Com golaço de Ronaldo, Colorado mostra evolução ofensiva, mas erros decretam o 3 a 1 para o Palmeiras.
O Gigante da Beira-Rio foi o cenário de um embate que misturou a mística da camisa colorada com a dureza de um campeonato que não perdoa vacilos. Na noite desta quinta-feira (12), o Internacional mediu forças contra o Palmeiras em uma partida que prometia ser o divisor de águas para a equipe de Paulo Pezzolano. O que se viu, porém, foi um time que teve volume, criou chances e se emocionou com um golaço, mas que acabou vítima de suas próprias fragilidades defensivas, saindo de campo com um amargo 1 a 3.

Primeiro Tempo
O início do jogo foi um teste de nervos. O Internacional começou tentando impor o ritmo da casa, com Alan Patrick distribuindo o jogo e buscando acionar a velocidade de Borré. Entretanto, a solidez defensiva do Palmeiras travava as investidas coloradas. Aos 22 minutos, o balde de água fria: em um escanteio milimétrico cobrado por Andreas Pereira, Gustavo Gómez aproveitou uma falha de marcação na pequena área e testou firme para abrir o placar.
O Inter, porém, mostrou que este elenco tem brio. Sob o comando de um Beira Rio que não parou de cantar, o time subiu a marcação e encurralou o adversário. Aos 35 minutos, o estádio testemunhou um momento de pura magia. A jogada começou lá atrás, com Rochet, passou pelos pés de Alan Patrick e chegou em Ronaldo. O volante, com a confiança de quem conhece o atalho do gol, ajeitou para a perna esquerda e disparou um chute com efeito, encobrindo Carlos Miguel. A bola beijou a rede e o Beira Rio explodiu em um só grito: a esperança estava viva.
Segundo Tempo
A etapa complementar começou com o Internacional buscando a virada, mas o destino foi irônico. Logo aos 6 minutos, um erro crasso de comunicação entre Bruno Gomes e Mercado deixou a bola à feição para Vitor Roque. O atacante, letal, driblou a marcação e finalizou. A bola ainda desviou em Félix Torres, que havia entrado no intervalo devido à lesão de Victor Gabriel, e tomou uma trajetória impossível para Rochet.
O 2 a 1 desestabilizou a estratégia gaúcha. Pezzolano mexeu no time, tentando dar fôlego novo às alas, mas o Palmeiras se fechou em uma linha de cinco, impedindo as infiltrações. O Inter lutava contra o relógio e contra a própria ansiedade. Aos 36 minutos, o golpe de misericórdia: em mais uma saída de bola errática de Gabriel Mercado, o jovem Luighi recuperou a posse e serviu Andreas Pereira, que apenas teve o trabalho de empurrar para o gol vazio.
A estatística mostra um Inter que finalizou mais e teve mais posse de bola (55%), mas que pecou no momento de definir e, principalmente, na proteção à meta de Rochet. Com o resultado, o Colorado segue estacionado na 19ª posição da tabela, um cenário que incomoda a torcida e exige correções urgentes da comissão técnica.
A boa notícia fica por conta da atuação de Ronaldo e da entrega de Borré, que brigou entre os zagueiros até o último minuto, forçando Carlos Miguel a fazer defesas espetaculares nos acréscimos. O potencial existe, mas o Brasileirão exige uma consistência que o Inter ainda busca encontrar.
Próximo jogo
A hora é de virar a chave! O Inter agora foca todas as energias na semifinal do Gauchão contra o Ypiranga no próximo domingo (15), às 20h30 fora de casa.
Por Larissa Ferreira
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo