Missão cumprida


Internacional supera o medo do Z4, vence Bragantino e garante a sobrevivência na Série A

O Sport Club Internacional conseguiu, no último suspiro do Campeonato Brasileiro, escrever o desfecho que sua história exige: a permanência na Série A. Em uma tarde de domingo (7) que ficou marcada pela tensão e pela explosão de alívio no Beira Rio, o Colorado bateu o Red Bull Bragantino por 3 a 1 e, com uma combinação favorável de resultados, respirou fora da zona de rebaixamento.

Imagem: Ricardo Duarte/Internacional

A partida não valia apenas três pontos; valia a honra, a história e o futuro financeiro do clube. A equipe gaúcha entrou em campo na 18ª posição, sabendo que dependia única e exclusivamente de uma vitória, além de secar seus rivais diretos, como Ceará, Vitória e Fortaleza. A atmosfera era eletrizante, com mais de 40 mil colorados transformando o estádio em uma fortaleza de incentivo.

Os primeiros 45 minutos refletiram o peso da responsabilidade sobre os ombros dos jogadores. O Internacional, sob o comando do técnico interino (ou já efetivado), tentava pressionar a saída de bola do Bragantino, que jogava de forma descompromissada, mas com a qualidade técnica que lhe é peculiar.

O time da casa sentia a pressão. As jogadas de ataque saíam desconexas e a precisão nos passes, crucial para quebrar a defesa adversária, falhava repetidamente. O Bragantino, por sua vez, apostava em transições rápidas e utilizava a velocidade de seus pontas para ameaçar o goleiro Sergio Rochet. Alan Rodriguez teve a chance mais clara do Inter aos 25 minutos, mas seu chute de fora da área passou raspando a trave de Cleiton.

Apesar da garra dos jogadores, o placar não se alterou, e o 0 a 0 ao intervalo intensificou a agonia dos torcedores, que acompanhavam os resultados de campo nos telões.

O vestiário do Internacional foi, certamente, um palco de discursos motivacionais, e a equipe retornou para a etapa final com uma postura totalmente diferente: mais agressiva e determinada.

Aos 5 minutos do segundo tempo, o Beira Rio explodiu em um grito de alívio que parecia preso na garganta há semanas. Em uma cobrança de escanteio perfeita, o zagueiro argentino Gabriel Mercado se desvencilhou da marcação na pequena área e testou com força para o fundo das redes. O gol do defensor, um dos mais experientes do elenco, era o empurrão psicológico que o time precisava.

Com o placar aberto, a pressão do Inter se manteve. O time ganhou confiança e começou a encontrar espaços na defesa do Bragantino, que não conseguia mais administrar a velocidade do meio-campo colorado.

Aos 33 minutos, o lance capital. Após uma jogada individual de Alan Patrick dentro da área, o atacante foi derrubado. O árbitro não hesitou e marcou a penalidade máxima. Coube ao capitão Alan Patrick a responsabilidade da cobrança. O camisa 10, com sua frieza característica, deslocou o goleiro Cleiton e marcou o segundo gol, o mais importante da temporada, que colocava o Internacional em uma posição confortável nos resultados paralelos e dava um respiro de quase certeza de permanência.

Aos 37 minutos, o golpe final. Em um contra-ataque letal, com o Bragantino lançado ao ataque, a bola chegou nos pés do colombiano Johan Carbonero, que entrou no decorrer da partida. Carbonero demonstrou fôlego e velocidade impressionantes, disparou em direção à área e finalizou com precisão, um chute rasteiro e forte que selou o 3 a 0.

O Bragantino ainda descontou com um belo chute de Jhon Jhon aos 44 minutos, mas o gol era puramente estatístico e não tirava a alegria da torcida, que já fazia a festa nas arquibancadas.

Com a vitória por 3 a 1, o Internacional somou 44 pontos, ultrapassando seus rivais diretos na tabela. A confirmação da permanência foi celebrada em dobro após os resultados dos outros jogos, que decretaram o rebaixamento de outras equipes.

O alívio é a palavra que define o sentimento no Beira-Rio. O clube encerra uma das temporadas mais tensas de sua história recente, garantindo a manutenção na Série A e evitando um desastre esportivo e financeiro. A torcida, que sofreu até o último minuto, pôde, finalmente, soltar o grito de “Ficamos!” e agora exige um planejamento mais robusto para 2026, para que o Gigante não precise passar por esse drama novamente.

Por Larissa Ferreira

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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