Fora de casa, o Internacional finalmente reencontrou a vitória no Campeonato Brasileiro, coincidência ou não, quando velhos líderes fracassados saíram de campo

Em Bragança Paulista, o Colorado entrou em campo na noite deste domingo (5), contra a equipe do Red Bull Bragantino no Estádio Nabi Abi Chedid.
No “confronto dos desesperados”, logo no apito inicial o presságio de mais um filme de terror para o torcedor Colorado. Com menos de um minuto em campo, Daniel já havia trabalhado duas vezes enquanto a zaga fingia que nem estava em campo ainda.
A primeira etapa foi pior que briga de foice, faltou futebol, sincronia, tempo de bola, organização, comunicação… Assistir aos primeiros 45 minutos torcendo para o Internacional pode estar na lista de torturas lícitas, um absoluto terror em que o Inter saiu ileso graças as traves e ao Daniel que deve ter chamado por misericórdia em diversas oportunidades.
Na segunda etapa, o time subiu minimamente o nível, mas não por muito esforço, foi justamente por não ter como piorar.

Na segunda etapa, o Internacional até conseguiu chegar aos ataque, coisa que mal aconteceu nos 45 minutos iniciais. Começou ameaçando em uma cobrança de escanteio aos 2 minutos.
Mesmo melhorando um pouco, o time sangrou até conseguir boas oportunidades de agredir o adversário e chegar à frente. Foi somente com a troca do camisa 13, Rodrigo Dourado, que mais uma vez se arrastou em campo fazendo uma partida deficiente e deplorável, pela entrada de Carlos De Pena, que o time cresceu.
O camisa 14 mais uma vez se mostrou fundamental no time de Mano Menezes, que o deixou no banco por opção técnica, ainda sem uma justificativa plausível, mas que deu tempo de corrigir a absurda cagada de sua escolha.
Aos 37’, Mano sacou o camisa 10 Alan Patrick para a entrada de Taison, que não trouxe acréscimo para a partida. Talvez falte algum pagamento na conta do capitão, que só aparece para dar explicações quando lhe convém… seguimos aguardando que o mesmo jogue futebol.
Já vendo mais um empate desastroso se aproximando, Mano optou pela base. Maurício e Johnny entraram nos lugares de Wanderson e Edenilson, e olha só quem diria, foi só Edenilson sair de campo que o milagre aconteceu.
Já nos acréscimos, a construção do gol Colorado passou por Carlos De Pena, que enxergou Maurício pronto para servir Johnny. Bola no fundo da rede, para um respiro de alívio Alvirrubro.
Ainda antes do apagar das luzes, uma chegada de Alexandre Alemão gerou um pênalti discutível para o Colorado. Com a bola debaixo do braço e com autoridade, De Pena partiu para a marca da bola e depois para o abraço, não deu chances ao goleiro Cleiton e ampliou o placar.
A vitória trouxe um respiro de alívio ao torcedor, que viveu uma semana de purgatório com tanta informação desencontrada, com tanta palestra de jogador e dedos apontados para todos os lados, enquanto o dinheiro na conta cobra caro e o futebol segue inexistente.
O jogo e a forma como o resultado aconteceu são sintomáticos. Enquanto o Internacional segue agarrado e refém de jogadores como Moisés, Dourado, Edenilson e Taison, que se tornou uma decepção dolorosa para a torcida, o time seguirá sangrando e rumo para nada.
Por Jéssica Salini
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