Time acomodado leva empate no último minuto pela semifinal do Estadual
Juravam que a culpa era do Sampaoli e não desse fraco elenco e de um sistema defensivo pavoroso. Neste domingo (22), o Galo entrou em campo pelo primeiro jogo da semifinal do Mineiro e, em uma partida abaixo do esperado, saiu de campo com o empate por 1×1 diante do time de verde da Lanna Drummond.

Como é extremamente estressante torcer para o Galo! Como é desesperador ver o time sofrer para furar a retranca de um time tão fraco e que veio com a proposta apenas de se defender. Podem trocar de técnico milhares de vezes, podem trazer Guardiola ou quem for, que o problema continua sendo dentro de casa, continua sendo nas poucas peças que temos e nas ausências importantes de que esse time carece.
Não existe sofrer para ganhar do América; não tem cabimento a dificuldade em finalizar para o gol, furar a marcação adversária ou qualquer outro tipo de dificuldade que enfrentamos nessa partida.
É inadmissível sofrer os dois gols que levamos — e que sorte que o primeiro foi anulado pelo VAR. Chega a ser engraçado o tanto que o time piora quando entram os “velhos de casa”. A passividade do Galo incomoda em níveis absurdos e a acomodação após abrir o placar é algo que tira qualquer um do sério.
O texto poderia ser todo voltado à grande defesa de Everson Felipe, ou à boa jogada no lance do nosso gol, e ainda teria espaço para soltar um: “O importante é que ele usa a 92”, frase clássica em todo gol ou assistência do Dudu. Eu ainda ousaria falar que, sem o “apito amigo”, o time que veste verde não é nada; mas aí o Preciado resolve entregar a “paçoca” nos seus únicos dois minutos em campo, falhando mais uma vez na marcação e deixando claro que, por incrível que pareça, existe alguém pior que o Natanael na lateral.
O pior é que não dá para colocar a culpa só no lateral, sendo que o Galo pouco criou, não fez questão de calibrar o pé e nem de pressionar o adversário em busca de ampliar o marcador. Na crítica coletiva, é impossível não citar as péssimas alterações do interino Lucas. Igor Gomes e Cuello já deixaram claro que são inimigos da pelota e, por mais que doa, eu vou começar a concordar com o “bolinho” que fala mal do Bernard, porque são umas tomadas de decisão que chega a ser brincadeira.
Alguns “queridos amansados” passaram semanas e semanas falando que nosso antigo técnico tinha uma perseguição com o Minda e o Cassierra, e que por esse motivo eles não entravam em campo. Agora, fica aí a sincera dúvida do motivo de eles não terem sido acionados nesta partida, onde tínhamos um placar mínimo a nosso favor e era necessária a ampliação do mesmo.
Mais uma partida ruim em um fraco campeonato, diante de um fraco adversário. A torcida vem “cantando a bola” há tempos: se não houver contratações este ano, o time não escapa do rebaixamento — e, infelizmente, não é nem exagero atleticano. O time vem de partidas desanimadoras, parece alérgico a triunfos no estadual e é contra manter uma boa sequência. Com ingressos caros, uma SAF sem diálogo e depois querem nos culpar pelos baixos públicos na Arena. Será que a culpa é realmente da torcida, que carrega esse clube nas costas desde 1908?!
Empate com gosto de derrota e agora temos que buscar a classificação no saudoso Indepa, no próximo fim de semana, onde nada mais importa do que a vitória. Antes disso, as concentrações e orações voltam para o Brasileirão, onde temos que buscar os primeiros três pontos na Arena do Grêmio, às 21h30 desta quarta-feira (25), contra os donos da casa.
Que a chegada do “Braba” tire essa impregnação de time pipoqueiro e medonho desse elenco, e que ele não desista de vir também na metade do caminho.
Sentimento, amor sincero ao alvinegro!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo