Juventude empata com o Grêmio jogando em Caxias do Sul
Na tarde desta quarta-feira (13), as Esmeraldas receberam as Mosqueteiras no Complexo do Sesi, em Caxias do Sul, em jogo atrasado válido pela primeira rodada do Gauchão. Apesar do susto de levar um gol antes dos primeiros 10 minutos de jogo, o empate em 1×1 foi um resultado melhor para o estreante Juventude do que para o Grêmio, que buscava a liderança da tabela em seu segundo jogo.

O jogo
Primeiro tempo
Pelos primeiros quatro minutos de jogo, as Gurias do Ju se mostraram bastante agressivas, pressionando as adversárias com vontade. Mesmo assim, o Grêmio estava bem organizado e aos seis minutos já chegou mais forte. Giovaninha finalizou forte pela esquerda, mas Renata estava preparada para operar milagres no lance e defendeu permitindo rebote. Yamila Rodriguez aproveitou e largou outra bucha para que a arqueira verde mostrasse o quão talentosa é, mandando para a linha de fundo no susto.
Camila Pini, jogadora que se sobressai em clássicos regionais, cobrou o escanteio direto na área para que a defensora gremista Karol Arcanjo subisse sozinha e finalizasse direto nas redes alviverdes. Qualquer torcedor jaconero sentiu o baque de levar um gol tão no início, mas a abertura de placar em nada afetou as Esmeraldas. Focadas, devolveram a bola ao centro do campo prontas para recomeçar como se estivesse 0x0. Eu gosto assim.
Sem se abalar, o Ju seguiu atacando nos erros das adversárias e forçando a bola com sua artilharia de ataque, principalmente, com Dani Silva e Dani Ortolan. Ambas conseguiam chegar na área gremista, mas muitas vezes faltou capricho e força na hora de finalizar. Atrás no placar, elas buscavam o empate, sabendo que perder o primeiro jogo já as colocaria muito atrás na briga pelo título. Somar pontos era imprescindível e elas tinham total noção disso.
A pressão na saída de bola tricolor se tornou uma regra e, 10 minutos depois de levar o primeiro, a craque Dani Ortolan estava no lugar certo e na hora certa. Depois de uma defesa tranquila, a goleira alviverde lançou um balão direto para o campo de ataque. As defensoras gremistas tentaram afastar, mas a bola acabou nos pés de uma das meias jaconeras. Mais um lançamento deixou a pelota com Teté, que invadiu a área marcada por duas e acabou finalizando nas mãos de Raíssa. E é aí que a mágica começa a acontecer.
Atacante não necessariamente precisa saber voltar para marcar, mesmo no futebol atual onde todos devem saber fazer tudo. Entretanto, atacante obrigatoriamente precisa saber marcar a saída de bola – e a minha centroavante sabe. Ortolan se afastou sem tirar os olhos das duas jogadoras tricolores que seguiam na área esperando o passe de sua goleira. Raíssa optou por jogar a bola longe, mas Dani já mostrava estar ocupando espaços para dificultar qualquer escolha diferente.
Ataque frustrado do Grêmio, domínio imprudente do Ju e bola pela linha de lado. Escanteio cobrado com pressa para trás e uma Dani Ortolan que saiu da linha intermediária pelo canto esquerdo para aparecer marcando Karol Arcanjo no momento em que ela ensaiava o que fazer a partir dali. Karol não teve escolha, pois a camisa 99 do Ju encanta a gorduchinha como poucas.
Antes da zagueira gremista ter domínio do passe, Dani já preparou o drible e passou a bola pelo meio das pernas da adversária, saindo sozinha na frente do gol. As demais defensoras não tiveram tempo de voltar para reagir. Ainda sem muito equilíbrio, Ortolan finalizou com a perna direita no cantinho esquerdo do gol de Raíssa, que agarrou o ar e caiu vendo as redes balançarem para a minha craque. 1×1 e uma aula de como ocupar espaços com a mestre Dani Ortolan.
