Verdão faz sua parte fora de casa e conquista mais um título estadual
O coisa ruim voltou? O pacto foi renovado? Temos Abel do velho testamento? Ou uma combinação de todas essas opções foram responsáveis pelo título? Não podemos afirmar, mas a verdade é que o aquele Palmeiras brigador e vencedor está dando as caras por aí. O visitante indigesto levou a melhor sobre o time da casa, o Alviverde fez a alegria da torcida que canta e vibra na noite deste domingo (8) e venceu o Novorizontino por 2 a 1 (3 a 1 no agregado), garantindo o vigésimo sétimo caneco do Paulistão.
Nem mesmo a forte chuva que caiu em Novo Horizonte foi capaz de atrapalhar o Verdão a cumprir sua missão. O jogo quase virou pólo aquático, mas a união do time em campo, da estratégia da comissão e da torcida – que empurrou os 90 minutos e mais um pouco – mostrou a força do TODOS SOMOS UM. No apito final, a chuva veio para lavar a alma e trazer a esperança de que a “fase ruim” passou, estamos renovados e prontos para as batalhas da temporada 2026.

O Palmeiras entrou em campo com a vantagem de 1 a 0 conquistada no jogo de ida, porém, como dizem por aí, quem tem um não tem nada. O elenco alviverde entendeu bem esse recado e tratou de partir para cima do time da casa desde os primeiros minutos de bola rolando, não à toa o placar foi aberto aos 5 minutos. Andreas cobrou falta na área, Gómez cabeceou em cima da marcação, Marlon Freitas ficou com rebote e carimbou a trave, e foi aí que Murilo apareceu para mandar de coxa para o fundo das redes. O VAR passou um tempo considerável analisando o lance, só que desta vez não deu para arranjar um impedimento e o gol foi validado.
O Novorizontino tentou responder na sequência, mas foi parado pela defesa de Carlos Miguel e por um impedimento. No entanto, ainda tinha muita água para rolar (literalmente, pois não parava de chover), o time da casa não desistiu e achou seu gol aos 24’, num bate-rebate dentro da área e uma leve frangada do arqueiro palmeirense, que deixou a bola escorregar, facilitando a finalização adversária. Apesar da chuva que encharcou o gramado e atrapalhou bastante o nível técnico, não faltou fortes emoções no primeiro tempo, que terminou com a igualdade no placar, mesmo com as tentativas de ambas equipes de balançar as redes novamente.
A bola mal voltou a rolar na etapa complementar e já teve polêmica: um possível pênalti em Vitor Roque, que não foi marcado pelo juiz. Confesso que não revi o lance, então vou me abster de comentar, até porque se realmente foi pênalti, ainda bem que não nos fez falta!
O gramado (que não era sintético) era só poças de água, foi até gentileza minha dizer que a bola voltou a rolar, porque a situação não era bem essa. Porém, nem o aguaceiro parou o Verdão, que marcou seu segundo gol aos 17 minutos, e sabem como começou o lance? Ahaaam, aquele chutão, aquele lançamento direto que um certo técnico aí criticou. Carlos Miguel cobrou falta lá na frente, Flaco desviou e Jordi saiu bem mal da meta, não alcançou a bola e ainda acertou John Arias. O Tigrinho aproveitou a falha e soltou a carta, balançando as redes com o gol do título.
O restante da segunda etapa teve mais chuva, muitas faltas, polêmica, reclamações e gol do Verdão anulado, porém, após o segundo gol eu só queria que o relógio andasse rápido e chegasse ao fim da partida. Até que após os 45 minutos e mais 7 de acréscimos o apito final confirmou: Palmeiras campeão Paulista de 2026!

A conquista do estadual trouxe importantes marcas para elenco e comissão técnica. Abel chegou ao décimo primeiro título no Verdão, enquanto Gustavo Gómez levantou seu décimo terceiro caneco. Com esses números, técnico e zagueiro se tornaram os maiores campeões da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Além da dupla, outros jogadores alcançaram marcos: Evangelista, Allan, Carlos Miguel, Giay, Luighi, Maurício, Arthur, Aranha e Benedetti conquistaram o primeiro título na carreira; Marlon Freitas e John Arias mal chegaram e já são campeões.
Pior que a situação do gramado, só a situação do Novorizontino, que na “bet do estadual” apostou 1 milhão para ter o Rômulo em campo e não fez a menor diferença. Pareceu eu gastando dinheiro com comida cara e ruim para ficar triste depois.
Óbvio que os rivais tentaram reviver a história do “Paulistinha”, mas a gente entende a dor de cotovelo, afinal, verde é a cor da inveja, e ver o Alviverde no topo incomoda demais. Guardem os secadores (aqueles que não queimaram), e se forem chorar mandem áudio, porque o campeão voltou!
“PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!”
Por Vânia Souza
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo