Galo precisa reagir no Brasileirão e já faz mais um jogo da vida

Após vice, brigas e boas risadas de cada lance que aparecia, o Galo agora volta a se concentrar no Campeonato Brasileiro e precisa urgentemente vencer o Internacional de Porto Alegre na partida desta quarta-feira (11), às 19h, na nossa casa (Arena MRV).
Com a lesão do prodígio Cissé e a ausência do Maycon, que também está no DM, nosso querido Domínguez terá uma grande dor de cabeça para escalar o meio de campo, já que não temos peças de reposição. Quem diria que ficar dois anos sem trazer o sonhado camisa 5 ia trazer tanto prejuízo assim?! Não dá para não culpar o incompetente e inexperiente Paulo Bracks.
Por conta da expulsão na rodada passada, Natanael também não estará em campo neste duelo — e eu ainda não consegui decidir se sua ausência é desfalque ou motivo de alegria, visto que seu reserva é o Preciado. Com poucos dias de casa, e acredito eu que com grandes arrependimentos de ter entrado nessa barca, o comandante alvinegro encontra uma séria dor de cabeça para escalar os 11 principais, que precisam fazer o “jogo da vida” e sair de campo com os três pontos.
Já que a situação está ruim, o “Barba” poderia testar peças novas no time, bancar algumas pessoas que não estão fazendo nada em campo e ver se dos outros dá para tirar leite de pedra. Queremos passar raiva com peças novas; não temos mais adjetivos carinhosos para os velhos da casa. Gostaria muito de ver um sistema defensivo com Lyanco e Ivan Román, um Cassierra jogando os 90’ e até uma chance para o Tomás Pérez, ou quem sabe o Alan Minda, se o mesmo já tiver descoberto como soltar o freio de mão.
Queria muito acreditar nas fake news de que teremos grandes e badaladas alterações no time nesta rodada, mas é provável vermos os mesmos cansados em campo, com o trio de ataque mais irritante deste mundo. Nossa provável escalação deverá ser:Everson; Preciado (Alan Franco), Ruan, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco (Cuello), Victor Hugo e Gustavo Scarpa; Bernard, Dudu (Reinier) e Hulk.

A verdade é que a torcida ainda acompanha os jogos por amor ao clube, amor ao preto e branco e a esse símbolo que já está cravado na alma. Mas é inegável que estamos desanimados com este clube que não tem gestão; os donos aparecem só na hora boa ou quando têm que dar pitaco em time que nem é o nosso, e o presidente ninguém nunca mais viu — só sabemos que está vivo porque notícia ruim corre rápido.
Estamos largados às traças, mas na esperança de dias melhores, de milagres e de uma luz no fim do túnel. Uma esperança de que um dia voltaremos a nos sentir pertencentes a esse clube novamente, que vamos pegar de volta o que é nosso. É gritante que precisamos de reforços, mas, como não vão vir tão cedo, que os abençoados deste time entrem em campo com raça, com vontade de vencer e entendendo que, para isso, é imprescindível chutar ao gol, colocar o arqueiro adversário para trabalhar.
Estamos cansados de toques para o lado e da bola voltando lá no Everson, mesmo sendo um ataque promissor. Não tem porque tentar um chuveirinho na grande área se nosso ataque é o Dudu e o meio de campo precisa trabalhar. Tem que dar um sangue a mais, fazer “uma para Deus ver”, se virar ao quadrado, mas tem que fazer algo de útil nesse jogo.
Teremos um público pequeno na Arena, mas, no fundo, é isso que os donos querem. Esperamos por dias melhores, por jogos melhores e que venha um triunfo neste duelo para dar uma virada de chave nesse time. Que venha uma nova era do ‘El Barba’ diante do seu povo.
E boa sorte ao comandante, porque ele vai precisar.
Sentimento, amor sincero ao alvinegro!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo