Botafogo perde para o fluminense com um a mais e aumenta o cenário de crise no clube
O Botafogo enfrentou o Fluminense nesta quinta-feira (12), no estádio do Maracanã, às 19h30, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com um jogador a mais, o time alvinegro foi derrotado por 1 a 0.

Geralmente, começo essa coluna com algum comentário sagaz o suficiente para esconder o cenário que se desenha dia após dia: a tão temida crise. Mas dessa vez prefiro reclamar, murmurar e lamentar. Acho que isso ainda cabe a mim como torcedora. Ou melhor, a todos nós.
A partida desta quinta-feira foi um soco no estômago, um choque de realidade e uma sensação de impotência que talvez se arraste por um tempo que foge da nossa compreensão.
A pergunta que ressoa é sempre a mesma: no final, quem fica até o fim?
DE OLHO NA PARTIDA
O duelo iniciou e apesar das duas equipes apresentarem um desempenho abaixo e com poucas oportunidade de gol, o Botafogo se esforçava para colocar toda a mediocridade que conseguia dentro de campo. O Alvinegro não conseguia trocar passes eficientes e muito menos chegar com perigo. Para o torcedor, a vitória seria sair vivo do “show de horrores” protagonizado no Maracanã.
Na segunda etapa, apesar de uma nítida melhora, os times ainda enfrentavam dificuldades. Especialmente o Botafogo, já que não ameaçava o rival em nenhum momento.
Como um resultado direto da incompetência e da desorganização, aos 55 minutos, após uma falha do suposto goleiro Neto, Lucho Costa abriu o placar para o Tricolor.
O Botafogo era exatamente o reflexo da sua atual situação extracampo: uma desordem e até mesmo um desrespeito. Nem mesmo a expulsão de Cannobio aos 60’ foi capaz de mudar o cenário.
O Botafogo, com 5 (cinco) finalizações ao todo, perdeu como um covarde. A parte cheia do copo? Foi só ter sido 1 a 0.
RESPIRA E ESCREVE
Vou deixar meu lado torcedora transpassar o da comunicação formal. É desesperadora a maneira como não há nenhuma maneira. Fugiu das nossas mãos. Esvaiu-se a força dos nossos esforços.
Nossos planos ruíram sem aviso prévio. A estrutura não ameaçou quebrar; ela desabou de uma vez só. Sem estalos, só ruína imediata.
Desde muito nova, eu fui ensinada que o Botafogo, como predestinação, era movido a desafios. Quando criança, esse ideal do sofrimento recompensador parece legal. Depois, você enxerga que ele conta, também, com o acúmulo de sortes bem distribuídas.
Ultimamente, tem sido impossível apegar-se a superstições, crenças e ideologias futebolísticas. A realidade se escancara e ameaça levar os nossos sonhos de uma vez só.
O que vimos neste último jogo foi a espera de uma redenção que supostamente cairia do céu. Jogadores apáticos, sem vontade e que se recusam a transcender às dificuldades internas. Parece que aceitaram o destino.
No meio do caos, a bonança é saber que a resposta para a pergunta que fiz anteriormente segue sendo a mesma dos 130 anos de existência do Botafogo: NÓS. A gente permanece. Quem desiste é um mero prestador de serviço; nós somos patrimônio. Ou melhor, nós somos essa instituição.
No mais, me resta o amor. E eu vou escrever com raiva muitas vezes, mas no final ele me acha.
PRÓXIMO JOGO
O Botafogo volta a campo no domingo (15), contra o Flamengo, no Estádio Nilton Santos, às 17h30, em partida válida pelas quartas de finais do Campeonato Carioca.
Botafogo, nós vamos juntos! SEMPRE!
Por Julia Aveiro
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, aopinião do Portal Mulheres em Campo.