Brabas vencem o São Paulo por 2 a 1 e levam vantagem para o jogo da volta na Neo Química Arena
Neste sábado (22), na Arena Barueri, o Corinthians fez valer sua camisa pesada e venceu o São Paulo por 2 a 1 no jogo de ida da semifinal do Paulistão Feminino. Em um clássico pegado, tenso e cheio de alternâncias, foi a estrela de Jhonson, com dois gols, e a frieza de Lelê, com uma defesa monumental de pênalti, que colocaram as Brabas um passo mais perto da final.

O Corinthians começou o Majestoso com personalidade, ocupando mais o campo ofensivo e acelerando sempre que recuperava a bola. A recompensa veio cedo: aos 11 minutos, Jhonson atacou o espaço com inteligência, ganhou no corpo, e finalizou com frieza no cantinho, sem chances para Carlinha. Era o Timão mostrando quem manda no clássico.
O São Paulo cresceu na reta final da primeira etapa e empatou aos 44’ com Crivelari. Todavia, o momento decisivo veio logo depois: pênalti para o rival, clima pesadíssimo, e a chance real de virar o jogo. Karla Alves foi para a cobrança e Lelê, gigante como sempre, voou no canto certo e evitou o balde de água fria, mantendo o placar igual e segurando o Corinthians no jogo. Foi o tipo de defesa que mudou o rumo de um clássico.
No segundo tempo, o jogo ficou mais equilibrado, com as duas goleiras brilhando. Carlinha segurou boas chegadas das Brabas, enquanto Lelê seguia firme lá atrás. No entanto, quem tem Jhonson tem diferença. Aos 37’ da etapa final, após jogada insistente de Duda Sampaio, a bola sobrou e ela, a camisa 40, apareceu de novo. A atacante dominou, ajeitou e mandou para a rede, dando ao Corinthians a vitória e a vantagem merecida para o jogo de volta.
Foi um Majestoso de estrela, de maturidade e de camisa. O Corinthians jogou com seriedade, soube sofrer, soube reagir e mostrou novamente que, em jogo grande, sempre aparece alguém para decidir.
Agora, o segundo capítulo vem na quinta-feira, dia 4, na Neo Química Arena. Vantagem é nossa e em casa a história é outra. O Corinthians chega forte, confiante e com as Brabas iluminadas.
Porque a semifinal é isso: talento, coragem e gente que cresce quando o jogo aperta. E isso, temos de sobra.
Vai, Corinthians!
Por Roanna Marques
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