Botafogo perde para o Palmeiras por 2 a 1 e segue na zona de rebaixamento
O Botafogo enfrentou o Palmeiras nesta quarta-feira (18), no estádio Allianz Parque, às 19h, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O alvinegro apresentou melhora no desempenho, mas saiu derrotado por 2 a 1. O gol do Botafogo foi marcado por Danilo.

Lei de Murphy: se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.
Como em uma roda de azar infinito, o Botafogo provou, mais uma vez, que o ruim pode sempre piorar.
O fundo do poço deixou de ser um medo e passou a ser uma esperança, porque talvez ele signifique o produto final dessa agonia. Até porque, são tantas notícias ruins que comecei a desconfiar que talvez ele não exista e seja apenas uma projeção dos nossos medos. É sempre uma após a outra!
Sei que entramos nesse papo melancólico, mas ultimamente tenho achado que o meu clube e a falta de sorte se interligam.
Apesar da mudança de postura, ainda sim saímos no revés. Olha, o negócio tá feio!
DE OLHO NA PARTIDA
O Botafogo começou a partida bem mais atento se comparado aos últimos jogos da equipe. Tentava se impor e chegar com perigo através de Matheus Martins.
Apesar da expressiva melhora, entramos em um ponto de vista muito válido para analisar o que vem em seguida.
Se a confiança protagoniza momentos históricos no futebol, a falta dela provoca muitos finais tristes.
Com dificuldade para concluir as jogadas de maneira eficiente, o Botafogo, em uma falta de atenção após o cruzamento de Arias, deixou espaço para o chute de Andreas Pereira, que acabou desviando em Allan e ajudou a enganar o goleiro Raul.
A partir desse momento, o Botafogo era cabeça quente e muito nervosismo. Passes errados, espaços para o contra-ataque alviverde e faltas desnecessárias foram o “carro-chefe” do alvinegro após o gol.
Se a situação já estava totalmente desfavorável, a expulsão de Medina aos 43 minutos do primeiro tempo só evidenciou o despreparo emocional do alvinegro na partida.
No segundo tempo, diferente do que se esperava com um jogador a menos, o Botafogo tentava propor o jogo e ensaiava uma pressão na equipe mandante.
Mas como já é de praxe e eu me iludo porque quero, o Palmeiras aproveita o vacilo do zagueiro Bastos na saída de área e Jhon Arias amplia para o time da casa.
Eu fiz questão de frisar a mudança de postura da equipe por um motivo simples: não houve desistência. O Botafogo continuava tentando.
Em uma tabela de Danilo e Matheus Martins, o volante aproveitou o vacilo da defesa adversária e fez o gol que ainda deixava um pouco de esperança.
Embora o desempenho tenha deixado com um gostinho de quero mais, não foi o suficiente para evitar a derrota.
Palmeiras 2, Botafogo 1.
SOCORRO, DEUS!
Eu sempre reforço sobre o lado cheio do copo. Insisto muito nas análises de diferentes formatos e panoramas. Mas, hoje, o amargo da tristeza talvez me impeça de ser tão resiliente assim.
Os dias não têm sido fáceis para nós, botafoguenses. Temos vivido na esperança de um amanhecer que nunca vem, de explicações que nunca são desenvolvidas.
Tem sido desafiador.
Como torcedora, talvez colocar a culpa no técnico seja mais prudente nesse momento. E sim, acho que ele tem uma parcela de culpa grande, uma vez que um treinador é o principal combustível de confiança de um elenco.
Apesar de pensar que Martín Anselmi e seus jogadores não darão bons frutos à longo prazo, ainda temo que seja tudo muito mais além do que uma substituição no comando.
Agora, assim como uma loteria que te garante a dualidade das emoções, sigo repousando com meu azar. Por isso, vou atrás da sorte. E se ela estiver escondida em críticas a jogadores e ao comandante à beira do gramado, me lançarei a essa realidade.
Na esperança que algo mude, que um futuro melhor nos aguarde.
PRÓXIMA PARTIDA
O Botafogo volta a campo no sábado (21), contra o Bragantino, no Estádio Municipal Cícero De Souza Marques, em Bragança Paulista, às 16h, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
Vamos Juntos, Fogo! Sempre! Apesar dos pesares!
Por Julia Aveiro
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