Remo vira no Parque do Bacurau e encara críticas da torcida


Leão sai atrás, reage, vence por 3×2 e ainda vê pressão sobre o técnico

Neste domingo (22), em Cametá,  no Estádio Parque do Bacurau, o Remo fez um jogo dramático pela semifinal do Campeonato Paraense 2026. A equipe azulina saiu atrás no placar, sofreu com erros e viu a torcida insatisfeita com a condução tática da equipe, mas conseguiu uma virada emocionante por 3×2 nos momentos finais da partida. 

Samara Miranda 

O jogo começou com um lance bizarro que favoreceu o Cametá: já no acréscimo do primeiro tempo, o zagueiro Kayky, do Remo, tentou um recuo de bola para o goleiro Marcelo Rangel, mas acabou se atrapalhando e marcando gol contra, dando a vantagem de 1 a 0 aos donos da casa. Antes disso, o Leão havia perdido um pênalti com Yago Pikachu, cuja cobrança foi defendida pelo goleiro do Cametá. 

No segundo tempo, pressionado, o Remo voltou com outra postura ofensiva. Aos 22 minutos, Carlinhos recebeu bom cruzamento e empurrou a bola para as redes, igualando o marcador e reacendendo a esperança azulina na partida. 

Entretanto, o Cametá não se entregou fácil. Mostrando força no ataque e aproveitando o fator casa, voltou à frente do placar antes que a torcida remista respirasse aliviada. 

Samara Miranda 

A partida caminhava para um final dramático quando, nos minutos finais do segundo tempo, o meio-campista Patrick de Paula brilhou. Com frieza e técnica, ele marcou o gol que completou a virada épica do Remo, garantindo a vitória por 3×2 e a classificação para a decisão do estadual. 

Apesar da alegria pela classificação, a torcida remista demonstrou insatisfação com o desempenho tático do técnico Juan Carlos Osório em vários momentos da partida. Muitos torcedores criticaram a postura defensiva da equipe no primeiro tempo e as escolhas de substituições, especialmente após o gol contra e o pênalti perdido, que contribuíram para o Remo ir atrás do resultado. 

Nas arquibancadas, era visível a tensão de uma torcida que esperava mais organização, e não apenas garra para buscar o resultado. Nas redes sociais e cânticos no estádio, houve manifestação de clamor por ajustes na parte técnica, com parte dos apoiadores pedindo mais ousadia e melhores leituras de jogo nas próximas decisões.

Em resumo, a partida foi marcada por lances imprevisíveis, como o gol contra e o pênalti perdido,  e por uma reação heróica, que colocam o Remo na final do Parazão, mas também levantam questionamentos sobre a forma como a equipe tem sido comandada em jogos decisivos.

Por Lorena Almeida 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo. 


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