Na raça, no sofrimento e com a cara do Corinthians. Timão busca empate contra a Portuguesa e garante vaga na semifinal do Campeonato Paulista nos pênaltis
O torcedor que foi ao estádio ou acompanhou pela TV sentiu desde o primeiro minuto: não seria uma noite simples. E quando foi fácil para o Corinthians?
Neste domingo (22), o Corinthians enfrentou a Portuguesa no estádio do Canindé, pelas quartas de final do Paulistão. Após estar perdendo por 1 a 0 durante boa parte da partida, o Timão buscou o empate no fim e levou a decisão para as penalidades, avançando após vencer por 8 a 7.

A partida começou intensa, truncada, com as duas equipes buscando o ataque. Mas foi a Portuguesa quem assustou primeiro: antes mesmo do relógio completar um minuto, Maceió recebeu nas costas de Matheuzinho, deixou o lateral no chão e bateu rasteiro. Ali começava a noite de um dos protagonistas: Hugo Souza espalmou e evitou o pior.
O Corinthians respondeu com personalidade. Gui Negão aproveitou vacilo na saída de bola e arriscou de fora da área, mas mandou por cima. Era um jogo franco — e perigoso. Aos 23 minutos, Renê saiu cara a cara com Hugo, foi derrubado dentro da área e o pênalti foi assinalado. O próprio atacante foi para a cobrança. E aí, mais uma vez, Hugo cresceu. Defesa firme. Explosão da Fiel. O jogo ganhava contornos dramáticos.
Nem tudo funcionava. É preciso dizer: o “chefe” Memphis Depay não viveu sua melhor noite. Teve boa oportunidade após cruzamento de Gui Negão, mas não conseguiu completar. Faltou aquele detalhe que decide jogos grandes.
E como o futebol não perdoa, aos 36 minutos, a defesa corinthiana não conseguiu afastar, a bola sobrou na entrada da área e Zé Vitor bateu forte para abrir o placar: 1 a 0 para a Lusa. Castigo para um Timão que competia, mas pecava na definição.
Na segunda etapa, a Portuguesa controlava mais a posse e dificultava a construção alvinegra. Foi então que o professor Dorival Júnior mexeu na equipe. As substituições deram novo fôlego, aumentaram a intensidade e mudaram o ritmo do jogo. O Corinthians passou a acreditar mais, e quando o Corinthians acredita, a Fiel empurra.
O relógio já marcava 47 minutos do segundo tempo quando a redenção começou a ser escrita. Matheuzinho levantou a bola na área, João Vitor não conseguiu cortar e Vitinho apareceu para encher o pé e empatar. Gol com alma. Gol com suor. Gol para levar a decisão aos pênaltis.

E ali, meus amigos, era território conhecido. Era hora do paredão.
Hugo Souza brilhou mais uma vez, defendendo duas cobranças e confirmando o que já havia mostrado no tempo normal. Pelo lado corinthiano, apenas Rodrigo Garro desperdiçou. O restante foi eficiência, frieza e coração firme.
Classificação garantida.
Agora, o Corinthians encara o Novorizontino na semifinal do Campeonato Paulista no próximo fim de semana. Mais um capítulo de tensão, entrega e esperança.
O Corinthians não desiste. Nunca foi sobre facilidade. Sempre foi sobre resistência.
Foi na raça. Foi com sofrimento. Foi com Hugo.
E a Fiel, como sempre, estava junto.
Viva o Corinthians. Viva o nosso paredão. A Fiel está com você.
Por Jessica Gomes
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