Sábado de carnaval e goleada atleticana!


Galo passeia sobre o Itabirito e balança as redes 7 vezes

Já dizia Luan Santana: “se for sonho não me acorde”. No meio do caos, sem técnico, sem o bendito zagueiro e o sonhado camisa 5, o Galo viajou até Nova Lima, neste sábado (14) de carnaval, para um decisivo duelo diante do Itabirito, e saiu de campo com a classificação e uma sonora goleada por 7 a 2.

Foto: Pedro Souza / Atlético

Como todo mundo já sabia, tivemos alterações no time com as entradas de Natanael e Scarpa nos lugares de Preciado e Bernard, respectivamente. Com uma mudança da água para o vinho — e mostrando que a má fase era bem um “corpo mole”, levantando vários debates entre a torcida de que esse time queria era derrubar o Sampaoli —, o Galo mandou na partida do começo ao fim.

Tivemos umas duas chances perdidas pelo dono da 92 antes da goleada ser iniciada. O primeiro veio com um grande achado do nosso ex-técnico, o famoso “The Good Victor”, com maestria, de cabeça, após assistência do jamais criticado Natanael.

A mínima vantagem no placar fez com que a torcida implorasse pelo fim da partida, até porque estávamos traumatizados com esse time, mas o melhor estava por vir. Eu lamento muito por quem não tem Givanildo Vieira de Souza no time, e entendo o desespero de um time das terras cariocas em levar o camisa 7. Independente da idade, da fase ou das minutagens em campo, o Hulk segue sendo Hulk e o cara ainda fede a ser craque da pelota.

Numa cobrança de falta ainda longe da grande área, o super-herói atleticano mandou a bola na rede com maestria, como quem entende e tem intimidade com o esporte, com a bola. Hulk Paraíba, nós gostamos, e muito, de você! Dominando e controlando a partida, o terceiro gol saiu dos pés do Scarpinha, em um chute rasteiro sem chances de defesa para o arqueiro adversário.

Com uma postura diferente da qual estávamos vendo, o Galo enfim fez um bom primeiro tempo e aproveitou as chances criadas, soube ser decisivo quando descia ao ataque e quase não teve incômodos na defesa, com Everson acompanhando o jogo de um lugar favorável.

Foto: Pedro Souza / Atlético Mineiro

O início do segundo tempo começou com os donos da casa tentando ensaiar uma pressão para diminuir o placar. Eles até criaram algumas chances, mas quem balançou as redes pela quarta vez foi o elenco atleticano, novamente com Hulk após tabela com Dudu. Enquanto a torcida fazia a festa na bancada do Cifuentes, o time correspondia dentro de campo criando cada vez mais chances de ampliar o placar.

Selecionado para os minutos finais, Reinier precisou de apenas um lance para sofrer um pênalti na sua descida ao ataque adversário. Tivemos Hulk na batida, bola na rede e o primeiro hat-trick do homem com o nosso manto — e que seja o primeiro de muitos.

Com um sonoro 5 a 0 no placar e o jogo praticamente resolvido, o comandante provisório atleticano resolveu mexer no time promovendo a entrada de Alan Minda e Cassierra, para a alegria da torcida que queria ver essa dupla em campo. Nosso novo camisa 9 e esperança de artilharia precisou de apenas 3 minutos em campo para marcar seu primeiro gol pelo Galo — e o sexto, só para não perder as contas — em uma cobrança de pênalti, marcado dessa vez após o adversário meter o mãozão na bola.

Numa noite de golaços, nosso lateral resolveu deixar o dele na partida e, de fora da área, Renan Lodi mandou um balaço e viu a bola morrer dentro do gol adversário, fazendo nosso sétimo e último gol nessa partida movimentada. A torcida já estava à loucura com essa goleada, gritando por aí que o campeão voltou e que era para entregar as taças em Lourdes, até que o sistema defensivo nos mostrou que era somente o Itabirito e que precisamos urgentemente de zagueiros e do primeiro volante, sendo o zagueiro inegociável e bem mais importante.

Em dois lances de desatenção e ruindade dos falsos defensores, o Itabirito balançou as redes duas vezes e ainda tivemos o “Denzel Washington de Minas Gerais” dando assistência na partida. E quase levamos o terceiro numa lambança do Scarpa em um lance até engraçado de tão esquisito que foi.

Goleada atleticana em uma partida que todo mundo resolveu jogar e que, milagrosamente, o elenco apresentou um bom futebol, brigou por cada bola, aproveitou as chances criadas, estava com sede de jogo, e não “sentaram” no placar conquistado. Por tempos que eu imploro por um time goleador e enfim tive isso na tarde deste sábado.

Óbvio que a torcida sabe que esse adversário não é parâmetro algum, mas para quem empatou com Athletic, North, Betim, Tombense e América, essa goleada é motivo sim de ser comemorada, até porque havia anos que o Galo não sabia o que era vencer por um placar tão elástico assim.

Para alegria de todo atleticano, vamos ficar praticamente 10 dias sem jogos desse clube e esperamos que, no meio disso tudo, a falsa diretoria traga um bom técnico; e vamos orar por contratações para o sistema defensivo, mesmo sabendo que isso será muito difícil. Ainda temos vários pontos a serem criticados, mas que a torcida tire esse final de semana para comemorar a vitória, a classificação, o hat-trick do Hulk, o achado do The Good Victor, a presença de um lateral que finalmente sabe cruzar e qualquer outro mínimo detalhe dessa partida.

Enquanto a Federação não lança as datas da semifinal, nosso adversário já foi definido e será aquele que precisou da arbitragem para vencer o North, aquele time de verde do Lanna Drummond. O primeiro jogo será na nossa casa, a Arena, e a volta também será na nossa casa, mas dessa vez o saudoso Indepa. Pelo Brasileiro, só voltamos a campo dia 25, diante do Grêmio.

A federação até que tentou, mas temos Atlético na semifinal mais uma vez. Buscaremos esse hepta!

Por Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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