Despedida amarga para John Arias


Último jogo do Arias com camisa tricolor é marcado com derrota no Maracanã

Saudações Tricolores!

O clima que era para ser festivo, marcando o primeiro jogo em casa pós Mundial, se transformou em decepção. Nesta quinta-feira (17), o Fluminense recebeu o Cruzeiro e foi derrotado por 2 a 0, com gols de Fabrício Bruno e Kaio Jorge.

Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense F.C

O primeiro tempo do Fluminense foi completamente patético, do início ao fim. A forte marcação mineira dificultou qualquer chance de criação do Tricolor, que não conseguia fazer uma sequência de passes direta. A primeira chance criada pela equipe foi aos 15’, mas Germán Cano, que não faz um jogo decente há um tempo, isolou a bola.

A defesa dos cariocas dava muita liberdade para o adversário, permitindo que os mineiros trocassem passes tranquilamente na área ofensiva. Aos 29’, Matheus Pereira bateu o escanteio e Fabrício Bruno, sozinho, cabeceou para balançar as redes do Maracanã. Na área, sete jogadores do Fluminense apenas assistiram o zagueiro fazer o gol, sem marcá-lo.

Cinco minutos depois, outro gol. Fuentes perdeu a bola no campo ofensivo, gerando contra-ataque para o adversário. Kaio Jorge superou a marcação de Freytes e ampliou a vantagem para a Raposa. 

O time, que parece que deixou seu futebol nos Estados Unidos, estava sendo dominado em casa. Os jogadores estavam mal coletivamente e individualmente. Soteldo, a grande contratação para o Mundial que jogou menos de 45 minutos no torneio, teve a proeza de perder todos os duelos individuais; Freytes falhou nos gols; Fuentes errou muito; Martinelli nulo; Nonato apagado.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Na volta do intervalo, o Cruzeiro procurou controlar o ritmo da partida e, com isso, o Tricolor encontrou espaços para chegar na área do Cabuloso e criar lances de perigo. 

A primeira grande defesa do Cássio foi aos 15’. Após o belo chute de Fuentes, o goleiro espalmou, mas não tinha ninguém para o rebote. 

O jogo era frequentemente interrompido, tanto por conta da cera do time visitante quanto pela incompetência do juiz. Sem critério, o fraquíssimo Rafael Rodrigo Klein marcava faltas inexistentes para os mineiros e ignorava vantagens a nosso favor. 

Aos 29’, Thiago Silva chutou para o gol adversário, mas a bola parou no travessão. Com a equipe embalada, o goleiro da Raposa é exigido novamente após um chutaço de Hércules, um minuto depois. Aos 39’, Lima cabeceou na área, mas o travessão impediu o gol tricolor, de novo. 

O Fluminense teve uma melhora significativa na segunda etapa e merecia o gol, mas a incompetência dos jogadores impediu que isso acontecesse.

A partir de agora, seguiremos a temporada sem o nosso camisa 21. O presidente vendeu o melhor jogador do elenco por um preço patético para que ele realizasse seu sonho de jogar a Premier League. O colombiano, que só se tornou o jogador que é por conta do Fluminense, conseguiu o que tanto desejava: jogar o Campeonato Inglês, mesmo que seja em um time que vem lutando na parte de baixo da tabela nos últimos anos.

Apesar da saída polêmica, Arias se despede do clube após conquistar o bicampeonato Carioca, a Libertadores e a Recopa. A torcida tricolor agradece sua passagem e deseja sucesso em sua nova trajetória. 

O Fluminense entra em campo no próximo domingo (20), para enfrentar o Flamengo, no Maracanã. Os torcedores esperam que o time honre a camisa e vença o nosso maior rival para voltar a sonhar com o G4. 

Por Camila Souza 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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