Coritiba perde nos pênaltis para o Operário e dá adeus ao Campeonato Paranaense na semifinal
Se alguém falasse que teríamos reprise, ninguém duvidaria. Mais um início de temporada que começa com frustração, com aquele gosto amargo que insiste em nos acompanhar nos últimos anos. Desta vez ficou no quase. De novo!
Mais uma vez, o maior campeão paranaense está fora de uma final — a qual não disputa desde 2022. O tempo passa, as promessas mudam, os discursos se renovam, mas o roteiro parece o mesmo…
Neste sábado (21), o Coritiba recebeu o Operário, atual campeão estadual, no Alto da Glória. No jogo de ida, um 2 a 2 que já tinha sido indigesto, principalmente porque o Coxa abriu dois gols e deixou empatar no Germano Kruger. Em casa, diante de quase 20 mil torcedores e sob uma tarde chuvosa, o enredo se repetiu: novo 2 a 2 e decisão nos pênaltis. Resultado? 6 a 5 para o Fantasma e mais uma eliminação diante da nossa torcida.

O JOGO
O Coxa até começou melhor, mostrou intensidade e parecia jogar no ritmo do canto da torcida. Mas, bastou o Operário ajustar a marcação e apertar o time alviverde para o nosso sistema defensivo voltar a apresentar os velhos problemas.
E foi assim que saiu o primeiro gol deles: erro, desatenção e punição. Um filme que o torcedor conhece bem. Nos acréscimos da primeira etapa, Léo Gaúcho, livre de qualquer marcação, mandou para o gol e abriu o placar. 0 a 1 OFEC.
Na volta do intervalo, o time alviverde mostrou reação. O empate veio aos dois minutos: em cobrança de falta de Josué, Maicon cabeceou e mandou para as redes. Ali, reacendeu a esperança nas arquibancadas. Quando Lavega chegou a virar, o grito ficou entalado na garganta pelo impedimento.
Como sempre, o castigo não demorou. O Operário aproveitou mais uma falha e retomou a vantagem após 12’, com Aylon. O empate alviverde veio na insistência e na raça. Aos 15’, Bruno Melo encontrou Lucas Ronier, que com seus 1,64 de altura, marcou mais um gol de cabeça no campeonato. Um novo 2 a 2, que levou a decisão para os pênaltis — um teste cruel para o coração do torcedor.
Nas cobranças, esperança e tensão. Houve chance, houve alívio momentâneo, mas no detalhe — sempre ele — a vaga escapou. Bruno Melo, Fernando Sobral, Keno, Josué e Tinga converteram as suas cobranças do lado alviverde. Lavega errou a segunda – o goleiro Vagner defendeu. Do lado do Fantasma, apenas Índio errou, mandando para fora. Já nas alternadas, Maicon mandou na trave. Bola no travessão, conversão adversária e silêncio no Couto Pereira. A festa era apenas no lado adversário.
Não é apenas sobre ser derrotado nos pênaltis. É sobre a sensação de que o time pipoca nos momentos decisivos. É sobre a repetição de erros. É sobre a dificuldade de transformar investimento e discurso em resultado. Enquanto o Operário comemora mais uma final, nós acumulamos mais uma reflexão.
A temporada está só começando, é verdade. Ainda há Brasileirão e Copa do Brasil pela frente. Mas é preciso entender que a paciência do torcedor não é infinita. A janela está perto de fechar, e o elenco claramente precisa de reforços. A SAF precisa agir — e agir rápido. O campo está dando sinais claros.
Que essa eliminação sirva, ao menos, como ponto de virada. Que doa o suficiente para provocar mudanças. Porque o Coritiba é grande demais para se acostumar a bater na trave – literalmente…
Na próxima quarta-feira (25), já tem Série A, novamente em casa, contra o São Paulo, às 19h30. O calendário não espera, e o torcedor também não.
A hora de reagir é agora.
Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.
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