols no tempo regulamentar, e acabou decidido nos pênaltis. Nas cobranças, brilhou a estrela de Agustín Rossi, que defendeu duas batidas e garantiu a vitória rubro-negra por 5 a 4, selando o 40º título estadual do clube e o tricampeonato consecutivo do Campeonato Carioca.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Sobre o jogo

A final também marcou o início de uma nova era. Recém-chegado, o técnico português Leonardo Jardim fez sua estreia no comando do Rubro-Negro. Ainda assim, muito do que se viu em campo lembrava o trabalho do antecessor, Filipe Luís, demitido dias antes. Não por acaso: em poucos dias, não haveria tempo para mudanças profundas. A arquibancada, inclusive, deixou claro que a história recente ainda está viva, uma bandeira com o rosto do ex-treinador apareceu na arquibancada.

Dentro de campo, o clássico começou com a tensão típica de uma final em jogo único. As duas equipes se estudaram bastante e as disputas se concentraram no meio-campo. O Flamengo teve mais posse de bola e tentou controlar o ritmo, mas encontrou um adversário bem postado defensivamente. As oportunidades foram raras no primeiro tempo, e a melhor delas saiu dos pés de Pedro, que finalizou para defesa tranquila de Fábio.

Na volta do intervalo, o jogo ganhou um pouco mais de ritmo. Logo nos primeiros minutos, o Fluminense chegou com perigo em finalização de Lucho Acosta, obrigando Rossi a fazer grande defesa e manter o placar zerado. A equipe tricolor passou a pressionar mais, adiantando a marcação e rondando a área rubro-negra, enquanto o Flamengo tentava responder em transições rápidas.

Com o clássico cada vez mais físico e disputado, Leonardo Jardim começou a mexer no time. Lucas Paquetá e Everton Cebolinha entraram para dar novo fôlego ao ataque, enquanto Giorgian De Arrascaeta e Pedro acabaram substituídos na reta final. Mesmo assim, as chances claras seguiram escassas. A final ficou cada vez mais nervosa, com muitas disputas e poucas brechas até o apito final confirmar o inevitável: a decisão seria nos pênaltis.

Nas cobranças, o drama tomou conta do Maracanã. Jorginho abriu a série convertendo para o Flamengo, assim como Ganso para o Fluminense. O roteiro parecia equilibrado até que Luiz Araújo teve sua cobrança defendida por Fábio, colocando o rival em vantagem momentânea. A resposta rubro-negra veio com Everton Cebolinha, que manteve o time vivo.

Foi então que Rossi assumiu o protagonismo da noite. O goleiro argentino defendeu a cobrança de Guga e recolocou o Flamengo na disputa. Na sequência, Léo Pereira e Lucas Paquetá converteram suas batidas, levando a disputa às alternadas. Ali, Léo Ortiz marcou para o Rubro-Negro e, logo depois, Rossi apareceu novamente para parar a cobrança de Otávio; defesa que selou o título e transformou o goleiro no grande herói da noite.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Com a vitória, o Flamengo chega ao seu 40º título do Campeonato Carioca, ampliando ainda mais a vantagem como maior campeão do estado. O troféu também marca o sétimo tricampeonato rubro-negro na história da competição, após as conquistas de 2024 e 2025.

Em um início de temporada marcado por frustrações, como as derrotas na Supercopa e na Recopa, o Carioca surge como um respiro. Não resolve todos os problemas, mas devolve ao clube o gosto de levantar uma taça. E, para o torcedor rubro-negro que lotou o Maracanã, isso já foi motivo suficiente para transformar mais uma noite de clássico em festa. 

Próximo jogo

Respira e vira a chave! Não temos tempo a perder, o Flamengo já volta a campo nesta quarta-feira (11), mais uma vez no Maracanã, para enfrentar o Cruzeiro pela quinta rodada do Brasileirão. 

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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