O resto do primeiro tempo foi marcado por apenas uma grande chance de virar para cada lado. Giovaninha mandou por cima do gol para o Grêmio e Rayane Pires finalizou para uma defesa em dois tempos para o Juventude. Fim de uma primeira etapa que acabou bastante faltosa, tudo igual.
Segundo tempo
Logo no primeiro lance do segundo tempo, Camila Pini cobrou uma falta na área e Renata salvou praticamente em cima da linha. Aos dois minutos, a meio campista jaconera Karol mandou uma bola na área que quase invadiu as redes gremistas com a ajuda da zagueira tricolor Tayla. Raíssa precisou mergulhar para pegar a bola no cantinho.
O meio de campo seguia faltoso e o jogo aéreo parecia estar mais do lado do Juventude agora, mas nada que rendesse frutos. Enquanto isso, a bola ao chão ia favorecendo as Gurias do Grêmio, que partiam intensamente até a área jaconera em qualquer oportunidade. Aos cinco minutos, Renata precisou deixar a grande área para chutar a pelota para longe e recebeu um encontrão de uma das adversárias.
Aos 9’, Dani Ortolan estava se sentindo inspirada novamente e tentou uma bicicleta, sabendo que os ares estavam soprando para o nosso lado. A centroavante foi travada por uma das defensoras do Grêmio, se foi ao chão e por lá ficou até precisar ser substituída. A atacante Kamile Loirão entrou em seu lugar. Em casa, já comecei a esbravejar a possível lesão de nossa melhor jogadora, mas já sabemos que tudo que aconteceu foi um corte no supercílio e a nossa 99 já está bem.
Seguindo o jogo, o Juventude decidiu que, na área de defesa, o Grêmio não pisaria mais com facilidade. A pressão era tanta que um novo lance de perigo só aconteceu novamente aos 24 minutos, quando Giovaninha cabeceou uma bola na trave.
À medida que os times já sabiam o que trazia incômodo às adversárias, o jogo foi ficando um pouco mais feio. O Grêmio forçava bolas para fora raspando nas Jaconeras, bem como pressionava até sofrer faltas para aproveitar de bolas paradas com a cobrança magistral de Camila Pini. Do outro lado, o Juventude se aproveitava de suas jogadoras de lado para criar jogadas longe do meio reforçado tricolor.
Jogo feio, chato, truncado, com muitas faltas e quase nenhuma menção de um segundo gol para ambas as equipes. A pintura do empate que seria uma vitória para o Ju e uma derrota para o Grêmio, já que elas perderiam a chance de ocupar a primeira posição da tabela. Dito e feito.

Kamile Loirão até tentou a virada em jogadas individuais, mostrando que é uma boa alternativa para quando Dani Ortolan estiver cansada ou muito bem marcada, mas a finalização ainda não chegou a ser perfeita. Pelo Grêmio, a jogada aérea voltou a aparecer, mas só pra acabar ou nas mãos de Renata, ou na linha de fundo.
O resultado mostra um Juventude que sabe ler as adversárias e trabalhar anulando seus pontos fortes, o que vai ajudar muito ao encontrar um EC Flamengo faminto por gol nas Castanheiras. A ideia esse ano é, sim, ser o melhor time do interior, mas, principalmente, que o Papão sem ferramentas para ser o melhor time do estado. Claro, a dupla Gre-Nal tem dominância, mas nada que as Esmeraldas não possam brecar. Um dos “grandes” da capital já nos visitou e não saiu com os 3 pontos, falta o outro.
Difícil? Sim. Mesmo assim, o que não é difícil para nós? A resiliência corre no nosso sangue esmeralda e não é agora que isso vai mudar. O grupo se mostrou confiante, pronto para a batalha e pouco abatido com as investidas das adversárias e é assim que tem que ser. Como disse a propaganda mostrando o quanto nós estamos crescendo: pelo nosso verde e pelas listras verticais, desistir jamais!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.
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