Lei do ex em sua mais pura essência 


Em duelo Pedro Rocha x Alef Manga, venceu quem tinha aura

Aura. Significado: usado como gíria para “estilo, presença marcante ou confiança elegante”.

O duelo entre Coritiba e Remo, realizado neste domingo (15), pela sexta rodada do Brasileirão – série A, carregava uma história a mais do que a luta pela vitória: era o reencontro entre dois atletas com passagens marcantes por suas ex-equipes.

De um lado, Pedro Rocha, artilheiro da série B em 2025 pelo time paraense, além de um dos grandes responsáveis pelo acesso remista após um longo período sem disputar uma série A. De outro, Alef Manga – ou “Mangabet”, para os íntimos. Um jogador que, de certa forma, fez história pelo Coxa, com seus gols importantes e uma relação de amor e ódio com a torcida. Toda aquela idolatria construída se rompia após ser descoberto o esquema de apostas o qual o atleta se envolveu. O amor virou mágoa, e a mágoa foi exposta na partida deste domingo de Couto Pereira lotado.

Foto: X/Coritiba (Pedro Rocha)

Foi só o camisa 11 aparecer no gramado que as vaias e xingamentos ecoaram nas arquibancadas do Major. A resposta? Beijinhos irônicos para o torcedor, aquele que o acolheu e que, por muitas vezes, mesmo estando errado, o defendeu. “Ah, mas queria que ficasse quieto?” A realidade é apenas uma: plantou o que colheu.

Manga até tentou fazer o dele. Chegou a marcar o gol no segundo tempo, mas totalmente impedido (o que chegou a questionar em suas redes sociais, novamente em tom irônico). Falei para alguns amigos remistas: logo logo, serão vocês que o xingarão. E nem coloco em questão a qualidade do atleta, porque sigo achando um bom jogador, participativo e esforçado, mas de nada adianta se o mental segue duvidoso.

Quem ativou a lei que nunca falha (porém, depende), foi ele: Pedro Rocha. O atleta, que foi confirmado pelo Coritiba como primeira contratação para a série A ainda no fim do ano passado, tem se doado em campo e entregue seus golzinhos. Contra o Remo, não poderia ser diferente. Ingratidão? Não vejo assim, mas se ele comemorou o feito contra seu ex-clube, sinal que a AURA está do lado certo.

Foto: JP Pacheco

SHOW DA TORCIDA

Por falar em aura, não podemos deixar de comentar sobre mais uma festa da torcida alviverde. Quase 30 mil pessoas (apesar de achar que tinha mais, hein?) cantando, pulando e comemorando, em uma sintonia absurda. Em campo, víamos um time que jogava orquestrado pelos cantos de “hoje eu vim pro Couto bem mais cedo”. 

A mesma torcida que já tinha dado um show em Itaquera na última quarta-feira, chegando a cantar mais alto que os donos da casa em alguns momentos (um feito para poucos em plena Neo Química Arena), seguiu dando o seu show na bancada, desta vez em casa, onde ainda não tinha pontuado ainda na competição. 

Sabemos das nossas limitações e sabemos que o objetivo principal na temporada é se manter na série A, mas é bom ver um time unido em campo e que defende essa camisa a todo momento. Precisamos de atletas assim, que saibam o real peso da camisa alviverde. Mas, não se enganem. Mesmo felizes com os resultados entregues e o desempenho recente, seguimos de olho, viu, Treecorp? Queremos e EXIGIMOS contratações. 

Uma boa semana de manga azeda pra quem é de manga azeda! SAV!

Por Viviane Mendes, coxa doida de coração.

Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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