Todos os caminhos me levam ao Mineirão  


“Amanhã, dia da mulher, gostaria de pedir de presente meu time CAMpeão”

Já falei várias vezes e não canso de repetir o tanto que um clássico mineiro mexe com a cidade. As ruas de Belo Horizonte possuem um aroma diferente, o centro da cidade é tomado pelas duas cores e em qualquer lugar que você passar, vai escutar alguém comentando sobre, seja do bar até a porta de uma igreja.

Foto: Pedro Souza/Atlético

O sentimento é que a semana custou a passar e todos os dias tiveram mais que 24 horas, o coração acelerado e o estômago ruim aumentaram a cada dia e o pensamento é um só, seguir à risca o hino de “vencer, vencer e vencer”.

Apesar dessa sensação iminente de morte, é inenarrável assistir uma final entre Galo x Cruzeiro, principalmente a deste domingo (8), no Gigante da Pampulha e com a volta das duas torcidas no estádio, e dessa vez sendo 50% para cada lado. A partida será iniciada às 18h e tenho comigo que será uma grande festa do início ao fim. 

De um lado, temos o Gigantesco das Alterosas em busca de manter a hegemonia, conquistar o hepta e continuar cantando de Galo em alto e bom tom. Do outro, temos os caras de azul que não conquistam esta taça desde 2019 e, parafraseando um torcedor deles mesmo “estão com carência de título”, ainda buscam não deixar o Galo seguir mandando e desmandando na cidade.

Sabendo da importância deste clássico, o time alvinegro iniciou a sua preparação na terça-feira (3), com a reapresentação do elenco. Neste primeiro dia de treino houve atividades em campo e também na academia. Essa preparação teve um sabor ainda mais especial, após recuperação de cirurgia no tendão de Aquiles, o zagueiro Lyanco finalmente foi liberado pelo DM para participar de atividades com o restante do elenco. Essa liberação é de suma importância para a defesa atleticana, que vem sofrendo bastante desde a lesão do pitbull atleticano.

As atividades continuaram no restante da semana, sendo a preparação finalizada neste sábado (7), tudo pronto para o grande clássico, que abençoado seja o Clube Atlético Mineiro. 

Diante de tudo isso, a provável escalação atleticana deverá ser a seguinte: Everson; Ángelo Preciado (Mamady Cissé), Ruan Tressoldi, Junior Alonso e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon, Victor Hugo (Mateo Cassierra) e Gustavo Scarpa (Alan Minda); Reinier (Dudu) e Hulk.

Se o clássico já carrega um sentimento de jogo a parte onde não importa a fase nem elenco de cada um, imagina esse confronto em final única e valendo muito mais que um título.

No fundo todo mundo sabe que o campeonato mineiro não é um “rural” qualquer, a conquista desse título impõe quem manda na cidade, expõe aos 4 cantos que o seu rival é inferior a você e que todo aquele território tem nome, sobrenome e cores.

Como de costume, teremos mais uma grande festa da torcida alvinegra com mosaicos, TNT, balões e afins durante todo o jogo, além do gogó sendo forçado durante todos os minutos de bola rolando, com todo mundo passando a semana sem voz. 

Esperamos que o time corresponda dentro de campo e que entreguem raça, focados durante os 90’, aproveitando as chances criadas e sem deixar espaços para o adversário respirar em campo. Domingo de clássico é dia de manter a superstição, repetir a roupa do último confronto, assistir no mesmo local com as mesmas pessoas, seguir tudo à risca para não dar margem para erro.

Em dia de jogo do Galo, até o céu se recusa a ser azul. “Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o Atleticano torce contra o vento”, quando a Thaís me perguntou qual era a minha expectativa para esse jogo, eu gostaria de dizer que estava super tranquila e que acreditava que seria fácil. Mas qualquer torcedor sabe que não existe jogo fácil, ainda mais quando se trata de uma final onde os dois times tem uma rivalidade histórica. 

Eu só posso pedir que o Everson esteja nos seus melhores dias e que sejamos cobertos de belas defesas. Ao nosso atacante e ídolo Hulk, só posso dizer que faça valer a paternidade, afinal o nosso adversário de domingo, é uma das suas maiores vítimas.

Querido treinador Eduardo Domínguez, você nem chegou direito e já pegou uma pedreira pela frente, professor espero que você já tenha pegado o espírito do clássico mineiro e entenda a importância que é continuar a hegemonia. Torcida da qual eu faço parte e sou tão fanática e pra muitos até um pouco clubista, que possamos fazer a nossa parte nas arquibancadas. Amanhã é guerra, é dia de cantar até a garganta sangrar e fazer ecoar em todos os cantos a força da massa atleticana. 

Vocês dizem que acabou. Eu digo que nada mudou! Avante meu Galo, mostra a sua força e a sua tradição. A massa nunca luta sozinha!

Por Elluh Ferreira e Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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