Caiu de pé no Bernabéu


Benfica luta até o fim, mas é derrotado por 2×1 e se despede da Champions com orgulho

O Benfica está eliminado da Liga dos Campeões. A derrota por 2×1 no Santiago Bernabéu encerrou a caminhada europeia, mas não apagou a entrega e a personalidade que a equipe mostrou em campo. É uma noite dolorosa, daquelas que ficam na garganta, mas também uma noite que reforça o que significa ser Benfica.

A escalação foi: Trubin; Aursnes; Pavlidis; Dédic; Barreiro; Richard Ríos; Schjelderup; Dahl; Rafa Silva; Otamendi e Tomás Araújo. Um time que entrou em campo consciente do tamanho do desafio, da atmosfera pesada fora de casa e da necessidade de competir em altíssimo nível durante os 90 minutos.

Foto: Reprodução

Assim, quando Rafa Silva abriu o placar, logo no primeiro tempo, o coração de todos os benfiquistas explodiu. O gol trouxe esperança real. Não era apenas desejo de torcedor, era o Benfica mostrando que podia, que estava vivo. Por alguns minutos, o impossível pareceu totalmente possível. A equipe jogava com coragem, encarava o adversário de frente e alimentava a crença de que a história poderia ser diferente.

O time lutou até o fim. Correu, pressionou, tentou. Mesmo após sofrer a virada, não baixou a cabeça. Continuou brigando por cada bola, tentando encontrar espaços, buscando o empate que levaria a decisão adiante. Não foi falta de entrega. Não foi falta de vontade. Foi um jogo decidido nos detalhes, contra um adversário forte e em um cenário difícil.

E se dentro de campo houve batalha, nas arquibancadas houve algo ainda maior. A torcida do Benfica deu um espetáculo. Cantou os 90 minutos sem parar, empurrou a equipe do início ao fim e, em vários momentos da partida, não se escutava a torcida do Real Madrid. No Bernabéu, quem se fazia ouvir era o vermelho. Foi uma demonstração absurda de amor e pertença. Dá orgulho. Muito orgulho.

Ser Benfica é isso. É vibrar quando a bola entra, como vibramos com o gol do Rafa. É sofrer quando o resultado não vem. É continuar ali, de pé, cantando até o último segundo. Vitória e derrota fazem parte do futebol, mas o sentimento não muda. Ele permanece.

Foto: Site Oficial do Benfica 

A despedida dói porque essa caminhada foi construída no limite. A classificação para os play-offs veio no último segundo, na raça. Foi conquistada com insistência, crença e coragem, e por isso pesa tanto agora. No entanto, o futebol não espera. A Champions termina aqui, com a cabeça erguida pelo que foi feito, e o foco agora é total na Liga Portugal. Ainda há muito em jogo, e essa mesma raça que nos trouxe até aqui precisa ser combustível para o que vem pela frente

Orgulho em ser Sport Lisboa e Benfica!

Por Clara Bordignon 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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